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Uma “passadinha” pela minha manhã e algumas bobagens...

Posted by Blogueira on 17:06 in , , , ,
Ter um blog parado como o meu é, realmente um tédio, mas hoje, pela manhã, descobri algo mais entediante: Um cara que mal conhece o Brasil estava dando uma aula sobre Londres para, justamente, um outro cara que morou em Londres por dez anos. Eu posso fazer ideia de como foi chato ouvir tudo que na verdade não era nada de alguém que não fazia a mínima noção do que é morar em Londres. Enfim, às vezes penso que a necessidade de as pessoas falarem é tanta que acabam perdendo o senso do ridículo. Mas... graças a Deus sei discernir quando devo abrir minha boquinha para vomitar assuntos que não sei. Ou que apenas não sei tão bem quanto outra pessoa pode saber. Essa breve passagem foi a parte mais engraçada e ridícula da manhã de hoje (05/10/15).                

 A primeira bobagem do texto de hoje vai para o fato de eu ter descoberto que prefiro trabalhar com crianças que com jovens. Considero criança a faixa etária até 12 aninhos de idade. Apesar de a Organização Mundial de Saúde considerar adolescentes crianças de 10 anos, eu não, não mesmo! Não queria cair no clichê de dizer que a juventude está perdida. Mas é isso. A questão é que, mesmo não crendo em mudanças, acho possível (daqui a 100 anos ou mais), desde que alguém queira colocá-las em prática. Apenas acho, ou melhor, tenho certeza, que não conheci heróis par fazer o que deve ser feito. Estou cansada dos jovens, dos questionamentos idiotas que não contribuem para a vida deles, tão pouco para a minha. Cheguei à conclusão que está cada dia mais difícil passar em um concurso público com todo o desânimo que tenho quando o assunto é estudar matérias de concursos. Sendo assim, decidi tentar trabalhar em uma escola mais perto de casa. De forma que eu vá até caminhando, se for possível. Tal fato não significa que me entreguei ao meu destino banal de “professorinha” mal sucedida. Apenas decidi me estressar o mínimo possível, apesar de que está complicado, por causa dos seres que tenho tentado ministrar aulas. Alguém disse aulas? Bom, na verdade, meu sonho, tem sido tentar dar uma aula ao meio da baderna e vandalismo dentro do qual, de uma forma ou outra, estou inserida.
Minha vida real é chata, né? Portanto, vamos para a segunda bobagem do texto. O que “ando” ouvindo, vendo e lendo? Bom, agarrei na leitura do chatíssimo “Serial Killers Anatomia do Mal”, o livro é cansativo e repetitivo, mas não deixa de ser uma leitura válida, pois fiquei conhecendo alguns serial killers e mais atenta... pois nunca se sabe quem estará ao meu lado, não é mesmo? Quando iniciei a leitura, já sabia que não se tratava de literatura, mas as histórias e os fatos tratados poderiam ser mais dinâmicos, ou seja, menos enrolação. Seria possível explorar as histórias dos assassinos sem ser tão redundante. Que me desculpe Harold Schechter (autor do livro), apesar de chamar muita atenção pela beleza da capa e o assunto, não deixa de ser um livro “muitoooooo...” comercial e só!

Ando ouvindo mais músicas internacionais antigas, mas, recentemente, descobri Adam Lambert e, simplesmente, não consigo tirar o refrão de “Ghost Town” da cabeça. Um belo artista, bom intéprete e tem um pop que valorizei bastante, sem contar que é o novo vocalista do “Queen”. Apesar das críticas, eu gostei da ideia!


Um filme que vi há pouco tempo foi “O substituto” que vem ao encontro do meu momento desestimulante como professora. Professores sonhadores ficariam chocados ao assistí-lo, mas comigo foi bem impactante. Um bom filme! E se algum professor ainda sonha, vai apenas ver mais um filme, espero que não se choquem. Tadinhos...

Tudo o que escrevo, falo e muito do que penso, mas não digo nem sob tortura, faz parte daquilo que provém da minha alma. Mas você sabe, caro leitor, tem sempre alguém para nos contrariar... Uma pena! Mas, quer saber? Tô nem aí!!!



Imagens: Google













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Escolas Literárias de Portugal e Brasil – Principais autores

Posted by Blogueira on 20:48 in
Portugal

Trovadorismo – Século XII a XIV
Gêneros: Lírico e Satírico
Autores: Martim Codax, Dom Dinis, Pero Larouco.

Humanismo – Século XV
Autores: João Ruiz de Castelo Branco, Fernão Lopes, Gomes Eanes de Zuraro, Rui de Pina, Gil Vicente.

Renascimento/Classicismo – Século XVI
Autores: Luís de Camões.
(Época das Grandes navegações)

Barroco – Século XVII e XVIII
Autores: Padre Antônio Vieira
(Sermões)

Neoclassicismo – Século XVIII
(Arcádia)
Autores: Manuel Maria Barbosa du Bocage.

Romantismo – Século XIX
1ª geração
Autores: Antero de Quental, João Batista da Silva Leitão de Almeida Garret, Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo.
2ª geração
Autores: Camilo Castelo Branco.
3ª geração
Autores: João de Deus, Júlio Dinis.
Realismo e Naturalismo – Século XIX
Autores: Eça de Queirós, Antero Tarquínio de Quental, Abílio Manuel Guerra Junqueira, Antônio Duarte Gomes Leal, José Joaquim Cezário Verde.

Simbolismo – Século XIX virada para século XX
Autores: Camilo Pessanha.

Modernismo – Século XX
Autores: Fernando Pessoa (Pseudônimos: Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caieiro)

Brasil

Quinhentismo – Século XVI
(Literatura informativa / Catequética)
Autores: Pero Vaz de Caminha, Pd. José de Anchieta.

Barroco – Século XVII e XXVIII
Autores: Gregório de Matos, Manoel Botelho de Oliveira.

Neoclassicismo – Século XVIII
Autores: Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, José Basílio da Gama, Frei José de Santa Rita Durão.

Romantismo – Século XIX
1ª geração
Autores: Gonçalves Dias
2ª geração
Autores: Luis José Junqueira Freire, José Marques Casimiro de Abreu, Manuel Antônio Álvares de Azevedo.
3ª geração
Autores: Antônio de Castro Alves.
Prosa Romântica:
Autores: José de Alencar, Joaquim Manuel de Macedo, Manuel Antônio de Almeida.
Prosa Romântica Regionalista:
Autores: Bernardo Guimarães, Alfredo Taunay, Franklin Távora.
Realismo e Naturalismo – Século XIX
Autores: Aluísio de Azevedo, Raul Pompéia, Machado de Assis.

Parnasianismo – Século XIX
Autores: Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac, Alberto de Oliveira, Raimundo Correia.

Simbolismo – Século XIX
Autores: José da Cruz e Souza, Alphonsus Henriques da Costa Guimarães.

Pré-Modernismo – Século XX
Autores: Augusto dos Anjos, Euclides da Cunha, Monteiro Lobato, Lima Barreto.

Modernismo
1ª geração:
Autores: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira.
2ª geração:
Autores: Cecília Meireles, Murilo Mendes, Jorge de Lima, Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Graciliano Ramos (prosa).

Neorrealismo
2ª geração de prosa Modernista
Autores: Érico Veríssimo, Jorge Amado, José Lins do Rego, Graciliano Ramos
3ª geração:
Autores: João Guimarães Rosa, Clarice Lispector, João Cabral de Melo Neto.

Tendências Contemporâneas da Literatura
Ferreira Gullar, Hilda Hilst, Dalton Trevisan, Dionísio Machado, Lígia Fagundes Telles, Fernando sabino, Carlos Heitor Cony, Antônio Callado, Hermínio Borba Filho.

Realismo Fantástico
Autores: Murilo Rubião, Campos de Carvalho, José J. Veiga.

Histórias Nacionais
Autores: Moacyr Scliar, João Ubaldo Ribeiro, Pedro Nava, João Antônio, Autran Dourado, Osmar Lins, Samuel Rowet, Oswaldo França Júnior, Fausto Cunha, Miguel Jorge, Geraldo Ferraz, Esdras do Nascimento, Geraldo Mello Mourão.




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Sobre o livro "Como me tornei estúpido"

Posted by Blogueira on 21:41 in ,
[Não contém spoiler]


Todos deveriam ler o livro "Como me tornei estúpido", quem sabe assim,os estúpidos, seriam menos estúpidos? Falo da estupidez mais nojenta, aquela baseada na idiotice das mesmices, das coisas vãs e vazias. O livro de Martin Page trata, exatamente, disso. 
A idiotice é algo que finca como raiz em solo fértil, parece não ter fim, parece não diminuir. As redes sociais só têm aumentado a banalidade vazia das pessoas. Elas são vazias! Mas de quais pessoas falo aqui? As idiotas! Aquelas que proliferam imbecilidade o tempo todo, aquelas que se acham educadas, modernas, cultas, inteligentes e não têm nada a acrescentar. Falo dessas estúpidas e é disso que o livro fala.
O enredo apresenta um intelectual que não se preocupa com dinheiro e leva uma vida simples que resolve, a todo custo, tornar-se um imbecil. Ele consegue? Como se dá essa tentativa? O que é preciso para se tornar um idiota? O livro fala por aqueles que se sentem "estranhos no ninho", inclusive o filme "Um estranho no ninho" parece ser uma inspiração para o autor. 
Recomendo como forma de leitura crítica e criativa, apenas para mentes pensantes...


Imagem: Arquivo pessoal

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Todos deveriam ler “A Metamorfose”

Posted by Blogueira on 21:09 in , ,
Muita gente sabe do que se trata o livro de Franz Kafka: “A Metamorfose”, mas sei que pouca gente lê os clássicos. Enfim, inúmeras são as justificativas, mas nenhuma aceitável. Desprezando, momentaneamente, a parte intelectual da obra, afirmo que o enredo é, no mínimo, intrigante. Um jovem caixeiro viajante acorda, numa manhã comum, em corpo de um inseto gigante. Sua transformação mudará a sua vida e a vida de sua família no decorrer do texto impecável de Kafka.
Penso que acordar no corpo de um inseto gigante seria, realmente, um dos piores pesadelos. Mas,
muitas vezes, eu me sinto assim e muita gente também. É claro que sempre agradeço ao bom Deus por não ser um inseto gigante, mas inúmeras vezes me sinto como se estivesse no corpo errado e que minha vida não é real, penso: É sonho? Ou melhor: Que pesadelo é esse?
Ler “A Metamorfose” é transformador, tanto do ponto de vista literário, como do ponto de vista de uma pessoa que busca as respostas que jamais encontrará. Mas por que transformador se não me dá as respostas? Porque tudo o que me faz repensar e rever minha forma de encarar a vida e a vida me encarar é transformador (uma metamorfose, ouso afirmar), por mais que não sejamos capazes de perceber, algo nos modifica. É bom! É arte! É Franz Kafka!
Penso que o nome ‘A Metamorfose’ não poderia ter sido melhor, pois ocorrem duas metamorfoses evidentes na obra. Ou seja, duas transformações. A primeira é a mudança do protagonista, a segunda é a mudança das pessoas ao seu redor. Já que a vida muitas vezes imita a arte, gostaria muito que as pessoas não apenas percebessem a mudança uma das outras, mas que mudassem também, um pouco que fosse. A transformação é necessária. Quero aprender o sentido da vida. Quero me revelar para mim mesma, mas tudo é mais complicado se quem está ao nosso lado, que convive conosco, não está no mesmo ritmo. A metamorfose das pessoas é necessária e, quando ela não ocorre, é frustrante para quem já se transformou pelo menos um pouco. Por isso, recomendo ao querido leitor: Mude! Comece lendo Kafka!


Imagem: Google






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“O Sonho de Cassandra” e “Match Point”

Posted by Blogueira on 19:51 in , ,
             Disparadamente, os meus filmes favoritos de Woody Allen são "O Sonho de Cassandra" e "Match Point". Primeiro, porque remetem a um dos meus livros favoritos: Crime e Castigo. Segundo, porque são histórias, particularmente, diferentes, mas que remetem à mesma temática.

            "O Sonho de Cassandra" traz à cena dois irmãos que precisam de dinheiro e cometem um crime para conseguir. O conflito central se dá quando um deles não consegue lidar com a situação de ter cometido um crime. Já "Match Point", traça a história de um jovem com recursos parcos que se vê diante de uma paixão avassaladora e da possibilidade de crescer financeiramente em um outro relacionamento estável, mas apagado pela falta de tesão. O jovem comete um crime para resolver sua situação. Enquanto o primeiro possui um final trágico, o segundo apresenta um desenlace questionável do ponto de vista ético.

             Para quem não leu, "Crime Castigo" apresenta ao leitor a história de um jovem atormentado pela própria loucura e que comete um crime: o foco central da narrativa. Dostoieviski é um gênio, absurdamente, diferente. Com certeza, trata-se de um livro possuidor, que paralisa e absorve. Choca e fascina. Espanta e atrai. Confunde e explica. Ou seja, o livro apenas nos mostra o que é Literatura.
            Quem conhece meus textos sabe que não faço resenha, apenas comento. O fato é que não consigo escolher entre um filme e outro. Mas é claro que não quero nem comparar ao livro, pois a ideia de Allen não era adaptar o livro em filme, apenas se inspirar nele, o que é bem diferente, tarefa de mestre, claro! As três histórias têm o mesmo pano de fundo: Culpa? Ambição? Considerar-se acima do bem e do mal? Poder? Ideias conturbadas? Dinheiro? Investigação? Confusão mental? Ao caro leitor, convido assistir e ler, criando, assim, suas próprias expectativas e tirando suas próprias conclusões.





Imagens: Google


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"A Carne" e minha dificuldade em assimilar

Posted by Blogueira on 19:40 in ,
Que os leitores eventuais de "Cinquenta tons de cinza" não se sintam ofendidos, mas esta é a verdadeira LITERATURA erótica.





Demorei muito tempo para descobrir que "A Carne" de Júlio Ribeiro é um livro erótico. Quando o li pela primeira vez, eu era muito jovem e não percebi a história que se delineava a minha frente. Em cada momento da vida, certas leituras e fatos vão tomando formas diferentes e tudo depende muito da época e da situação em que o leitor se encontra. Ao reler o livro, entendi muitas coisas que antes não conseguia compreender, às vezes acho que sou uma péssima leitora e confesso que tenho dificuldades em assimilar qualquer situação, eu sempre fui assim. 

Ultimamente, fui atingida por uma dislexia não diagnosticada por médico nenhum (eu que diagnostiquei, risos), e espero que assim como ela foi súbita, seja também passageira. Amém! O fato é que Júlio Ribeiro traz um novo papel para a mulher e explicita essa nova mulher moderna em seu livro. Essa história é tão carnal e poucas vezes encontrei algo tão intenso. Aliás, as coisas mais intensas são as mais complicadas de se entender. Mas "A Carne" é um livro carnal e isso é um show dentro do livro. Imagino que muitos já tenham lido, pois é até bastante conhecido. Para quem não leu, posso adiantar que é uma história sobre desencontro, paixão, sexo, sadismo e (eu já ía falar rock'n roll), mas não tem rock nessa história, acredito que o fundo musical , cada qual é quem faz. Não vou contar o livro para quem não leu, pois eu detesto quando fazem isso, estraga o prazer de ler. Espero que os leitores possam descobrir o quão a carne é fraca, até na ficção.


Texto produzido em 2008 (O texto passou por pequenas modificações)



Imagem: Google

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""A Casa dos Budas Ditosos" e meu breve elogio

Posted by Blogueira on 19:30 in ,
Que os leitores eventuais de "Cinquenta tons de cinza" não se sintam ofendidos, mas esta é a verdadeira LITERATURA erótica.







Eu não saberia dar uma explicação clara sobre "A Casa dos Budas Ditosos", não que o livro não tenha ficado claro, muito ao contrário, mas pude perceber que "tudo no mundo é secreto", assim como o próprio livro aponta. Sensacional? Sim! E muito mais... É um livro para todas as pessoas livres de preconceitos e sem medo de leituras invasoras e por que não dizer incômodas? Serve também aos recatados e medrosos, aos puros e ingênuos... Os futuros leitores não devem se espantar, o livro não é um manual de posições sexuais, mas em alguns momentos parece. É um livro invasor e não pede licença. De fácil leitura e compreensão, e sem palavras difíceis, mas isso não significa que ele não possa se tornar difícil para algum leitor. Digo, entretanto, que se o futuro leitor possui uma leitura ou mente limitadas, é bom não ler, porque pode não estar preparado para o novo, assim como tantas vezes, na vida mesmo, não se está preparado para compreender.  O livro faz parte da série "Plenos Pecados" (1999), em que escritores selecionados ficaram encarregados de falar (cada qual) sobre um pecado capital. João Ubaldo Ribeiro encarregou-se de escrever com mão de mestre (inclusive) sobre a luxúria. Trata-se de um monólogo de uma mulher com 70 anos de pura vivência, o autor afirma que recebeu uma fita com essas gravações, mas, sinto muito, não acreditei, somente um grande escritor faria com que se pudesse acreditar nisso. Gostei de ter sido enganada nessas 163 páginas. Convido as pessoas a serem enganadas também! Por que não? A leitura mais provocadora dos últimos tempos, sem dúvidas.


Texto produzido em 2008.(O texto passou por pequenas modificações)


Imagem: Google

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“A gente não quer só comida...” no bom sentido!

Posted by Blogueira on 19:50 in , ,

Na década de setenta, a Rede Globo dava vida à obra de Jorge Amado (Gabriela, cravo e canela). No entanto, a extinta TV Tupi já o havia feito na década de sessenta. Sabe-se, porém, que tudo o que a Globo “toca” se transforma em ouro, mesmo que seja urina, o que não é o caso de meu amadíssimo autor Jorge Amado. Considero sua obra, com destaque para a Bahia, uma verdadeira aula de História em forma de Literatura de altíssimo nível.



 Sinto-me homenageada por ter o nome de uma obra Literária, muito embora de maneira distorcida e atrofiada pela malícia e a busca pela audiência. Li o romance “Gabriela, cravo e canela” há muito tempo, mas posso garantir que a conotação dada a ele na TV é diferente e busca apenas prender a atenção do telespectador, por isso investe muito nas “cenas quentes” protagonizadas pela personagem, tenho certeza que, com Juliana Paes e o galã Humberto Martins, essa tendência a investir no banal da obra artística não fugirá à regra, o que é uma pena. Não sou nenhum tipo de moralista, nem quero defender a imagem da personagem que tem o mesmo nome que o meu, mas penso que há outros canais onde as cenas de sexo poderiam ser melhores aproveitadas. Penso que utilizar a obra de um grande e brilhante autor brasileiro para alcançar audiência chega a ser um insulto, mas fazer o quê, ‘né’? Afinal, acredito que meus comentários sempre cairão na mesma regra fixa: este é um país onde tudo é classificado como bom, simplesmente porque maioria do povo não sabe distinguir alhos de bugalhos.
Acompanharei alguns capítulos apenas para atestar que estou certa em meus dizeres, já que as chamadas da novela explicitam aquilo de que ela vai tratar, talvez até seja um erro julgar antes de assistir. Nem tudo que a Globo faz é tão ruim assim, recordo-me agora da série “Capitu” que era um retrato sensacional da obra de Machado de Assis: “Dom Casmurro”, uma interpretação viva dentro de um quadrado midiático, foi perfeito e valeu a pena assistir, mesmo que eu tenha perdido alguns capítulos. Lembro-me também de “Hilda Furacão”, série protagonizada por Rodrigo Santoro e Ana Paula Arósio, atores que, além de brilhantes, são lindos. Eu ainda era muito jovem, mas lembro de que gostava de “Maria Moura”, uma configuração perfeita da obra homônima de uma de minhas autoras favoritas: Rachel de Queiroz. Sendo assim, espero que, na novelinha das onze, a Globo implante algo, realmente, válido da obra de Jorge Amado. Penso que seja difícil fazê-lo, já que o público dessas novelas não é lá... “essa Coca-Cola toda”. Tenho certa esperança, pois a última novela desse horário, “O Astro”, foi uma imbecilidade ‘que só’, no entanto o final foi interessante quando a emissora ousou e inseriu “Realismo Mágico”, transformando o personagem de Rodrigo Lombardi em um pássaro, isso fez lembrar as novelas de antigamente, algo que não é da minha época, infelizmente. Enquanto isso, vamos acompanhar a Balzaquiana, Juliana Paes, no papel de ninfeta e ver se ‘a gente’ que “não quer só comida...” tira algum aprendizado disso. Recomento, todavia, a leitura do livro.


Imagem: Google



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Apenas isso!

Posted by Blogueira on 13:33 in , ,

Numa época em que se discute estupro em Reality show, qualquer palavra que se diga ou escreva se torna irrelevante. O que está havendo com este país, afinal? A maioria esmagadora não tem maturidade para interagir sobre um livro, um filme, uma música ou qualquer assunto de qualidade que gaste mais de um neurônio atrofiado. Por onde andam os “papos cabeça”? Já não é possível crer que eles ainda existam.
Apesar de a mídia insistir em classificar certa categoria de pessoas como ‘nerd’, o que essa categoria estabelece nada mais é do que um diálogo com vampiros, zumbies, magos e, quando muito, cultura tecnológica. É o fim dos tempos! Não há dúvida. A mídia é, em demasia, a grande culpada quando estimula leituras sem critérios que ligam espaços vazios a lugares nenhuns.
Cansa a vista ver pessoas perdendo seu precioso tempo com leituras que não acrescentam, não desenvolvem e não são o caminho de construção para um cidadão culto e recheado de conteúdo. A maioria que lê neste país, ou lê mal ou não sabe distinguir o que é Literatura de historinha em páginas que deveriam ser queimadas. Fala sério! Mas o que é mais incômodo é saber que essas pessoas nem sequer imaginam que por carregarem um livro de quase mil páginas dentro da mochila (Um “Crepúslo” ou um “Diário de um mago” ou alguma ‘autoajudinha', entre muitos outros) só fará com que suas mentes fiquem infantilizadas e bestializadas. O resultado os políticos adoram, pois o país confere quem são os seus cidadãos a partir dos políticos que possuem.
Seria delicioso ver os adolescentes lendo Monteiro Lobato, Lewis Carroll, Pedro Bandeira ao invés de perderem seu valioso tempo com Stephenie Meyer. É uma pena não saberem distinguir aquilo que está na moda daquilo que, realmente, vale a pena. Também não possuem adultos que possam, de alguma forma, orientá-los melhor, pois os adultos também não têm uma boa base literária.
Sem sombra de dúvidas, o país só será melhor se as pessoas tiverem uma cultura de qualidade (e não adianta culpar ninguém, pois isso é questão de escolha) e uma educação forte. Caso contrário, sempre será lembrado como o país do carnaval e das mulheres sensuais. Apenas isso? Sim, apenas isso! Quando muito, as pessoas de bom nível intelectual terão que emudecer quando em uma “rodinha de amigos” o livro mais indicado for “Quem mexeu no meu queijo” ou “O monge e o executivo”. Que Deus tenha piedade do mundo...



Imagem: Gettyimage

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“Minhas tardes com Margueritte”

Posted by Blogueira on 19:01 in ,


Eu sou suspeita para falar desse filme, pois adoro os filmes contracenados por Gérard Depardieu, que é um grande ator, com certeza. Entretanto, “Minhas tardes com Margueritte” desperta algo difícil de ser traduzido nos tempos atuais: o amor ao próximo. A partir de uma história, num primeiro olhar, simples, o filme consegue costurar um belo roteiro, digno de lágrimas no final e tudo mais. A simplicidade do contexto consegue tocar fundo.
Germain (Gérard Depardieu) é um homem rústico que tem uma complicada relação com a mãe, a qual começa a apresentar os dolorosos sinais de uma loucura real. A história é bem montada pelo fato de muitas das cenas emocionantes do filme fazerem parte apenas das lembranças do protagonista, que retoma trechos tristes e complicados de sua vida, que foram o que, com certeza, constituíram sua personalidade sofrida e, ao mesmo tempo, grandiosa.
O filme possui profundo diálogo com o mundo da leitura, já que Germain possui enorme dificuldade em montar e dar sentido às frases, até quando conhece Margueritte (Gisèle Casadesus). Uma simpática senhora, voraz e ávida por livros, que apresenta os indícios de uma eminente cegueira e precisa de um leitor para não perder, de fato, o contato com o mundo das letras. É nesse fabuloso encontro que se dá a magia do diálogo entre um homem cheio de amor para dar e uma idosa abandonada num asilo. Ambos têm muito a oferecer um ao outro, e o encontro entre os dois promete grandes surpresas que, é claro, não revelarei.
Outro foco central do filme baseado no livro “La Tête en Friche”, de Marie-Sabine Rogeré é a suposta falta de amor da mãe louca por seu filho de coração enorme. Será mesmo? Tudo fica a critério do espectador. Na minha humilde opinião, todo o conflito é gerado pela incapacidade de conseguir demonstrar os sentimentos. Muitas pessoas têm problemas com isso, sabia? Mas dessa vez não vou me incluir, pois não sou tão amarga assim. Também não posso me esquecer da relação do protagonista com sua namorada. Uma mulher preparada para amá-lo da forma que ele, verdadeiramente, é.
"Minhas tardes com Margaritte" é um filme curto e quando termina a gente sente uma imensa tristeza por ter terminado. Como algo que nos emociona tanto pode ter fim? Também acredito que este tipo de filme é a demonstração de que filmes ‘cult’ podem, sim, atingir um público mais popular, pela fácil assimilação. Mas tem gente que não gosta mesmo, deixa pra lá, né?
Convido o querido leitor a permitir-se mergulhar no universo desse roteiro tão interessante e mágico. Aliás, acredito que tudo que inclui livros é libertador, é arte e, sendo assim, é vida!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Jean Becker
Elenco: Gérard Depardieu, Gisèle Casadesus, Maurane, Patrick Bouchitey, Jean-François Stévenin, François-Xavier Demaison, Claire Maurier, Sophie Guillemin
Produção: Louis Becker
Roteiro: Jean Becker, Jean-Loup Dabadie
Fotografia: Arthur Cloquet
Trilha Sonora: Laurent Voulzy
Duração: 82 min.
Ano: 2010
País: França
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Imovision
Estúdio: ICE3
Classificação: 12 anos

Imagem: Google (Cartaz de divulgação do filme)




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As tatuagens da vida

Posted by Blogueira on 11:15 in , ,

Começa a surgir uma ‘nova onda’ de tatuados. Pessoas, que leram livros e gostaram de algumas passagens, tatuam essas mensagens no corpo, ou até mesmo desenham quadrinhos, tirinhas e caricatura de autores diversos.

Poucos anos atrás, li, obrigatoriamente, “Grande Sertão Veredas” (Guimarães Rosa) na faculdade. Fiquei extasiada com os inúmeros excertos do livro. É uma forte literatura e um grande sertão interior (em nós) a se desvendar. Comentei com algumas pessoas que queria tatuar um pequeno trecho do texto que diz assim: “Carece de ter coragem...” Muitos me incentivaram, mas o que poucos sabem é que eu jamais teria coragem de fazer uma tatuagem. No entanto, uma pessoa muitíssimo íntima minha, sabendo que eu jamais teria coragem para fazê-lo, me sugeriu: ‘Por que você não tatua “Nonada” nas costas?’ Para quem não sabe, “Nonada” é a primeira palavra escrita no livro e quer dizer “Não é nada”. Ou seja, o que este íntimo amigo me sugeriu foi que eu tatuasse que não era nada, exatamente por não ter coragem de fazer nada.

Assim que vi a galera tatuada, lembrei-me da minha vontade que nunca será concretizada. Decidi colocar o link para que os leitores deste humilde blog possam ver algumas dessas tatoos http://flavorwire.com/161484/10-awesome-indie-comics-tattoos Mas, apenas para ilustrar e deixar bem claro, eu sempre prefiro as tatuagens da vida. Que são marcas, não feitas de tinta, mas que ficam para sempre na pele e também dentro da gente.


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