6

"McFlurry Alpino"

Posted by Blogueira on 18:14

Decidi criar o espaço “Indicação do Mês” aqui no blog. A indicação do mês pode ser qualquer coisa, desde que seja algo que faça bem para a alma. Pode ser um livro, um disco, um show, uma revista, uma pessoa, um momento... Pode ser qualquer coisa mesmo.
Para iniciar este espaço, decidi indicar o delicioso “McFlurry Alpino”. Posso garantir que os fãs de deliciosas sobremesas vão ficar embasbacados ao provar essa delícia. Pretendo provar os outros sabores todos que inclui “Negresco, Ovomaltine, Suflair”, entre outros, que agora me falha a memória. Nada melhor do que inaugurar um espaço com algo doce. Afinal, doces não poderiam mesmo ter outro nome.


"Felicidade repartida dura eternamente."
M. Tanigushi



(Imagem: Google)

9

Chen Wei-yi

Posted by Blogueira on 12:36 in

Uma mulher taiunesa casou-se consigo mesma. É estranho entender algo assim. Mas, tendo em vista que as relações humanas estão a cada dia menos reais e concretas, é até normal compreender Chen Wei-yi (a taiunesa).
Estamos vivendo na era digital, que poderia muito bem ser chamada de “era do gelo”. Antigamente, quando uma pessoa conhecia outra, pedia o telefone. Atualmente, as pessoas pedem o Msn, Orkut, Facebook ou Twitter. Os tempos mudaram, e as relações humanas, que já eram complicadas, têm se estreitado cada vez mais.
Não é incomum se assustar ao conhecer alguém pessoalmente quando só se conhecia virtualmente. Ou se acha a pessoa diferente demais ou diferente de menos. Tudo isso se deve à imagem “fotoshopada” de cada um. Como diria uma dessas comunidades do Orkut: “No Orkut, todo mundo é bonito”. E é possível acrescentar também: “No Orkut todo mundo é bonito, inteligente, sexy e culto”. Quer mais? É, tem muito mais. Por causa de todos estes mais, o mundo ainda vai se deparar com muitas Chen Wei-yi.



"Um bom casamento seria entre uma esposa cega e um marido surdo" (Honore de Balzac)




(Imagem: Getty Images)

8

Não sei mais... (Momento Confidência)

Posted by Blogueira on 20:47 in

Não sei mais o que sinto. Mas é pior do que isto, não consigo me explicar. Às vezes tenho vontade de me enfiar dentro de mim e dizer: - Ei, tem alguém aí? – Às vezes sinto que vou desmoronar, mas logo me lembro de que não sou uma muralha e, certamente, jamais seria possível desmoronar. A verdade é que não sei mais quem eu sou. Olho minhas fotos, olho-me no espelho e não me reconheço, estou realmente diferente da imagem que criei de mim. Vejo rugas antes inexistentes, cabelos descoloridos antes imperceptíveis começam a fazer parte do meu perfil. Sinto-me em um envelhecimento precoce de maneira tal que não me lembro de mais nada da juventude recente. Estou em um processo que não tem mais volta. Afinal, a vida segue seu trajeto, eu sou apenas um corpo ambulante. Não sei se quero estar aqui. Inúmeras coisas deixaram de fazer sentido e, quando até os sonhos se fazem ausentes, é a verdadeira hora em que a vida não faz mais sentido. Talvez me deem bons conselhos que vou tentar seguir, talvez me indiquem um livro ou um filme. Talvez o médico me receite um bom remédio. Mas até quando os paliativos poderão me tapear? Parece uma dor física, porém, é mais ingrata, porque se fosse física eu saberia o limite dos paliativos. Sei onde estou, mas quisera não saber. O problema nunca foi não saber onde estou, mas, sim, para aonde irei. A certeza da inexistência de fórmulas mágicas só aumenta minha incredulidade de que as coisas vão terminar bem. Talvez eu quebre alguns pratos e copos e coloque a culpa na minha distração. Não posso mais delimitar a tênue linha entre meu eu de agora e meu eu de depois.


"(...) Quantas chances desperdicei,
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém?!(...)
(Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Renato Rocha)



(Imagem: Getty Images)

0

(Momento Confidência)

Posted by Blogueira on 12:58 in

Entendo por “confidência” uma intimidade confiada a alguém. É difícil confiar segredos, mas é importante ter com quem confiá-los. Entendo também que os blogs, em geral, são um espaço importante para os diários. Gosto de ler blogs que se assemelham a diários, mas não todos, pois alguns são chatíssimos. Decidi expor um pouco das minhas confidências, mas não todas, porque não sou tão original assim. Tenho certeza que muitas pessoas vão achar minhas confidências chatas e banais, mas é preciso escrever. E quem escreve está já, mesmo que não seja um diário, completamente exposto. Julgamentos? O que fazer com eles? Eles nada podem além de mascarar a realidade de muitos (que julgam) e não possuem plena coragem de ‘dar a cara a tapa’. Mesmo que todos os tapas sejam virtuais, e, ainda bem, que são! Sempre que estiver escrito (Momento Confidência) na frente de um título, entenda como um momento meu. Queria poder descarregar tudo, pois estou tão aflita por momentos... mas são tão raros...



“Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo entendimento.” (ClariceLispector)




(Imagem: Getty Images)


14

Sim a Monteiro Lobato!

Posted by Blogueira on 19:42 in

Fiquei impressionada e constrangida ao saber que o Conselho Nacional de Educação quer banir uma das fábulas de Monteiro Lobato das salas de aula. A acusação é de que a fábula possui conteúdo racista.

Não há adjetivos verbais que sejam compatíveis com minha revolta diante desse fato. Afinal, o que fica evidente na obra de Monteiro Lobato é a sua preocupação com questões raciais.

Aprendi que a Literatura é aberta. Sendo assim, cabível de diversas interpretações. Castrar o direito de interpretação dos jovens e crianças brasileiras é castrar a imaginação. Castrar o direito de saber e ler o autor que ocupa lugar significativo na construção de leitores de diversas gerações.

Chegou o momento de o Brasil se preocupar, verdadeiramente, com a educação. Mas não proibindo Monteiro Lobato e, sim, investindo em professores e infraestrutura. Só assim o país terá uma educação, politicamente, correta.

Espero, em uma visão muito particular, que o Conselho Nacional de Educação repense sua atitude e que não bloqueie um dos maiores gênios da Literatura Brasileira. Acredito que não há motivos para regredir. O país, na última década, tem caminhado para o progresso. Que se faça valer, pelo menos, uma das palavras transcritas na bandeira, já que a ordem ainda vai demorar um pouco.



"...Há dois modos de escrever. Um, é escrever com a ideia de não desagradar ou chocar ninguém… Outro modo é dizer desassombradamente o que pensa, dê onde der, haja o que houver, cadeia, forca, exílio." (Monteiro Lobato)



(Imagem: Google)


4

Quando (amores que não se encontram)

Posted by Blogueira on 11:14 in

Quando eu quis ser TUDO, você me fez enxergar que eu não era NADA, e eu compreendi. Aceitei que não dá para ser TUDO e que sendo um NADA, talvez existisse a possibilidade de você se tornar um NADA para mim. Mesmo eu ainda sendo um NADA, continuei querendo TUDO de você e NADA mudou o TUDO que eu estava sentindo.
Quando eu quis PARTIR, você me fez VOLTAR, não porque você não queria me ver PARTIR, e, sim, porque me ver VOLTAR significava uma vitória para você, e, mesmo que isso viesse a me PARTIR por dentro, eu aceitei VOLTAR, porque, na verdade, eu não queria PARTIR.
Quando eu quis te VER, você me aconselhou a DESISTIR, e eu entendi que DESISTIR, não era mais questão de querer ou não, e, sim, uma obrigação. Percebi que te VER, talvez me fizesse DESISTIR de DESISTIR de você.
Quando as minhas PALAVRAS não faziam mais diferença, eu procurei os seus GESTOS e compreendi que as minhas PALAVRAS, não podiam trazer os seus GESTOS para mim por mais que eu me esforçasse. Os seus GESTOS nunca pertenceram (ão) a mim, por mais que as minhas PALAVRAS procurassem todo o tempo por seus GESTOS.
Quando eu aceitei te ESQUECER, você quis me VER, enquanto eu só quero ESQUECER de te VER e fazer com que você entenda que me VER é o último passo para você me ESQUECER. E enquanto eu tento te ESQUECER, você quer VER o que vai sentir por mim e eu apenas quero VER chegar o dia que eu vou conseguir te ESQUECER.

"Um amor assim delicado
Você pega e despreza
Não o devia ter despertado (...)
Não sou o único culpado
Disso eu tenho a certeza (...)"
(Caetano Veloso)


(Imagem: Getty Images)

(Texto produzido em 2008)

1

Seria a paixão um sistema capitalista (comercial)?

Posted by Blogueira on 18:51 in

Entende-se por capitalismo (comercial) um sistema de trocas. Nesse sistema de trocas, não necessariamente troca financeira, um determinado indivíduo fornece um produto e recebe outro produto em troca. Será que eu ‘tô’ sendo louca demais em dizer que quando os indivíduos estão apaixonados eles esperam receber algo em troca? Quando as pessoas estão apaixonadas elas esperam receber, essa questão de doar-se, apenas, não está relacionada à paixão. Os indivíduos querem ser desejados por seu objeto de desejo. É simples! A paixão é um sistema capitalista, um sistema de trocas (é mesmo um sistema). O capitalismo é muito polêmico, a paixão não é menos. Querer é ser capitalista. Dizem que há um determinado tempo para a paixão chegar ao fim, sabemos também que há um determinado tempo para receber lucros (no sistema capitalista, é claro), ou ‘fracassar nos negócios’, bom é saber que alguns negócios dão certo e que se, por acaso, você está apaixonado e não é correspondido, o tempo poderá lhe proporcionar a solução para seus probleminhas de paixonite. E, como todo bom capitalista, invista em outro negócio. Lembrando que o que pode agradar alguns, desagrada a outros. Só a título de incentivo: todo mundo já ouviu falar da Disney? Pois é, seu criador (Walt Disney) já foi despedido de um jornal (adivinhem) por FALTA DE IDEIAS. Hoje sou eu quem falo: tente outra vez!



"...Tudo bem se não deu certo
Eu achei que nós chegamos tão perto
Mas agora com certeza eu enxergo
Que no fim eu amei por nós dois..."
(Thedy Corrêa)




(Imagem: Getty Images)


(Texto produzido em 2009)

12

Contra tudo e qualquer coisa

Posted by Blogueira on 21:54 in

Conheci um jovem que me fez refletir muito nos últimos meses. Algum tempo atrás, ele me contou os países que conhecia, as línguas que esboçava e as línguas que falava com fluência. Fiquei surpresa e não acreditei muito nos primeiros momentos. Depois de algum tempo, descobri que era tudo verdade e que estava diante de um quase “Zeca Camargo”, pois o rapaz conhecia lugares demais, histórias demais, pessoas demais. Entretanto, fiquei muito surpresa, pois, apesar de tanta ‘cultura’, o belo jovem tinha pouco a me acrescentar. O jovem sempre está contra tudo, acha que qualquer coisa está errada. Carrega consigo verdades tão absolutas, que não sabe ouvir, somente falar. O que mais me impressiona é a forma como ele critica negativamente partidos políticos, pessoas, religiões, livros, discos, filmes e, o pior, as pessoas. Afinal, será que tudo é mesmo tão ruim assim? Até concordo que quando as pessoas atingem um determinado nível de cultura, as outras pessoas que não possuem o mesmo nível cultural e muitas outras coisas se tornam banais.

Com este pequeno resumo da realidade, tenho o intuito de fazer o leitor refletir sobre o que é, realmente, importante. Depois que conheci esse jovem, penso que a evolução (transformação) de uma pessoa depende muito mais de uma mudança interna do que externa. Não adianta ler, ver e ouvir milhões de coisas. É preciso permitir que essas coisas transformem o interior. A mudança não vem de fora e, sim, de dentro, quando se permite que as coisas de fora afetem por dentro. Caso contrário, tudo será sempre chato e existirão muitos jovens contra tudo e qualquer coisa.




(Imagem: Getty Images)


8

Viva o Brasil!

Posted by Blogueira on 19:31 in

O Brasil elegeu a sua primeira mulher presidente, isto é motivo de orgulho e não de vergonha. Agora já faz parte da história deste país marcado por ditaduras. Mas que agora estampa uma democracia, mesmo que, ainda, incompleta. A partir do dia primeiro de janeiro de 2011, o país será comandado por uma mulher.

Nos últimos dias, o país assistiu ruborizado de vergonha e tristeza a ignorância mascarada de uma estudante de Direito. A estudante incitou o homicídio e escancarou sua discriminação em relação ao povo nordestino. Dessa forma, desencadeou a fúria (até então contida) de muitas pessoas diante da vitória da candidata petista.

Penso: Segundo estas pessoas, os nordestinos não deveriam ter direito ao voto? O país deveria regredir à época das ditaduras, então? Época em que nem as mulheres possuíam direito ao voto. É muito triste saber que existem pessoas que se sentem no direito de controlar a liberdade de voto de outras pessoas. Por sorte, dessa vez, haverá punição e os discriminadores e incitadores da violência terão que prestar contas à lei. Lei esta que parecem desconhecer acentuadamente.

De acordo com alguns pregadores da não-eleição de Dilma Roussef, o Nordeste não deveria fazer parte da território brasileiro. Que pena! Não fariam parte da Literatura Nacional talentos impressionantes como: Jorge Amado, Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos, João Cabral de Melo Neto, José Lins do Rego, entre outros. Por sorte e "felicidade geral da Nação", não serão os incitadores da violência os futuros governantes do país. Pois, pelo visto, eles só sabem estampar em sites de relacionamento a violência que o Brasil não quer mais ver nas páginas dos jornais. Viva o povo nordestino! Viva a liberdade de voto de cada brasileiro! Viva o Brasil!



(Imagem: Google)


10

Não tem significação

Posted by Blogueira on 00:39 in

Pensei em uma palavra que deixei pelo caminho para escrever agora. Vejo, porém, que é tarde demais, pois já não faz sentido. Mas, alguns, insistem em me tapear que nunca é tarde demais. É a melhor trapaça que já me ofereceram... É bom acreditar que posso fazer aos 60 (anos) coisas que fiz ou não fiz aos 20 (anos). Talvez consigam, um dia, me iludir. Em relação à palavra que deixei pelo caminho, quero digitá-la agora, espero que alguém a leia e seja capaz de compreender a dor de alguém que deixou pelo caminho não apenas uma palavra, mas também pessoas. Penso que não sou exclusiva. Tem muita gente acostumada a deixar pessoas e palavras pelo caminho. Quem poderá julgá-las? Quem poderá me julgar? Descobri, creio que tarde, que a vida é dura, mas caminhar nas nuvens, assim como a ilusão de nunca ser tarde demais, também é uma boa trapaça. Resolvi fazer uma faxina na alma, mas descobri que é muito mais difícil faxinar a alma do que a casa. Tem uma palavra que agora é uma constante em meu dicionário, que não é o Aurélio nem o Houaiss, meu dicionário é lacrado e se chama coração, a palavra é saudade e quase beira à devoção. Consultei o Aurélio e Houaiss e lá encontrei a palavra com outra definição, porque, na verdade, em meu dicionário, a palavra saudade não tem significação. O que me adianta agora reviver as palavras não ditas, as dores indefiníveis? O que me adianta? Tarde demais ou não para encontrar soluções para palavras mal definidas em dicionários diversos, é hora de fazer do momento a coragem para prosseguir e, da saudade, a lembrança presente. Levo comigo, guardada num vidro imaginário, a certeza de que a saudade é tão real quanto a dor de um espinho cravado na pele. Mas também levo a certeza de que se nenhuma dor é para sempre, nenhuma espécie de saudade também.



(Imagem: Getty Images)

8

Uma espécie de contentamento

Posted by Blogueira on 18:37 in

Às vezes, na vida, perdemos coisas que julgamos de enorme valor e, em forma de doce ilusão, imaginamos que vamos ganhar outras tantas. Depois nos frustramos, pois descobrimos que não vamos ganhar nada e que ter esperanças não passa de acreditar em duendes e fadas.
Resolvemos, então, seguir novos caminhos que, na maior das vezes, não levam a lugar algum, descobrimos que a vida nada tem de comédias românticas em que os "mocinhos" nunca ficam sozinhos no final. Não falo apenas no sentido romântico das coisas, faço, com isso, uma analogia à vida que de romântica só possui o nome: Vida! Lindo nome...
Acreditamos que, talvez, passe pelo céu uma estrela cadente e que possamos fazer um pedido. Mas, esquecemos que os pedidos podem ser feitos, o fato é: Eles vão se realizar? É melhor jogar na mega-sena acumulada, pois pelo menos existe uma porcentagem lógica de sermos campeões. Pedidos realizados a estrelas cadentes só traduzem a fé que nos liga a lugar algum.
De repente, acordamos mal humorados, pois descobrimos que vamos passar mais um dia comum ao lado de pessoas comuns. Saímos sempre na expectativa ilusória de que vamos encontrar um ser extra especial pelo caminho. Mas, o que encontramos não passa de seres que mais se parecem extraterrestres. Percebemos, ao final do dia, que as coisas são mesmo assim. O que tiver que acontecer vai acontecer, e que isso não tem nada a ver com as nossas próprias expectativas tolas. Não depende de nós, afinal, essa vida de nome romântico é mesmo um mistério sem fim.




(Imagem: Getty Images)

6

Elas voltam?

Posted by Blogueira on 20:51 in


-->
Certo poeta me diria que as borboletas voltam para o seu jardim e que não é preciso correr atrás delas. Tudo bem! Para não falarem que sou pessimista prefiro acreditar que elas voltam. Mas no fundo sempre duvidei... Acho, sim, que podem até voltar, mas não porque você correu ou deixou de correr atrás. Voltam por outros motivos... Talvez uma asa machucada, cor desbotada, antena quebrada, medo da chuva, medo de ir para outro jardim ou, quem sabe, nem saibam que existem outros jardins mundo afora, até mesmo expulsão de um outro jardim por outras borboletas, fim da vida... Tantas coisas. Tantas coisas... E, tantas vezes, a gente se pergunta se é mesmo o jardim certo para alguma borboleta pousar. Nunca vi jardim sem borboleta, mas já vi muita gente sozinha. Triste, não é? Essa coisa de borboleta mal criada, ingrata ou burra. Tem tanta gente assim também. Está certo, as borboletas voltam, mas os jardins também já não são os mesmos; o tempo passa, as flores murcham, outras borboletas aparecem, a terra seca e o jardim também morre.
(Imagem: Google)

5

Argumentos Fracos

Posted by Blogueira on 20:09 in


-->
Estava eu, sentada e quieta, no fundo da sala (como de costume). A professora mostrava uma proposta de redação de uma faculdade, que era mais ou menos assim: “Redigir uma carta em que o funcionário justifique não poder ir para o interior assumir uma filial da empresa em que trabalha, após, em outras ocasiões, ter dito que, se a empresa algum dia precisasse, ele teria disponibilidade para tal. Sendo assim, o que o candidato ao vestibular deveria fazer era justificar o fato de não poder ir para o interior, alegando um bom motivo, é claro”. Daí, ela mostrou o texto do candidato, que justificou a sua não ida para o interior alegando estar apaixonado e ter-se envolvido com uma mulher com a qual pretendia investir na relação. Particularmente, eu achei a forma de argumentação muito fraca, não que o motivo não fosse importante (para o sujeito da carta). A professora então nos pediu que avaliando apenas a argumentação que nota daríamos à redação, desprezando a Gramática Normativa, então ela perguntou: “Quem dá 10?” Alguns, iludidos com o amor e desprezando as boas formas de argumentação, levantaram a mão, então a professora foi perguntando até chegar na nota que eu daria, que era um simplório 6. Eu, juntamente com mais duas pessoas coerentes, levantei a mão, porque, de fato, os argumentos eram fracos. Uma "colega" disse: “Só gente mal amada!” Então eu disse: Mal amada ou não, os argumentos são fracos e me desculpe, contra argumentos fracos não há argumentos. Outro "sujeito" me acusou: “Você não acredita no amor!” Eu contra argumentei: Acredito! Mas os argumentos são fracos, e eu não estou julgando o direito do cidadão de amar, e, sim, uma redação com argumentos fracos. 'Ainda bem’ que foi apenas uma discussão paralela e que a professora não ouviu, mas teria me dado razão como pude perceber com o que ela explicou sobre ARGUMENTAÇÃO. Você, querido leitor, deve estar aí se perguntando: E daí? E eu respondo: Não basta amar, é preciso bons argumentos.
(Texto produzido em 2009)

(Imagem: Google)

18

“500 dias com ela” e a minha própria idiotice

Posted by Blogueira on 20:11 in

Quando assisti ao filme “500 dias com ela” eu havia acabado de perder um amor platônico. Se é que, de alguma forma, isso é possível. Fiquei instigada a assistir ao filme, pois li uma resenha de um aluno que falava sobre o mesmo, já que minha função tem se resumido, no momento, a corrigir redações de alunos do Ensino Médio. Trata-se de um cara que se apaixona e uma mulher que não se apaixona, é nesta perspectiva para lá de comum que o filme se passa. Ao assistir “500 dias com ela”, entretanto, fiquei surpresa com a qualidade da narrativa e cativada pela ordem em que os fatos foram narrados para o espectador. Durante todo o filme me identifiquei com a história, mas isso pouco importa, já que minha vida é ‘tão água com açúcar’ quanto uma comédia romântica (mas sem final feliz, talvez porque não tenha chegado ao fim). O que importa é que o filme é muito bem montado e faz algo que considero singular: faz a ficção parecer, nitidamente, realidade. Ao terminar de ver, depois de uma sessão de choro, o que foi lamentável e eu nem deveria contar isso para alguém, decidi ler algumas críticas a respeito, como sempre faço. As críticas são de alto nível, ou seja, eu estava certa sobre quase tudo o que vi. No dia seguinte, saí indicando o filme para um bando de mulheres melancólicas, acreditando que a narrativa, de alguma forma, pudesse revelar nelas o mesmo sentimento que revelou em mim; de que a vida não é perfeita e nem sempre ou quase nunca há final feliz. Nenhuma das pessoas, para quem recomendei, gostou, mesmo assim, insistente que sou, decidi indicar esse belíssimo roteiro romântico para as pessoas que estão com dor de cotovelo, seja ela aguda ou crônica. Aproveite a oportunidade, chore bastante e coloque a culpa no filme. Ou chore de raiva e coloque a culpa em mim por perder algumas horas vendo um filme ruim.



(Imagem: Google)

5

“Onde vivem os monstros” (E os seus?)

Posted by Blogueira on 22:53 in


Sentei-me ao lado da cama para assistir um filme com meu sobrinho. Imaginei que fosse mais um daqueles intermináveis filmes infantis que meu sobrinho, geralmente, me convida para assistir com ele. No entanto, tive uma das melhores surpresas que poderia ter relacionada a filmes. “Onde vivem os monstros” é uma adaptação do livro homônimo de Maurice Sendak que ainda não tive a oportunidade de ler, mas dizem que se pode ler em poucos minutos. Apesar de eu ter considerado o filme um drama fortíssimo em relação aos sentimentos mais intrínsecos do humano, posso dizer que foi um retorno à minha infância. Sim, àquela parte solitária que toda criança possui, e, algumas, por mero perfil rotulado do infantil nem aparentam possuir. Bati de frente com meus próprios conceitos e angústias. Há quanto tempo um filme não me despertava algo assim? Nem posso contar... Lá se vão muitos anos de afastamento de uma infância vivida, e, aos poucos, consumida pela passagem feroz do tempo que insiste em devorar cada pedacinho que restava daquela melhor parte de mim: a infância. “Onde vivem os monstros” é o exemplo concreto e sincero de tudo que me constroi, uma confusão de sentimentos, que mais parecem monstros quando as pessoas não sabem como lidar com eles, estando na infância ou no agora.



(Imagem: Google)


Copyright © 2009 Sempre Escrevendo All rights reserved. Theme by Laptop Geek. | Bloggerized by FalconHive. Distribuído por Templates