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Pessoas classe lixo

Posted by Blogueira on 20:27 in , ,

Surge no mercado uma nova classe de pessoas: a classe lixo. Quem são as pessoas lixo? São aquelas que têm tudo a dizer e nada a acrescentar. Tudo a dizer e nada a ouvir. Tudo a ganhar e nada a oferecer. Mas isso não passa de uma visão muito particular da humilde blogueira que aqui desenvolve seus pensamentos.

Como reconhecer pessoas classe lixo: Geralmente, querem ganhar algo como um convite, uma roupa, um ingresso etc. Mas, geralmente, querem vender tudo. Por que razão? Só pode ser porque julgam que aquilo que possuem é mais importante do que aquilo que os outros possuem. Essas pessoas só podem se considerar mais importantes, pois, se considerassem as outras pessoas tão importantes quanto elas, tratariam os anseios e objetivos das outras da mesma forma que tratam os seus. Essas pessoas tratam as outras como lixo e, sinto muito, quem trata os outros como lixo é um lixo.
Pode parecer implicância da minha parte, mas estou farta de encontrar pessoas assim em meu caminho. É o tipo de gente que tenho tolerância zero, mas não trato como me tratam, pois, caso contrário, eu me tornaria igual a elas, e não sou. Sou eu mesma, independentemente de quem cruzar o meu caminho, o fato de exercer minha tolerância zero não significa ser diferente do que sou, apenas uma parte de mim que não mostro para todos.



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"A Carne" e minha dificuldade em assimilar

Posted by Blogueira on 19:40 in ,
Que os leitores eventuais de "Cinquenta tons de cinza" não se sintam ofendidos, mas esta é a verdadeira LITERATURA erótica.





Demorei muito tempo para descobrir que "A Carne" de Júlio Ribeiro é um livro erótico. Quando o li pela primeira vez, eu era muito jovem e não percebi a história que se delineava a minha frente. Em cada momento da vida, certas leituras e fatos vão tomando formas diferentes e tudo depende muito da época e da situação em que o leitor se encontra. Ao reler o livro, entendi muitas coisas que antes não conseguia compreender, às vezes acho que sou uma péssima leitora e confesso que tenho dificuldades em assimilar qualquer situação, eu sempre fui assim. 

Ultimamente, fui atingida por uma dislexia não diagnosticada por médico nenhum (eu que diagnostiquei, risos), e espero que assim como ela foi súbita, seja também passageira. Amém! O fato é que Júlio Ribeiro traz um novo papel para a mulher e explicita essa nova mulher moderna em seu livro. Essa história é tão carnal e poucas vezes encontrei algo tão intenso. Aliás, as coisas mais intensas são as mais complicadas de se entender. Mas "A Carne" é um livro carnal e isso é um show dentro do livro. Imagino que muitos já tenham lido, pois é até bastante conhecido. Para quem não leu, posso adiantar que é uma história sobre desencontro, paixão, sexo, sadismo e (eu já ía falar rock'n roll), mas não tem rock nessa história, acredito que o fundo musical , cada qual é quem faz. Não vou contar o livro para quem não leu, pois eu detesto quando fazem isso, estraga o prazer de ler. Espero que os leitores possam descobrir o quão a carne é fraca, até na ficção.


Texto produzido em 2008 (O texto passou por pequenas modificações)



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""A Casa dos Budas Ditosos" e meu breve elogio

Posted by Blogueira on 19:30 in ,
Que os leitores eventuais de "Cinquenta tons de cinza" não se sintam ofendidos, mas esta é a verdadeira LITERATURA erótica.







Eu não saberia dar uma explicação clara sobre "A Casa dos Budas Ditosos", não que o livro não tenha ficado claro, muito ao contrário, mas pude perceber que "tudo no mundo é secreto", assim como o próprio livro aponta. Sensacional? Sim! E muito mais... É um livro para todas as pessoas livres de preconceitos e sem medo de leituras invasoras e por que não dizer incômodas? Serve também aos recatados e medrosos, aos puros e ingênuos... Os futuros leitores não devem se espantar, o livro não é um manual de posições sexuais, mas em alguns momentos parece. É um livro invasor e não pede licença. De fácil leitura e compreensão, e sem palavras difíceis, mas isso não significa que ele não possa se tornar difícil para algum leitor. Digo, entretanto, que se o futuro leitor possui uma leitura ou mente limitadas, é bom não ler, porque pode não estar preparado para o novo, assim como tantas vezes, na vida mesmo, não se está preparado para compreender.  O livro faz parte da série "Plenos Pecados" (1999), em que escritores selecionados ficaram encarregados de falar (cada qual) sobre um pecado capital. João Ubaldo Ribeiro encarregou-se de escrever com mão de mestre (inclusive) sobre a luxúria. Trata-se de um monólogo de uma mulher com 70 anos de pura vivência, o autor afirma que recebeu uma fita com essas gravações, mas, sinto muito, não acreditei, somente um grande escritor faria com que se pudesse acreditar nisso. Gostei de ter sido enganada nessas 163 páginas. Convido as pessoas a serem enganadas também! Por que não? A leitura mais provocadora dos últimos tempos, sem dúvidas.


Texto produzido em 2008.(O texto passou por pequenas modificações)


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Curiosidade por situações banais

Posted by Blogueira on 19:46 in


Alguns dias atrás, a chuva destruiu parte de uma árvore da rua onde moro. Logo percebi que teriam que cortar a árvore mais rente ao solo para não causar nenhum acidente futuro. Há uns dois dias, dito e feito, vieram e cortaram a árvore. Acredito que situações como essa aconteçam todo dia e toda hora. Pessoas são pagas para fazer este serviço: cortar árvores! 

O que me causa tédio é como os transeuntes e moradores pararam para observar o fato como se aquilo fosse um acontecimento incrível como a chegada de um cantor internacional, uma entidade ou algo assim. Eu acompanhei o fato porque estava no ponto esperando ônibus para ir trabalhar. As pessoas, ao contrário, abriram as janelas de suas casas, os portões, algumas, que por esse trajeto passaram, pararam para observar o acontecimento banal e comum, gesticulando, comentando, apontando...

Não sei nem quero saber o que move a curiosidade das pessoas, mas, por tão pouco, acredito que seja falta de acontecimentos em suas vidas. Falta ocupação para parar e ficar olhando o trabalho dos outros como se nunca tivessem visto aquilo antes. Curiosidade por situações banais só pode ser falta do que fazer. Ou, no caso, pensar que uma árvore que estava prejudicando até o trânsito é destruição do meio ambiente é falta de conhecimento da causa sobre o que é destruir o meio ambiente. Chegará o dia em que as pessoas cuidarão mais de suas vidas neste país? A esperança continua...



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Às vezes, perder é ganhar

Posted by Blogueira on 12:09 in



Olho para trás e penso nas coisas que ficaram espalhadas no trajeto. Sou saudosista, e não me dou conta das coisas do presente, é um defeito, acredito! Eu deveria valorizar o momento, para depois não pensar nele como se fosse mais importante do que talvez tenha sido. Na lembrança, sempre sou mais feliz do que, na verdade, fui. Acredito que eu não seja a única a pensar assim, mas talvez eu seja uma das poucas a reconhecer.

As emoções são latentes, mas queria aproveitá-las mais. Sempre penso que a vida seria mais real se fosse possível reconhecer a importância de cada momento. Os livros de autoajuda proclamam, mas não é fácil. Até que me provem o contrário, viver cada dia como se fosse o último é apenas um discurso. Eu sei que dá remorso e culpa deixar sentimentos no passado, mas perder é ganhar, nem tudo ou todos valem a pena. Pois, se tudo valesse a pena, seriam muitas coisas e pessoas perdidas. Contrariando Fernando Pessoa, pessoas de alma grande, muitas vezes, não valem a pena, em todos os sentidos. Podem não estar na mesma sintonia, e é importante entender a sintonia das pessoas que nos rodeiam, cada qual possui o seus mundos particulares, adentrá-los é um risco.

Perder é ganhar, às vezes... Outras tantas, perder é perder mesmo, e quanto a ambas, faz parte daquilo que as pessoas chamam de viver. Existe o risco de perder e ganhar, mas nunca saberei, e é bom saber que ninguém saberá, pois não existem videntes. Caso houvesse, não haveria. Complexo? Não! Qual vidente precisaria cobrar uma consulta de um cliente, se pudesse adivinhar os números da loteria para si mesmo?!? O futuro nada mais é do que o passado adiantado, e se o passado foi eu quem fez, farei o futuro com meus atos. Confecciono meu próprio enredo assim como cada linha de um texto, até que se forme o parágrafo e, de cada parágrafo, um texto.

Tudo quanto há é uma projeção das vidas das pessoas. Cada vivência são exemplos dos exemplos de nossos próprios pensamentos. Cada vez que se perde, era preciso perder. Cada vez que se ganha era preciso ganhar. Mas uma só coisa é certa: as atitudes são produtoras de resultados, embora nada esteja sob o nosso controle absoluto. Nada!

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As pessoas têm expectativas diferentes daquilo que elas oferecem aos outros. É justo?

Posted by Blogueira on 20:17 in ,

Há algum tempo, li uma frase direcionada a mim, o que foi confirmado pelo próprio autor da ação, a frase é a seguinte: “Algumas pessoas passam pelas nossas vidas para nos ensinar a não ser como elas”. Portanto, este texto é uma resposta ao que li há certo tempo, já que as redes sociais nos permitem réplicas, assim como indiretas bem diretas.



Sempre tive fama de intransigente e difícil de lidar, mas o fato é que pessoas com fama de acessíveis e fáceis de lidar, na maioria das vezes, são “Maria vai com as outras”. Como eu nunca vou ser “Maria vai com as outras”, esse é meu grande defeito e é, ao mesmo tempo, minha grande qualidade. Não posso e não consigo acender uma vela para Deus e outra para o diabo. Eu tomo um partido, faço escolhas, não fico em cima do muro, tampouco cozinho pessoas em “banho maria”. Tenho medo das consequências sim, pois sou humana, mas quanto a isso tem mais a ver com TPM ou ansiedade. O que quero dizer é que se alguém compartilha certa intensidade de sentimentos e atitudes comigo, não posso aceitar que essa mesma intensidade de sentimentos e atitudes seja compartilhada com outros, é daí que vem o exemplo das duas velas (uma para Deus e outra para o diabo, mesmo que nessa situação eu seja o diabo). Sendo assim, entendo que o que me é oferecido não é verdadeiro, pois é comum e oferecido de forma semelhante a outros. O fato é que se eu passar pela vida de alguém para ficar, não quero exclusividade, não exijo tanto, apenas quero que o que é oferecido a mim seja exclusivo. Confesso que até me sinto lisonjeada, pois o fato de ensinar às pessoas a não ser como eu acaba sendo um elogio, tenho muita coisa em mim que eu mesma gostaria de modificar em todos os aspectos, o problema mesmo são aquelas pessoas que passam pela vida das outras e não ensinam NADA!

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Tempo não é apenas envelhecer

Posted by Blogueira on 14:47 in , ,

Hoje posso ver melhor o que o tempo me trouxe. Deixou algumas saudades para trás. Cicatrizou feridas e abriu novas. Quebrou alguns medos (nem todos). As reclamações mudaram e os agradecimentos também. Novos afetos e desafetos surgiram. Certos desafetos viraram fumaça perdida nas nuvens assim como alguns afetos. Certos bloqueios viraram muralhas, mas certas muralhas foram demolidas. Novos acontecimentos surgiram e outros deixaram de fazer sentido. Quando percebi essas e tantas outras perspectivas e demolições, percebi que nada mudou embora tudo tenha mudado.

Os anseios e sonhos serão sempre os mesmos, mas não serão pelos mesmos motivos. É circular, mas não em torno das mesmas razões, até por que o ser humano é circular, o mundo é circular. Estamos sempre dando voltas em torno de nós mesmos, é uma busca sem fim, pois o ponto de partida e de chegada não segue em linha reta.

Tempo não é apenas envelhecer, é também continuidade e, continuidade, é vida. E viver é existir. E existir é ter um papel no mundo, seja ele qual for. Tempo é dor e alegria. É medo e coragem. É verdade e mentira. Não existe fórmula mágica para ser humana, nem exata, pois as fórmulas, muitas vezes, são desencontradas e os resultados inesperados. Entretanto, nada é inexpressivo, pois tudo teve uma razão universal para acontecer. As coincidências e semelhanças serão a única explicação cabível do amor ao ódio. E, enquanto tempo houver, eu serei temporal assim como as nuvens que prometem chuva e vão embora sem cumprir a promessa.

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A arte de tolerar requer mais do que prática, requer treinamento mental

Posted by Blogueira on 14:21 in ,

Dizer frases bonitas, postar textos em redes sociais, incentivar alguém a ter uma boa atitude e postura perante a sociedade, tudo isso, é simples, qualquer um pode fazer. Difícil é agir. Difícil é praticar o que se prega. Mas não impossível, embora eu acredite que, além da prática, seja necessário treinamento. Enquanto seres humanos, não estamos adaptados a sermos piedosos. Somos falhos e programados para errar. Programar para tolerar é outra história.

Não acredito ser possível a tolerância sem um treinamento diário, pois se não tenho preceitos para tal, certamente, não serei capaz de ter uma conduta tolerante perante algo que não esteja de acordo com aquilo que posso compreender. Enquanto carne, a fraqueza não é só uma questão espiritual, ou para os incrédulos, mental. Somos capazes de atitudes que nossa mente não quer, não precisa, mas, enquanto carne, nos desviamos da conduta correta.

Comparo a prática da tolerância aos estudos, pois se eu ler um mesmo assunto várias vezes ao dia, ao longo de certo tempo, com certeza absoluta, o dominarei. Sendo assim, se treino minha mente, diariamente, a compreender “o outro” como um indivíduo diverso a mim, serei capaz de tolerar seus defeitos, assim como tolero os meus. Não é um exemplo prático, pois todo texto é teórico, embora possa ser colocado em prática.

Defendo aqui a ideia de que a teoria da tolerância na virtualidade, no papel ou em palavras deve ser colocada em prática. Entretanto, para que isso possa ocorrer é necessário treinar a nossa mente, para que o nosso corpo possa agir de acordo com nossas vontades, pois se agimos de uma maneira diversa daquilo que professamos, nossos atos se tornam tão abstratos quanto nossos pensamentos.

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Isolamento

Posted by Blogueira on 18:41 in

Hoje o dia me remete ao cobertor. Ao quarto escuro. Ao isolamento. Apenas penso. Sou um simples descompasso. Sou um simples pedaço de carne que quer falar dos desejos que tenho sofrido na alma. Apesar de carnal, é, em um mesmo instante, infantil. Meu corpo pede, implora, esquecendo-se que minha alma explica que aos poucos tudo cicatrizará. Sou o desperdício, o pedaço morto de uma carne viva. 




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Cristal

Posted by Blogueira on 18:36 in


É cristalino. Estar contigo é transparente. Quando vai, o cristal quebra, além da dor que corta com os pedaços estilhaçados. Quando vai, vai também o cristal. Quando vai, não vejo. Quando vai, procuro em olhares a cristalinidade do seu, não encontro. Quando vai, perco minha força cristalina. Quando volta, renova toda sua transparência. Quando volta, renova minha transparência. Quando volta, o cristal cria formato. Quando volta, sou mais eu, sou mais você.




Imagem: Gettyimages

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Nos teus braços

Posted by Blogueira on 18:33 in


Não sei se você é fruto da imaginação. Não sei se é um produto que criei. Não sei se existe. Sei que tem sido uma pilastra em que me sustento. Nos teus braços adormeço. Seus braços me embalam. Sou uma criança quando estou contigo. Nos seus braços adormeço. Quero canção de ninar. Quero ouvir a tua voz primeira ao amanhecer. Nos teus braços sou a criança que havia se perdido no tempo, por descuido.



Imagem: Gettyimages

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De você

Posted by Blogueira on 18:30 in


De você quero o que vier. O tudo. O nada. De você quero o prazer e eu não sei se de você posso ter tudo que quero. De você espero e com você espero. De você faço a realidade que sempre quis. De você, por você e para você. Porque com você aprendi a ser de você.



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Essa tal felicidade

Posted by Blogueira on 18:23 in



Não sei definir. Não posso tocar. Não posso ver. Mas posso sentir essa tal felicidade. Ela chega sem avisar e vai embora assim também. Muitos procuram, alguns acham e nem todos mantêm, é difícil, oras!

Às vezes dá preguiça de acordar, outras de existir. No fim das contas, o que conta é encontrar, pois ninguém quer ser triste. Duvido alguém... 
Não é democrática, pois apesar de ser um direito de todos, nem todos têm. Por outro lado, é justa: cegos, surdos e mudos terão a mesma noção quando sentirem.

Afinal, vida cansa, pessoas cansam, trabalhos cansam, paixões cansam, mentiras cansam, verdades cansam, amores cansam. Tudo cansa, ufa! Menos procurar ser feliz. Essa é uma busca incessante...









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Prosseguir é mais fácil

Posted by Blogueira on 22:11 in ,



Desistir não é uma escolha, embora a maioria esmagadora das pessoas pense que é. Mas não vou discutir o que é certo ou errado, não que eu não acredite que esteja certa, ao contrário. Desistir envolve muito mais do que vontade, às vezes é uma questão de honra, outras, uma questão de não haver outra opção e, sem opções, não há escolhas.

Após a desistência surge aquela palavra que tanto me amedronta: recomeçar. Mas, como sempre digo: Que desânimo! Recomeçar é começar de novo. É o mesmo que colocar uma criança que já sabe ler mais uma vez no maternal. Com certeza, essa criança se frustrará, com certeza se desiludirá com a escola, e repetir aquilo que ela já sabe fará com que ela não queira mais ver o que ela, outrora, já havia visto. Frustrante isso!

Inventei agora outra forma para levar a vida, pode, em um primeiro instante, parecer semelhante a recomeçar. No entanto, em uma análise um pouco mais atenta, é algo, totalmente, diferente: prosseguir é a palavra! Enquanto recomeçar é começar de novo, prosseguir é continuar aquilo que se havia começado. Não importa o que vier, é uma sequência e, toda sequência, seja ela errada ou não é a continuidade de um caminho, e, não, refazer o caminho. A ideia de refazer me cansa. A ideia de recomeçar pode até soar mais romântica... Algo que não sou perante a vida.

Quando penso em prosseguir, penso em novas oportunidades. Quando penso em recomeçar, penso em começar tudo de novo. Prosseguir é mais fácil, embora exista muito caminho errado para seguir. Não há fórmula de conduta correta, e nada pode garantir se prosseguir me blindará de sofrer. Não há cápsula protetora. Mas há uma vantagem: cada vez que se dá um passo à frente é uma nova pessoa caminhando e não a mesma que refaria um mesmo caminho ao recomeçar. Não estou blindada às tristezas, mas os mesmos causadores das minhas tristezas passadas estão atrás de mim, já que eu estou um passo à frente.


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Caindo na real e Meus novos posts

Posted by Blogueira on 21:17 in ,



Sei que estou ficando chata reclamando da profissão nos textinhos deste blog. Sendo assim, evitarei fazê-lo, pois minha meta é mudar de profissão. Tenho medo daquilo em que vou me transformar, pois não me imagino nessa área até sessenta e poucos anos: O medo de ficar louca me invade! Em tão pouco tempo, minha voz não é mais a mesma, tão pouco meu ouvido, que dirá daqui a trinta anos? A área do bacharelado também não me apetece, revisor lê muitos textos chatos! E ler coisas chatas só não é pior do que interferir nelas e convencer o autor de que isto ou aquilo não “tá legal”. “Eita trem” cansativo! Ainda não sei direito se vou abrir um negócio ou mudar, radicalmente, de carreira universitária. Como há um longo caminho a seguir, vou “segurar as pontas”, porque sei que ainda dá.
Algum tempo atrás comecei a, realmente, pensar em abrir mão do sonho de escrever um livro. Toda vez que tento escrever um conto, percebo que não há trabalho duro (de escrever) que faça eu me tornar uma escritora de verdade. Um Romance? Haja fôlego para uma narrativa longa. Poemas? Nunca será a “minha praia”. Outro fator a considerar é que me contradigo muito, como a maioria, mas um bom autor não pode se contradizer. Uma coisa é escrever num blog (que não é lá uma maravilha) outra coisa é escrever um livro, ou melhor, um bom livro. A maturidade está me fazendo perceber e entender, pena que não ocorre com todo mundo.
Analisando meus textos anteriores, pude perceber que estou passando uma imagem de carrancuda e pessimista. Não sei se eu sou mesmo, pelo menos devo ter autocrítica para admitir que, no blog, parece. Vou tentar escrever sobre temas mais otimistas e mais suaves. Quem sabe assim as pessoas que me odeiam não param de achar que estou sempre escrevendo e pensando nelas? Vai ser difícil, pois “tem muito Nókia se achando iPhone” (risos), vi essa frase no Twitter hoje e achei o máximo. E, por falar em Twitter, decidi trancar o meu para evitar que pessoas que não me seguem fiquem deixando comentários imbecis por lá. Então, se quiser ler meus ‘desabafômetros’ e comentar, que me siga! (e eu até sigo de volta) Também modero meus comentários do blog, não porque tenho medo de críticas, mas porque, em minha opinião, uma coisa é criticar, outra é interferir no texto de alguém como se estivesse revisando ou analisando como se fosse um famoso crítico de alguma revista. Uma coisa é comentar, outra é achar que entende mais do que o outro em determinado assunto.
Estou caindo na real, não é tarde para isso. As pessoas podem até achar que os assuntos estão meio desconectados neste texto, mas adoro divagar e, para ser sincera, eu sou meio desconectada mesmo. 


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Então, não me rotule!

Posted by Blogueira on 22:51 in , ,

O sistema me rotula como professora disso ou daquilo, mas na hora “H” tenho que ser (rotuladamente) educadora? Não me importo em ser educadora, embora eu pense que essa tarefa é da família, não minha. Ora, minha forma de educar é diferente da forma de educar dos pais dos alunos. Ou me deixa educar do meu jeito ou, então, não me rotule!
Uma das frases que sempre adorava recitar nos trabalhos de faculdade era “Professor é profissão. Educador é vocação”. Mas hoje, na lida, não sou vocacional, sou impulsionada. Sendo assim, sou profissional. O que me impulsiona são as contas do fim de mês, os poucos planos para o futuro, o crescimento na carreira? Qual? A única forma de melhorar um pouquinho o salário é me tornando vice-diretora ou diretora, algo que jamais esteve ou estará nos meus planos (não nasci para cargos de comando). Não gosto de coordenar ou controlar uma situação e, mesmo que gostasse, vejo a forma de crescimento profissional na área educacional como uma fuga da sala de aula, não há outra forma. Por que eu não pensei nisso antes? (risos)
Conheci uma professora muito amargurada com a carreira, eu sei que não sou assim e jamais serei. Muitas coisas não me agradam, mas não vou passar a vida me lamentando, nem vou assumir posturas que não fazem parte da minha personalidade. Por exemplo, para organizar uma feira de cultura, o vice-diretor disse que quem vai ficar com o “trabalhão” mesmo é o professor e, não, os alunos. Então, qual o propósito da feira, já que os alunos não terão trabalho e, sim, os professores? Fazer uma feira por fazer? Aí surge aquele discurso: “vocês são educadores”. Uai, eu não era professora? Na verdade, essa função de professora só surge na hora dos servicinhos burocráticos e, é claro, na hora do pagamento! Sim, acredito que os professores têm que ser criativos para, assim, estimular a criatividade dos alunos, mas não para criar no lugar dos alunos.
Não estou decepcionada, não é essa a palavra. Estou apenas, tremendamente, desconectada com algumas funções a mim impostas. Sou humana, não sou máquina. Estou contrariada, mas, infelizmente, minha contrariedade, apenas irá dificultar o trabalho a ser feito. 




 Quero recomendar dois filmes interessantes: “Entre os muros da escola”: um documentário francês que mostra a rotina de um professor dentro de sala de aula. Na época em que assisti ao filme, achei terrível a rotina do professor. Atualmente, diante da minha realidade, acho que é bem melhor dar aulas na França do que aqui. O segundo filme é “Verônica” (um filme nacional), que narra a saga de uma professora heroína, a qual passa por cima de tudo e todos para salvar a vida de um de seus alunos. O filme é um caramelo na boca daqueles que ainda veem a profissão de professor como algo compensador. Ah, e boa sorte para todos os futuros espectadores dos filmes, pois, com certeza, quem se interessar em assistir deve ter algum interesse em lecionar. Então, boa sorte antecipada!

Imagens: Google


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Amor carnal ou banal?

Posted by Blogueira on 10:57 in ,


“Antes a inquietação de um amor, do que a paz de um coração vazio…” (desconheço o autor) (Será?)


Há momentos para tudo na vida. Às vezes queremos estar só, e necessitamos da solidão. Não daquela solidão que definha e mata, mas daquela solidão que nos faz refletir sobre onde estamos e quem somos. Poucos entendem, poucos vão entender.
Verdadeiramente, a paz é algo que não está relacionado a um coração vazio. Paz é um estado de espírito, algo que deveria ser atingido em sua plenitude, mas que poucos são capazes. Coração vazio nada tem a ver com paz! Com certeza, quem criou essa frase ou não sabe o que é paz ou não sabe o que é amor.
Não vejo inquietude no amor, todas as sensações que ele nos causa são sabores que devem ser degustados um a um. Se não for sensação, não é amor. Se for angústia, não é amor. Se for inquietude, não é amor.
Mas quem sou eu para falar do amor? Um sentimento tão vago, que afirmo: quase ninguém conhece ou desfruta. Caindo no lugar comum reflito: “Eu te amo” virou “bom dia”. Não sei nada sobre o amor, mas muitos dos que afirmam conhecê-lo são meros frutos do sistema social que induz ao “eu te amo” coletivo e sem certezas. Que loucura há em assumir: eu não sei o que é amar?
Os anos passam e pessoas solitárias são acusadas de mal amadas e infelizes. Será mesmo que uma pessoa que escolheu “ser só” (o que ninguém, de fato, é) não teve as mesmas ou mais oportunidades que uma pessoa que escolheu não ser? O amor não vem para todos, ou alguns fingem que amam ou estão, decadentemente, sendo enganados por um momento bom de curtição e felicidade. Mas tenho dúvidas, não forço a barra, e não perco tempo tentando convencer o mundo de minhas teorias absurdas, simplesmente, por fugirem a um pensamento em massa. Na ânsia de encontrar um amor não devemos esquecer-nos de encontrar a nós mesmo, se é que isso é possível.


Imagem: Google


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Pessoas são pessoas

Posted by Blogueira on 22:24 in



Alguns vulcões nunca entram em erupção (dado não científico), e quando entram parece que sempre aguardam um momento certo para fazê-lo. Por sorte, evitam desastres. O confuso é quando comparamos esses vulcões às pessoas. Algumas parecem estar sempre prestes a vomitar suas larvas, outras, sempre contidas, são verdadeiros vulcões inativos. É menos confuso quando nos damos conta de que as pessoas não são vulcões, tudo parece mais simples quando entendemos que as pessoas não passam de uma espécie de matéria prima sem recheio, e suas erupções são meros bombardeios também involuntários, mas sem jorrar larva alguma. Pessoas são pessoas. Vulcões são vulcões. Muito assustador um e outro, ambos, categoricamente, diferentes, ao mesmo tempo bastante semelhantes.


VULCÃO

(latim Vulcanus, -i, Vulcano [deus do fogo], fogo, chama, incêndio)

s. m.

1. Montanha de onde, por uma abertura chamada cratera, saem matérias candentes, fogo ou só fumo.

2. [Figurado]  Abrasamento, grande incêndio; imaginação ardente.
3. Génio impetuoso.
4. Perigo iminente contra a ordem social.
(Dicionário Priberam da Língua Portuguesa)
Imagem: Google



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Posted by Blogueira on 19:51

Caros  leitores do blog Palavra em Debate,


Acima, no template, vocês podem observar o enunciado que acompanha o blog desde a sua criação: “Todos os textos são ficção...” Portanto, nenhum dos textos tem compromisso com a realidade, são eles meros instrumentos de reflexão.

Ao contrário de muitos, não preciso provar nada para ninguém, muito menos para mim mesma. Se estou feliz, eba! Se estou triste, snif! Se ganhei, oba! Se perdi, que pena! 

Sinto, profundamente, pelas pessoas que precisam se autoafirmar o tempo inteiro. 

"Sua teoria é louca, mas não é louca o suficiente para ser verdadeira."(Niels Bohr)



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Caminhos

Posted by Blogueira on 01:56 in


Tive muitas oportunidades, não posso reclamar. Não foram o destino e a vida injustos comigo. Fiz, no entanto, escolhas erradas e burras. Escolhi amizades que me abandonaram, escolhi a profissão mais chata de todas, escolhi empregos que não me levaram a lugar algum. Por fim, amei pessoas que não sabem o que é amar. Penso que é tarde para sentar na calçada chorando e me queixar com o primeiro desconhecido que aparecer pela frente. Penso que é tarde também para subir o primeiro degrau de qualquer nova escada. Chico Xavier me diria que sempre é possível fazer um novo fim, mas não sou espírita. Começar tudo de novo me causa desânimo e enfastio (quem sabe em outras vidas, se houver).
Queria, na realidade, voltar no tempo e escolher as amizades certas, pessoas que hoje percebo o verdadeiro valor. Queria marcar outro “X” na escolha da profissão. Queria pedir perdão às pessoas que me amaram, mas que deixei pelo caminho como se nada fossem. Queria não me lamentar, mas voltar a crer. No entanto, são pensamentos frágeis, e eu já não tenho os mesmos desejos e vontades dos meus vinte e poucos anos.
O que me resta é a expectativa de que haverá novos caminhos, novas oportunidades, novas pessoas (Será?): Que eu saiba escolher! Já não tenho as mesmas condições, as mesmas teorias, já não sou a mesma. Tudo muda, eu mudei. Não há máquina do tempo, que pena! Penso agora no filme “O homem do futuro” (que nem é tão bom assim), mas quero um final daqueles, não precisa ter limusine e champanhe, apenas a oportunidade de fazer diferente.

Imagem: Blog Folha de São Paulo

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Perdidos...

Posted by Blogueira on 20:27 in

Tenho pequenas lembranças, momentos súbitos desencontrados dentro de mim. Não devo classificá-los como perdidos já que eu posso recordá-los, mas são tão fugazes como os sonhos. Passam num lapso em meu pensamento e eu não consigo caracterizar a sensação de reviver. É algo bom que não pode ser nomeado. Encontro ao mesmo tempo em que perco. A vida?




Imagem: Google


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Posted by Blogueira on 21:32 in
Pequeno  dos muitos diálogos entre mim e meu sobrinho de nove anos:
_ Gabi, eu não acredito que tiraram “TV Globinho” para colocar o programa da Fátima Fernandes.
_ ‘Amore’, não é Fátima Fernandes, é Fátima Bernardes.
_ Ah, tanto fez e tanto faz, é tudo farinha do mesmo saco!
_ (risos) Coloca no SBT...
_ Ah, nem... Lá só passa coisa repetida.
_ (KKKK...)



Infelizmente, a TV aberta está cada vez mais degradante. Nos últimos dias, além de transmitir o jogo entre Boca Júniors e Corínthians, só se fala desse assunto. Até um dos únicos programas interessantes, como “Profissão Repórter”, abordou o tema. Só visam o lucro nos contratos milionários e, o que era para ser apenas mais um jogo de futebol, se transforma em orgulho nacional (até rimou). Enquanto isso, apenas indago: Na moral, existe vida inteligente lá fora?


Imagens: Google



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“Se eu não faço, é feio. Se eu faço, pode”

Posted by Blogueira on 13:24 in

“Moralidade é uma lei fixa, mas cada um de nós deve ser seu próprio juiz." 
(Pucksinwah, Chefe da tribo Shawnee, 1774)

Percebi que pessoas de educação (aquela que vem do berço) desprivilegiada tendem a imaginar que outras pessoas sentem inveja delas. Comecei a questionar a raiz desse pensamento primitivo e descobri. É até engraçado, mas está ligado à religiosidade. Não à religião, mas à religiosidade.Tentar seguir determinados preceitos de valores que 100% da humanidade jamais conseguirá faz com que as pessoas acabem pensando: “Se eu não faço, é feio. Se eu faço, pode”. Posso citar a Bíblia como exemplo? Sim, posso! Nunca encontrei nenhum trecho bíblico afirmando que bebida alcoólica é proibida. Ao contrário, em determinado contexto, o próprio Jesus transformou água em vinho festejando um casamento. Entretanto, quem se denomina cristão ‘de carteirinha’ não bebe e julga quem bebe. Mais engraçado ainda é julgar quem bebe, sendo que, julgar, de acordo com a Bíblia, só cabe a Deus.A Bíblia não fala que bebida alcoólica é proibida, mas sexo antes do casamento é. Melhor nem comentar qual a porcentagem de cristãos ‘de carteirinha’ segue esse preceito. Daí entra outra questão: “Deus perdoa, não é? Afinal, sou um bom dizimista”. Que eu saiba, e até onde vão os pensamentos bíblicos, Deus não se vende e, para que haja perdão, é necessário o arrependimento verdadeiro e cessar a prática do pecado. Outro preceito que me incomoda é que a Bíblia, realmente, condena o homossexualismo. Entretanto, para o Deus Bíblico, não existe ‘pecadinho e pecadão’. Sendo assim, se eu sou heterossexual e cometo adultério contra minha esposa ou meu marido, se cobiço as coisas alheias, se não amo meu próximo como a mim mesmo(a) sou tão pecadora quanto um homossexual. Afinal, ser heterossexual não faz parte dos dez mandamentos, amar o próximo como a si mesmo faz. Porém, amar ao próximo como a si mesmo requer tolerância, pois, se eu perdoo os meus erros, se acredito que Deus possa perdoá-los, tenho que acreditar nisso em relação aos erros do meu próximo também. Tarefa difícil, não? Condenar, criticar ou julgar as pessoas é muito mais fácil do que amá-las, não tenho dúvidas.O Deus Bíblico não quer que a humanidade se fixe às coisas terrenas e, sim, às coisas espirituais. O meu maior questionamento sobre inveja e merecimento é: Por que Eike Batista seria mais amado que um assalariado qualquer aos olhos de Deus? Se eu me comparasse com os milionários e bilionários do mundo, Deus seria mero distribuidor de presentes e bem injusto (algo que eu não acredito que Ele seja). Pensar que bens materiais são ‘presentinhos de Deus’ não é seguir os preceitos Divinos. E se a carapuça serviu para alguém eu, simplesmente, sinto muito. Ou melhor, não sinto nada, porque eu não tenho dúvida nenhuma de que a pessoa que pensa que as outras pessoas sentem inveja dela, certamente, sente inveja das outras pessoas. E, eu nunca vi um pensamento mais primitivo que a própria inveja que, aliás, é um pecado capital, dá-lhe Bíblia novamente.Infelizmente, quase totalidade da civilização ocidental fixa sua fé em teorias bíblicas. Digo infelizmente não por ser ruim ou por ser contra a Bíblia. Digo infelizmente porque interpretação é a única saída para compreender e aprEEnder qualquer texto. Se a maioria esmagadora das pessoas não consegue interpretar nem um anúncio de jornal, como poderão compreender e aprEEnder um livro tão complexo como a Bíblia? E, o mais complicado, como essas pessoas conseguirão colocá-lo em prática? Não gosto de terminar meus textos com uma interrogação, por isso, segundo a Bíblia, afirmo que a “fé sem as obras não é nada”. Ou que eu não ouça mais sermões voltados para interesses pessoais ou que parem de usar a Bíblia como escudo de maneira errônea. É muito fácil pegar trechos e recitá-los aos quatro ventos, difícil é ser cristão na íntegra: amar ao próximo e aceitar os defeitos desse próximo como se aceita os seus próprios; fazer o bem sem olhar a quem, assim como Jesus curou leprosos, cegos e mancos e chorou pela morte de soldados romanos (os mesmos que o crucificaram); amar sem esperar nada em troca e dar a outra face sem medo da próxima bofetada. Espero que antes de ser criticada crucificada por causa deste texto, só me “atire a primeira pedra quem não tiver pecado”.Beijo aos leitores que, quando veem um pingo, sabem que é letra.


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“A gente não quer só comida...” no bom sentido!

Posted by Blogueira on 19:50 in , ,

Na década de setenta, a Rede Globo dava vida à obra de Jorge Amado (Gabriela, cravo e canela). No entanto, a extinta TV Tupi já o havia feito na década de sessenta. Sabe-se, porém, que tudo o que a Globo “toca” se transforma em ouro, mesmo que seja urina, o que não é o caso de meu amadíssimo autor Jorge Amado. Considero sua obra, com destaque para a Bahia, uma verdadeira aula de História em forma de Literatura de altíssimo nível.



 Sinto-me homenageada por ter o nome de uma obra Literária, muito embora de maneira distorcida e atrofiada pela malícia e a busca pela audiência. Li o romance “Gabriela, cravo e canela” há muito tempo, mas posso garantir que a conotação dada a ele na TV é diferente e busca apenas prender a atenção do telespectador, por isso investe muito nas “cenas quentes” protagonizadas pela personagem, tenho certeza que, com Juliana Paes e o galã Humberto Martins, essa tendência a investir no banal da obra artística não fugirá à regra, o que é uma pena. Não sou nenhum tipo de moralista, nem quero defender a imagem da personagem que tem o mesmo nome que o meu, mas penso que há outros canais onde as cenas de sexo poderiam ser melhores aproveitadas. Penso que utilizar a obra de um grande e brilhante autor brasileiro para alcançar audiência chega a ser um insulto, mas fazer o quê, ‘né’? Afinal, acredito que meus comentários sempre cairão na mesma regra fixa: este é um país onde tudo é classificado como bom, simplesmente porque maioria do povo não sabe distinguir alhos de bugalhos.
Acompanharei alguns capítulos apenas para atestar que estou certa em meus dizeres, já que as chamadas da novela explicitam aquilo de que ela vai tratar, talvez até seja um erro julgar antes de assistir. Nem tudo que a Globo faz é tão ruim assim, recordo-me agora da série “Capitu” que era um retrato sensacional da obra de Machado de Assis: “Dom Casmurro”, uma interpretação viva dentro de um quadrado midiático, foi perfeito e valeu a pena assistir, mesmo que eu tenha perdido alguns capítulos. Lembro-me também de “Hilda Furacão”, série protagonizada por Rodrigo Santoro e Ana Paula Arósio, atores que, além de brilhantes, são lindos. Eu ainda era muito jovem, mas lembro de que gostava de “Maria Moura”, uma configuração perfeita da obra homônima de uma de minhas autoras favoritas: Rachel de Queiroz. Sendo assim, espero que, na novelinha das onze, a Globo implante algo, realmente, válido da obra de Jorge Amado. Penso que seja difícil fazê-lo, já que o público dessas novelas não é lá... “essa Coca-Cola toda”. Tenho certa esperança, pois a última novela desse horário, “O Astro”, foi uma imbecilidade ‘que só’, no entanto o final foi interessante quando a emissora ousou e inseriu “Realismo Mágico”, transformando o personagem de Rodrigo Lombardi em um pássaro, isso fez lembrar as novelas de antigamente, algo que não é da minha época, infelizmente. Enquanto isso, vamos acompanhar a Balzaquiana, Juliana Paes, no papel de ninfeta e ver se ‘a gente’ que “não quer só comida...” tira algum aprendizado disso. Recomento, todavia, a leitura do livro.


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“... Meus heróis morreram de overdose. Meus inimigos estão no poder...” (II)

Posted by Blogueira on 18:26 in

Todos são anti-heróis. Mas o que seria um anti-herói? Quase todos pensam que anti-heróis são, na verdade, vilões, mas não é bem por aí. Um anti-herói não é, necessariamente, mau, mas também não é, necessariamente, bom. Para se ter uma noção, em alguns estudos, Batman e Homem-Aranha são considerados anti-heróis e não heróis de fato. Isso os transforma em vilões? De maneira nenhuma! O que fica caracterizado é a questão de não serem apenas jovens bondosos e humanitários. Eles agem por um motivo pessoal, sendo assim, movidos por sua própria vaidade. Por exemplo, todos sabem que o Homem-Aranha sempre foi frustrado por ser um jovem criado pela tia e ter presenciado a morte do próprio tio, que havia lhe criado como filho. Homem-Aranha tem, portanto, um objetivo pessoal, prender assassinos como o assassino de seu tio. Outro exemplo a ser considerado é o Batman, um homem da elite que não suporta fazer parte dela e age fazendo justiça com as próprias mãos sem nenhum poder fantástico, apenas recursos financeiros que lhe permitem ter em mãos a mais sofisticada tecnologia.





Afirmo, sem medo de estar errada, que a raça humana é anti-heroína. Sempre falo isso para as pessoas. Outro dia, uma senhora (ex-aluna “EJA”) me disse que não faz nada por interesse. Então eu lhe perguntei: Por que você está nesta sala de aula? Ela respondeu em tom desafiador: Para aprender e me formar! Eu, calmamente, contra argumentei: Então, pelo menos dois interesses pessoais você tem: o primeiro é aprender e o segundo é obter um diploma. É claro que ela tem muitos outros interesses pessoais na vida, mas preferi não adentrar neste mérito, já que não obtive uma tréplica. É engraçado como ninguém quer ser anti-herói. Penso assim: Se fulano ou beltrano quer ser herói, que abra mão da família, dos amores, dos bens materiais e vá viver em prol dos outros, afinal, essa é a atitude um herói. Posso dizer, entretanto, que nunca tive a oportunidade de conhecer, pessoalmente, nenhum herói. Já ouvi falar... Conhecer, mesmo, ainda não tive a honra. Também não concordo com algumas designações. Por exemplo, sempre ouço alguém falando que Ayrton Senna foi um herói (risos). Acho cômico, pois o cara era competidor de um esporte elitista, que são pouquíssimos no planeta que terão a oportunidade de praticar e não fazia nada por ninguém, além dele mesmo. Suas funções se resumiam em competir e namorar mulheres lindas e famosas. Isso não é heroísmo. Nem bons em esportes esses caras do automobilismo são. Basta observar o caso do Schumacher, lhe deram um carro bom e ele ganhava, lhe deram um carro ruim e ele não ganha mais. Outro caso engraçado é quando alguém passa por um momento difícil e sai ileso. Lembro-me do caso dos mineiros que ficaram soterrados numa mina do Chile, saíram mais magros, mas sobreviveram. Todos os noticiários bradavam: Heróis! De quem eles salvaram a vida, a não ser a deles próprios? Também não vejo como heroísmo. E, para completar, cito o caso dos fortões e piriguetes do BBB (Reality show Big Brother Brasil) que são chamados o tempo todo de heróis pelo apresentador do programa, sobre este fato nem vou comentar, apenas rir.





Quero deixar claro que, ao longo da vida, as pessoas poderão ter atos de bravura com o próximo. Em segundos, se transformarão em heróis e em pouco tempo serão esquecidas e retornarão à condição humana. Atos e omissões, coragem e covardia, raiva e amor. As pessoas sempre serão movidas por sonhos, os seus próprios e poucas vezes do outro. Estarão sempre em primeiro lugar e, raramente, se colocarão no lugar do outro. Serão sempre anti-heróis, mas não excluo a possibilidade de existirem, em algum momento, razões e sonhos que não são os delas mesmas. Apenas em curtos intervalos poderão ser chamados de heróis, serão algumas vezes lembradas, mas no mais das vezes, serão esquecidas, pois não posso esquecer de que quem lembra e esquece também é humano, por isso toda fé é duvidosa e toda idolatria tem limite.




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Cultura de todos

Posted by Blogueira on 21:13 in

“De qualquer maneira, podemos (devemos) recordar aquilo que os romanos - o primeiro povo a encarar seriamente a cultura, à nossa maneira - pensavam dever ser uma pessoa culta: alguém que soubesse como escolher sua companhia entre homens, entre coisas e entre pensamentos, tanto no presente como no passado.”
ARENDT, Hannah. Entre o passado e futuro. São Paulo. Editora Perspectiva, [1946] 2009. p.281



A palavra “cultura” vem do latim “colere” que nada mais é do que “cultivar”. Sendo assim, não concordo muito com alguns projetos, festivais, shows (entre outros) que afirmam levar cultura para as pessoas. Sempre vi a cultura como aquilo que uma pessoa cultiva. Por exemplo, se eu gosto de funk (é só um exemplo mesmo) não adianta tentar me aproximar de música clássica, pois o máximo que ocorrerá é o fato de eu conhecer uma nova cultura, sendo que não é isso que irei cultivar no meu dia a dia. Posso até provar espinafre, mas vou plantar couve e colher couve. E, mesmo que eu comece a cultivar espinafre, é apenas uma nova cultura, não a única.Tudo o que um indivíduo gosta é cultura: a sua própria cultura. O fato de eleger uma cultura como melhor e pior é outra questão. Questão essa fundamentada em julgamentos. Se eu digo que funk é ruim, me sinto no direito de julgar determinado ciclo social diferente do meu como inferior. Ou seja, julgo e critico aquilo que o outro cultiva, mas a verdade é que não há uma regra fixa para classificar algo como bom ou ruim. Entramos aí em outro quesito interessante: o comportamento.Comportamento é uma questão bem mais complexa. Mais uma vez voltando a exemplificar, se eu ouço funk, não significa que vou me comportar como um dançarino ou fã de funk. Certamente, me adaptarei aos ditames sociais do núcleo no qual estou inserida. Posso estar ou gostar de uma determinada cultura, mas não necessariamente adotar os comportamentos dos membros de tal cultura.Decidi entrar neste quesito cultural de forma rápida e breve, pois considerei singular a apresentação de André Rieu no “Domingão do Faustão” dia 27/05/12 quando o mesmo, juntamente aos seus músicos e cantores, apresentaram uma versão impecável da insuportável musiquinha “Ai, se eu te pego!”. O que o grande músico pensou? Em terras tupiniquins, agradarei aos descendentes indígenas com uma cultura de massa, algo que possa atingir a qualquer um. Isso significa que Rieu goste ou faça parte dessa cultura? Claro que não! Definitivamente não é isso que ele planta, mas os aplausos que ele colhe fazem parte da bem sucedida tentativa de adotar um determinado comportamento apenas para atingir uma cultura diversa à sua.


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