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“O Sonho de Cassandra” e “Match Point”

Posted by Blogueira on 19:51 in , ,
             Disparadamente, os meus filmes favoritos de Woody Allen são "O Sonho de Cassandra" e "Match Point". Primeiro, porque remetem a um dos meus livros favoritos: Crime e Castigo. Segundo, porque são histórias, particularmente, diferentes, mas que remetem à mesma temática.

            "O Sonho de Cassandra" traz à cena dois irmãos que precisam de dinheiro e cometem um crime para conseguir. O conflito central se dá quando um deles não consegue lidar com a situação de ter cometido um crime. Já "Match Point", traça a história de um jovem com recursos parcos que se vê diante de uma paixão avassaladora e da possibilidade de crescer financeiramente em um outro relacionamento estável, mas apagado pela falta de tesão. O jovem comete um crime para resolver sua situação. Enquanto o primeiro possui um final trágico, o segundo apresenta um desenlace questionável do ponto de vista ético.

             Para quem não leu, "Crime Castigo" apresenta ao leitor a história de um jovem atormentado pela própria loucura e que comete um crime: o foco central da narrativa. Dostoieviski é um gênio, absurdamente, diferente. Com certeza, trata-se de um livro possuidor, que paralisa e absorve. Choca e fascina. Espanta e atrai. Confunde e explica. Ou seja, o livro apenas nos mostra o que é Literatura.
            Quem conhece meus textos sabe que não faço resenha, apenas comento. O fato é que não consigo escolher entre um filme e outro. Mas é claro que não quero nem comparar ao livro, pois a ideia de Allen não era adaptar o livro em filme, apenas se inspirar nele, o que é bem diferente, tarefa de mestre, claro! As três histórias têm o mesmo pano de fundo: Culpa? Ambição? Considerar-se acima do bem e do mal? Poder? Ideias conturbadas? Dinheiro? Investigação? Confusão mental? Ao caro leitor, convido assistir e ler, criando, assim, suas próprias expectativas e tirando suas próprias conclusões.





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Pessoas classe lixo

Posted by Blogueira on 20:27 in , ,

Surge no mercado uma nova classe de pessoas: a classe lixo. Quem são as pessoas lixo? São aquelas que têm tudo a dizer e nada a acrescentar. Tudo a dizer e nada a ouvir. Tudo a ganhar e nada a oferecer. Mas isso não passa de uma visão muito particular da humilde blogueira que aqui desenvolve seus pensamentos.

Como reconhecer pessoas classe lixo: Geralmente, querem ganhar algo como um convite, uma roupa, um ingresso etc. Mas, geralmente, querem vender tudo. Por que razão? Só pode ser porque julgam que aquilo que possuem é mais importante do que aquilo que os outros possuem. Essas pessoas só podem se considerar mais importantes, pois, se considerassem as outras pessoas tão importantes quanto elas, tratariam os anseios e objetivos das outras da mesma forma que tratam os seus. Essas pessoas tratam as outras como lixo e, sinto muito, quem trata os outros como lixo é um lixo.
Pode parecer implicância da minha parte, mas estou farta de encontrar pessoas assim em meu caminho. É o tipo de gente que tenho tolerância zero, mas não trato como me tratam, pois, caso contrário, eu me tornaria igual a elas, e não sou. Sou eu mesma, independentemente de quem cruzar o meu caminho, o fato de exercer minha tolerância zero não significa ser diferente do que sou, apenas uma parte de mim que não mostro para todos.



Imagem: Google

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"A Carne" e minha dificuldade em assimilar

Posted by Blogueira on 19:40 in ,
Que os leitores eventuais de "Cinquenta tons de cinza" não se sintam ofendidos, mas esta é a verdadeira LITERATURA erótica.





Demorei muito tempo para descobrir que "A Carne" de Júlio Ribeiro é um livro erótico. Quando o li pela primeira vez, eu era muito jovem e não percebi a história que se delineava a minha frente. Em cada momento da vida, certas leituras e fatos vão tomando formas diferentes e tudo depende muito da época e da situação em que o leitor se encontra. Ao reler o livro, entendi muitas coisas que antes não conseguia compreender, às vezes acho que sou uma péssima leitora e confesso que tenho dificuldades em assimilar qualquer situação, eu sempre fui assim. 

Ultimamente, fui atingida por uma dislexia não diagnosticada por médico nenhum (eu que diagnostiquei, risos), e espero que assim como ela foi súbita, seja também passageira. Amém! O fato é que Júlio Ribeiro traz um novo papel para a mulher e explicita essa nova mulher moderna em seu livro. Essa história é tão carnal e poucas vezes encontrei algo tão intenso. Aliás, as coisas mais intensas são as mais complicadas de se entender. Mas "A Carne" é um livro carnal e isso é um show dentro do livro. Imagino que muitos já tenham lido, pois é até bastante conhecido. Para quem não leu, posso adiantar que é uma história sobre desencontro, paixão, sexo, sadismo e (eu já ía falar rock'n roll), mas não tem rock nessa história, acredito que o fundo musical , cada qual é quem faz. Não vou contar o livro para quem não leu, pois eu detesto quando fazem isso, estraga o prazer de ler. Espero que os leitores possam descobrir o quão a carne é fraca, até na ficção.


Texto produzido em 2008 (O texto passou por pequenas modificações)



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""A Casa dos Budas Ditosos" e meu breve elogio

Posted by Blogueira on 19:30 in ,
Que os leitores eventuais de "Cinquenta tons de cinza" não se sintam ofendidos, mas esta é a verdadeira LITERATURA erótica.







Eu não saberia dar uma explicação clara sobre "A Casa dos Budas Ditosos", não que o livro não tenha ficado claro, muito ao contrário, mas pude perceber que "tudo no mundo é secreto", assim como o próprio livro aponta. Sensacional? Sim! E muito mais... É um livro para todas as pessoas livres de preconceitos e sem medo de leituras invasoras e por que não dizer incômodas? Serve também aos recatados e medrosos, aos puros e ingênuos... Os futuros leitores não devem se espantar, o livro não é um manual de posições sexuais, mas em alguns momentos parece. É um livro invasor e não pede licença. De fácil leitura e compreensão, e sem palavras difíceis, mas isso não significa que ele não possa se tornar difícil para algum leitor. Digo, entretanto, que se o futuro leitor possui uma leitura ou mente limitadas, é bom não ler, porque pode não estar preparado para o novo, assim como tantas vezes, na vida mesmo, não se está preparado para compreender.  O livro faz parte da série "Plenos Pecados" (1999), em que escritores selecionados ficaram encarregados de falar (cada qual) sobre um pecado capital. João Ubaldo Ribeiro encarregou-se de escrever com mão de mestre (inclusive) sobre a luxúria. Trata-se de um monólogo de uma mulher com 70 anos de pura vivência, o autor afirma que recebeu uma fita com essas gravações, mas, sinto muito, não acreditei, somente um grande escritor faria com que se pudesse acreditar nisso. Gostei de ter sido enganada nessas 163 páginas. Convido as pessoas a serem enganadas também! Por que não? A leitura mais provocadora dos últimos tempos, sem dúvidas.


Texto produzido em 2008.(O texto passou por pequenas modificações)


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Curiosidade por situações banais

Posted by Blogueira on 19:46 in


Alguns dias atrás, a chuva destruiu parte de uma árvore da rua onde moro. Logo percebi que teriam que cortar a árvore mais rente ao solo para não causar nenhum acidente futuro. Há uns dois dias, dito e feito, vieram e cortaram a árvore. Acredito que situações como essa aconteçam todo dia e toda hora. Pessoas são pagas para fazer este serviço: cortar árvores! 

O que me causa tédio é como os transeuntes e moradores pararam para observar o fato como se aquilo fosse um acontecimento incrível como a chegada de um cantor internacional, uma entidade ou algo assim. Eu acompanhei o fato porque estava no ponto esperando ônibus para ir trabalhar. As pessoas, ao contrário, abriram as janelas de suas casas, os portões, algumas, que por esse trajeto passaram, pararam para observar o acontecimento banal e comum, gesticulando, comentando, apontando...

Não sei nem quero saber o que move a curiosidade das pessoas, mas, por tão pouco, acredito que seja falta de acontecimentos em suas vidas. Falta ocupação para parar e ficar olhando o trabalho dos outros como se nunca tivessem visto aquilo antes. Curiosidade por situações banais só pode ser falta do que fazer. Ou, no caso, pensar que uma árvore que estava prejudicando até o trânsito é destruição do meio ambiente é falta de conhecimento da causa sobre o que é destruir o meio ambiente. Chegará o dia em que as pessoas cuidarão mais de suas vidas neste país? A esperança continua...



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Às vezes, perder é ganhar

Posted by Blogueira on 12:09 in



Olho para trás e penso nas coisas que ficaram espalhadas no trajeto. Sou saudosista, e não me dou conta das coisas do presente, é um defeito, acredito! Eu deveria valorizar o momento, para depois não pensar nele como se fosse mais importante do que talvez tenha sido. Na lembrança, sempre sou mais feliz do que, na verdade, fui. Acredito que eu não seja a única a pensar assim, mas talvez eu seja uma das poucas a reconhecer.

As emoções são latentes, mas queria aproveitá-las mais. Sempre penso que a vida seria mais real se fosse possível reconhecer a importância de cada momento. Os livros de autoajuda proclamam, mas não é fácil. Até que me provem o contrário, viver cada dia como se fosse o último é apenas um discurso. Eu sei que dá remorso e culpa deixar sentimentos no passado, mas perder é ganhar, nem tudo ou todos valem a pena. Pois, se tudo valesse a pena, seriam muitas coisas e pessoas perdidas. Contrariando Fernando Pessoa, pessoas de alma grande, muitas vezes, não valem a pena, em todos os sentidos. Podem não estar na mesma sintonia, e é importante entender a sintonia das pessoas que nos rodeiam, cada qual possui o seus mundos particulares, adentrá-los é um risco.

Perder é ganhar, às vezes... Outras tantas, perder é perder mesmo, e quanto a ambas, faz parte daquilo que as pessoas chamam de viver. Existe o risco de perder e ganhar, mas nunca saberei, e é bom saber que ninguém saberá, pois não existem videntes. Caso houvesse, não haveria. Complexo? Não! Qual vidente precisaria cobrar uma consulta de um cliente, se pudesse adivinhar os números da loteria para si mesmo?!? O futuro nada mais é do que o passado adiantado, e se o passado foi eu quem fez, farei o futuro com meus atos. Confecciono meu próprio enredo assim como cada linha de um texto, até que se forme o parágrafo e, de cada parágrafo, um texto.

Tudo quanto há é uma projeção das vidas das pessoas. Cada vivência são exemplos dos exemplos de nossos próprios pensamentos. Cada vez que se perde, era preciso perder. Cada vez que se ganha era preciso ganhar. Mas uma só coisa é certa: as atitudes são produtoras de resultados, embora nada esteja sob o nosso controle absoluto. Nada!

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As pessoas têm expectativas diferentes daquilo que elas oferecem aos outros. É justo?

Posted by Blogueira on 20:17 in ,

Há algum tempo, li uma frase direcionada a mim, o que foi confirmado pelo próprio autor da ação, a frase é a seguinte: “Algumas pessoas passam pelas nossas vidas para nos ensinar a não ser como elas”. Portanto, este texto é uma resposta ao que li há certo tempo, já que as redes sociais nos permitem réplicas, assim como indiretas bem diretas.



Sempre tive fama de intransigente e difícil de lidar, mas o fato é que pessoas com fama de acessíveis e fáceis de lidar, na maioria das vezes, são “Maria vai com as outras”. Como eu nunca vou ser “Maria vai com as outras”, esse é meu grande defeito e é, ao mesmo tempo, minha grande qualidade. Não posso e não consigo acender uma vela para Deus e outra para o diabo. Eu tomo um partido, faço escolhas, não fico em cima do muro, tampouco cozinho pessoas em “banho maria”. Tenho medo das consequências sim, pois sou humana, mas quanto a isso tem mais a ver com TPM ou ansiedade. O que quero dizer é que se alguém compartilha certa intensidade de sentimentos e atitudes comigo, não posso aceitar que essa mesma intensidade de sentimentos e atitudes seja compartilhada com outros, é daí que vem o exemplo das duas velas (uma para Deus e outra para o diabo, mesmo que nessa situação eu seja o diabo). Sendo assim, entendo que o que me é oferecido não é verdadeiro, pois é comum e oferecido de forma semelhante a outros. O fato é que se eu passar pela vida de alguém para ficar, não quero exclusividade, não exijo tanto, apenas quero que o que é oferecido a mim seja exclusivo. Confesso que até me sinto lisonjeada, pois o fato de ensinar às pessoas a não ser como eu acaba sendo um elogio, tenho muita coisa em mim que eu mesma gostaria de modificar em todos os aspectos, o problema mesmo são aquelas pessoas que passam pela vida das outras e não ensinam NADA!

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Tempo não é apenas envelhecer

Posted by Blogueira on 14:47 in , ,

Hoje posso ver melhor o que o tempo me trouxe. Deixou algumas saudades para trás. Cicatrizou feridas e abriu novas. Quebrou alguns medos (nem todos). As reclamações mudaram e os agradecimentos também. Novos afetos e desafetos surgiram. Certos desafetos viraram fumaça perdida nas nuvens assim como alguns afetos. Certos bloqueios viraram muralhas, mas certas muralhas foram demolidas. Novos acontecimentos surgiram e outros deixaram de fazer sentido. Quando percebi essas e tantas outras perspectivas e demolições, percebi que nada mudou embora tudo tenha mudado.

Os anseios e sonhos serão sempre os mesmos, mas não serão pelos mesmos motivos. É circular, mas não em torno das mesmas razões, até por que o ser humano é circular, o mundo é circular. Estamos sempre dando voltas em torno de nós mesmos, é uma busca sem fim, pois o ponto de partida e de chegada não segue em linha reta.

Tempo não é apenas envelhecer, é também continuidade e, continuidade, é vida. E viver é existir. E existir é ter um papel no mundo, seja ele qual for. Tempo é dor e alegria. É medo e coragem. É verdade e mentira. Não existe fórmula mágica para ser humana, nem exata, pois as fórmulas, muitas vezes, são desencontradas e os resultados inesperados. Entretanto, nada é inexpressivo, pois tudo teve uma razão universal para acontecer. As coincidências e semelhanças serão a única explicação cabível do amor ao ódio. E, enquanto tempo houver, eu serei temporal assim como as nuvens que prometem chuva e vão embora sem cumprir a promessa.

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A arte de tolerar requer mais do que prática, requer treinamento mental

Posted by Blogueira on 14:21 in ,

Dizer frases bonitas, postar textos em redes sociais, incentivar alguém a ter uma boa atitude e postura perante a sociedade, tudo isso, é simples, qualquer um pode fazer. Difícil é agir. Difícil é praticar o que se prega. Mas não impossível, embora eu acredite que, além da prática, seja necessário treinamento. Enquanto seres humanos, não estamos adaptados a sermos piedosos. Somos falhos e programados para errar. Programar para tolerar é outra história.

Não acredito ser possível a tolerância sem um treinamento diário, pois se não tenho preceitos para tal, certamente, não serei capaz de ter uma conduta tolerante perante algo que não esteja de acordo com aquilo que posso compreender. Enquanto carne, a fraqueza não é só uma questão espiritual, ou para os incrédulos, mental. Somos capazes de atitudes que nossa mente não quer, não precisa, mas, enquanto carne, nos desviamos da conduta correta.

Comparo a prática da tolerância aos estudos, pois se eu ler um mesmo assunto várias vezes ao dia, ao longo de certo tempo, com certeza absoluta, o dominarei. Sendo assim, se treino minha mente, diariamente, a compreender “o outro” como um indivíduo diverso a mim, serei capaz de tolerar seus defeitos, assim como tolero os meus. Não é um exemplo prático, pois todo texto é teórico, embora possa ser colocado em prática.

Defendo aqui a ideia de que a teoria da tolerância na virtualidade, no papel ou em palavras deve ser colocada em prática. Entretanto, para que isso possa ocorrer é necessário treinar a nossa mente, para que o nosso corpo possa agir de acordo com nossas vontades, pois se agimos de uma maneira diversa daquilo que professamos, nossos atos se tornam tão abstratos quanto nossos pensamentos.

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Isolamento

Posted by Blogueira on 18:41 in

Hoje o dia me remete ao cobertor. Ao quarto escuro. Ao isolamento. Apenas penso. Sou um simples descompasso. Sou um simples pedaço de carne que quer falar dos desejos que tenho sofrido na alma. Apesar de carnal, é, em um mesmo instante, infantil. Meu corpo pede, implora, esquecendo-se que minha alma explica que aos poucos tudo cicatrizará. Sou o desperdício, o pedaço morto de uma carne viva. 




Imagem: Gettyimages

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Cristal

Posted by Blogueira on 18:36 in


É cristalino. Estar contigo é transparente. Quando vai, o cristal quebra, além da dor que corta com os pedaços estilhaçados. Quando vai, vai também o cristal. Quando vai, não vejo. Quando vai, procuro em olhares a cristalinidade do seu, não encontro. Quando vai, perco minha força cristalina. Quando volta, renova toda sua transparência. Quando volta, renova minha transparência. Quando volta, o cristal cria formato. Quando volta, sou mais eu, sou mais você.




Imagem: Gettyimages

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Nos teus braços

Posted by Blogueira on 18:33 in


Não sei se você é fruto da imaginação. Não sei se é um produto que criei. Não sei se existe. Sei que tem sido uma pilastra em que me sustento. Nos teus braços adormeço. Seus braços me embalam. Sou uma criança quando estou contigo. Nos seus braços adormeço. Quero canção de ninar. Quero ouvir a tua voz primeira ao amanhecer. Nos teus braços sou a criança que havia se perdido no tempo, por descuido.



Imagem: Gettyimages

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De você

Posted by Blogueira on 18:30 in


De você quero o que vier. O tudo. O nada. De você quero o prazer e eu não sei se de você posso ter tudo que quero. De você espero e com você espero. De você faço a realidade que sempre quis. De você, por você e para você. Porque com você aprendi a ser de você.



Imagem: Google

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Essa tal felicidade

Posted by Blogueira on 18:23 in



Não sei definir. Não posso tocar. Não posso ver. Mas posso sentir essa tal felicidade. Ela chega sem avisar e vai embora assim também. Muitos procuram, alguns acham e nem todos mantêm, é difícil, oras!

Às vezes dá preguiça de acordar, outras de existir. No fim das contas, o que conta é encontrar, pois ninguém quer ser triste. Duvido alguém... 
Não é democrática, pois apesar de ser um direito de todos, nem todos têm. Por outro lado, é justa: cegos, surdos e mudos terão a mesma noção quando sentirem.

Afinal, vida cansa, pessoas cansam, trabalhos cansam, paixões cansam, mentiras cansam, verdades cansam, amores cansam. Tudo cansa, ufa! Menos procurar ser feliz. Essa é uma busca incessante...









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Prosseguir é mais fácil

Posted by Blogueira on 22:11 in ,



Desistir não é uma escolha, embora a maioria esmagadora das pessoas pense que é. Mas não vou discutir o que é certo ou errado, não que eu não acredite que esteja certa, ao contrário. Desistir envolve muito mais do que vontade, às vezes é uma questão de honra, outras, uma questão de não haver outra opção e, sem opções, não há escolhas.

Após a desistência surge aquela palavra que tanto me amedronta: recomeçar. Mas, como sempre digo: Que desânimo! Recomeçar é começar de novo. É o mesmo que colocar uma criança que já sabe ler mais uma vez no maternal. Com certeza, essa criança se frustrará, com certeza se desiludirá com a escola, e repetir aquilo que ela já sabe fará com que ela não queira mais ver o que ela, outrora, já havia visto. Frustrante isso!

Inventei agora outra forma para levar a vida, pode, em um primeiro instante, parecer semelhante a recomeçar. No entanto, em uma análise um pouco mais atenta, é algo, totalmente, diferente: prosseguir é a palavra! Enquanto recomeçar é começar de novo, prosseguir é continuar aquilo que se havia começado. Não importa o que vier, é uma sequência e, toda sequência, seja ela errada ou não é a continuidade de um caminho, e, não, refazer o caminho. A ideia de refazer me cansa. A ideia de recomeçar pode até soar mais romântica... Algo que não sou perante a vida.

Quando penso em prosseguir, penso em novas oportunidades. Quando penso em recomeçar, penso em começar tudo de novo. Prosseguir é mais fácil, embora exista muito caminho errado para seguir. Não há fórmula de conduta correta, e nada pode garantir se prosseguir me blindará de sofrer. Não há cápsula protetora. Mas há uma vantagem: cada vez que se dá um passo à frente é uma nova pessoa caminhando e não a mesma que refaria um mesmo caminho ao recomeçar. Não estou blindada às tristezas, mas os mesmos causadores das minhas tristezas passadas estão atrás de mim, já que eu estou um passo à frente.


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