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Conscientização sobre nossa insignificância

Posted by Blogueira on 20:54 in ,
Por mais que digam o contrário, autores escrevem para serem lidos. Querendo ou não, todas as pessoas agem assim. Sei que não sou lida por quase ninguém. Mas seria muita arrogância pressupor que aquilo que escrevo merece ser lido ou compartilhado por alguém. Às vezes, somos muito arrogantes em nossas atitudes. Pensamos que somos melhores. É sem querer e automático. De toda forma, sem perceber, imaginamos que somos superiores e não somos! Ninguém é. O final de todos é a vala, o que falta é consciência sobre tal.

Sendo assim, quero falar sobre a total consciência de nossa insignificância, consciência essa que não temos. Quando digo insignificância, quero dizer insignificância humana. Nossos atos têm valor, mas o valor de nossos atos não pode ser maior do que o que de fato representam. Insisto sempre na ideia do ego. Como nosso ego é elevado... e, essa elevação do ego, vem da origem equivocada de uma importância superestimada. Ou seja, nos acreditamos importantes demais!

Sempre sinto ou pressinto que se eliminarmos um pouco da nossa vaidade, seremos pessoas melhores. Sei que não falo apenas por mim, mas por todas as pessoas. Afinal, temos sempre que crescer. Temos que procurar evoluir de alguma maneira. Ir para frente significa evolução, mas ir para frente pressupõe atitudes melhores. No entanto, é muito difícil agir de maneira mais evoluída. Requer trabalho, requer um exercício diário de mudança de comportamento. Tentemos!

Conscientização sobre nossa insignificância é a chave para um caminho melhor. Convido a todos e a mim mesma a nos olharmos no espelho. A tentarmos enxergar quem, de fato, somos. Também convido a imaginarmos ou idealizarmos quem podemos ser. Toda mudança é possível, acredito. Mas exige esforço e, esforço, é uma atitude que deve ser sempre observada e bem administrada. Esforçamo-nos para inúmeras questões em nossa vida. Esforcemo-nos, então, pela nossa evolução diária enquanto criaturas humanas.



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Braços cruzados (06/11/15)

Posted by Blogueira on 22:10 in ,
Estou de braços cruzados, confesso! Quero a mudança, mas a mudança não vem. Então, permaneço paralisada como uma estátua que não se move ou como alguém que afunda em areia movediça. De repente, me dei conta de que a vida é a permanência da insistência. Não estou insistindo nem tentando, não estou mudando nada o que deveria e poderia. Assisto à tragédia de mim mesma. Assisto minha própria dor. Querer é poder desde que os braços não fiquem cruzados. E os meus braços permanecem, além de cruzados, atados. Ataduras que não quero remover. Não quero ou não consigo? Irremovíveis! Sou irremediável?!?



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Uma “passadinha” pela minha manhã e algumas bobagens...

Posted by Blogueira on 17:06 in , , , ,
Ter um blog parado como o meu é, realmente um tédio, mas hoje, pela manhã, descobri algo mais entediante: Um cara que mal conhece o Brasil estava dando uma aula sobre Londres para, justamente, um outro cara que morou em Londres por dez anos. Eu posso fazer ideia de como foi chato ouvir tudo que na verdade não era nada de alguém que não fazia a mínima noção do que é morar em Londres. Enfim, às vezes penso que a necessidade de as pessoas falarem é tanta que acabam perdendo o senso do ridículo. Mas... graças a Deus sei discernir quando devo abrir minha boquinha para vomitar assuntos que não sei. Ou que apenas não sei tão bem quanto outra pessoa pode saber. Essa breve passagem foi a parte mais engraçada e ridícula da manhã de hoje (05/10/15).                

 A primeira bobagem do texto de hoje vai para o fato de eu ter descoberto que prefiro trabalhar com crianças que com jovens. Considero criança a faixa etária até 12 aninhos de idade. Apesar de a Organização Mundial de Saúde considerar adolescentes crianças de 10 anos, eu não, não mesmo! Não queria cair no clichê de dizer que a juventude está perdida. Mas é isso. A questão é que, mesmo não crendo em mudanças, acho possível (daqui a 100 anos ou mais), desde que alguém queira colocá-las em prática. Apenas acho, ou melhor, tenho certeza, que não conheci heróis par fazer o que deve ser feito. Estou cansada dos jovens, dos questionamentos idiotas que não contribuem para a vida deles, tão pouco para a minha. Cheguei à conclusão que está cada dia mais difícil passar em um concurso público com todo o desânimo que tenho quando o assunto é estudar matérias de concursos. Sendo assim, decidi tentar trabalhar em uma escola mais perto de casa. De forma que eu vá até caminhando, se for possível. Tal fato não significa que me entreguei ao meu destino banal de “professorinha” mal sucedida. Apenas decidi me estressar o mínimo possível, apesar de que está complicado, por causa dos seres que tenho tentado ministrar aulas. Alguém disse aulas? Bom, na verdade, meu sonho, tem sido tentar dar uma aula ao meio da baderna e vandalismo dentro do qual, de uma forma ou outra, estou inserida.
Minha vida real é chata, né? Portanto, vamos para a segunda bobagem do texto. O que “ando” ouvindo, vendo e lendo? Bom, agarrei na leitura do chatíssimo “Serial Killers Anatomia do Mal”, o livro é cansativo e repetitivo, mas não deixa de ser uma leitura válida, pois fiquei conhecendo alguns serial killers e mais atenta... pois nunca se sabe quem estará ao meu lado, não é mesmo? Quando iniciei a leitura, já sabia que não se tratava de literatura, mas as histórias e os fatos tratados poderiam ser mais dinâmicos, ou seja, menos enrolação. Seria possível explorar as histórias dos assassinos sem ser tão redundante. Que me desculpe Harold Schechter (autor do livro), apesar de chamar muita atenção pela beleza da capa e o assunto, não deixa de ser um livro “muitoooooo...” comercial e só!

Ando ouvindo mais músicas internacionais antigas, mas, recentemente, descobri Adam Lambert e, simplesmente, não consigo tirar o refrão de “Ghost Town” da cabeça. Um belo artista, bom intéprete e tem um pop que valorizei bastante, sem contar que é o novo vocalista do “Queen”. Apesar das críticas, eu gostei da ideia!


Um filme que vi há pouco tempo foi “O substituto” que vem ao encontro do meu momento desestimulante como professora. Professores sonhadores ficariam chocados ao assistí-lo, mas comigo foi bem impactante. Um bom filme! E se algum professor ainda sonha, vai apenas ver mais um filme, espero que não se choquem. Tadinhos...

Tudo o que escrevo, falo e muito do que penso, mas não digo nem sob tortura, faz parte daquilo que provém da minha alma. Mas você sabe, caro leitor, tem sempre alguém para nos contrariar... Uma pena! Mas, quer saber? Tô nem aí!!!



Imagens: Google













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A vida pede urgência!

Posted by Blogueira on 21:38 in
Posso ser corrosiva como ácido ou humilde (quase 1%) como Francisco. Diante de alguma crítica, sempre tento rever alguns conceitos, mesmo que, para no final das contas, me dar toda razão. (Risada irônica)
Penso em como posso ser melhor... Tarefa que julgo dificílima, já que o mundo sempre exige o máximo e oferece o mínimo.

Vejo-me o tempo todo diante de escolhas: ser boa ou ser autêntica? Sendo autêntica, consigo ser boa? E, sendo boa, não perco um pouco da minha autenticidade? É... preciso escolher... e a vida pede urgência!



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Mudando sem perceber...

Posted by Blogueira on 23:08 in , ,
Não foi percepção, mas, sim, uma constatação: tudo muda! Talvez fosse melhor dizer que tudo passa, mas quero auto afirmar minha mudança... E como eu mudei! De repente, aquilo que fazia sentido não faz mais, e, aquilo que não tinha o menor sentido, começa a ter todo sentido. Não estou falando de uma mudança ou outra, estou falando de tudo.
Minha vida está, completamente, diferente. Embora eu ainda faça as mesmas atividades de cinco ou dez anos atrás, a minha forma de enxergar e de ser mudou. Ainda me sinto pressionada em várias ocasiões, assim como eu era quando ainda uma jovem adulta, mas, mesmo diante das novas cobranças não tenho me deixado intimidar. Eu sei que as pessoas, muitas vezes, querem que eu seja mais dinâmica, mais produtiva, mais interessante, mais bem sucedida do que eu tenho sido durante meu tempo de existência. Mas não posso mais me deixar levar pelas expectativas dos outros. Eu apenas sou alguém que se conhece, eu estou sempre tentando e não é possível que minha autocrítica me destrua como algum tempo atrás.

Não estou de malas prontas para lugar nenhum, mas me sinto tão incompleta em alguns momentos que queria partir, sei lá para onde. Sinto que algo foi corroído dentro de mim. Sinto que meu coração não faz mais planos. Não acredito que eu tenha perdido o entusiasmo, acredito que poucas coisas têm me despertado entusiasmo. Também não culpo nada nem ninguém, culpo apenas minhas próprias angústias, pois sei que já esperei demais por coisas que nunca aconteceram. Talvez eu esteja mais preparada para o fracasso do que para o sucesso, o que não quer dizer que estou mais forte, apenas diferente. Diferente na entrega, na luta, na ansiedade (que ainda é alta, embora poucos percebam). Meu coração está amadurecido, o que, de maneira nenhuma, significa morto.

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Tenho pensado na vida...

Posted by Blogueira on 18:09 in ,
Tenho pensado na vida e em como tenho ficado estática perante ela. Não luto por nada, não luto por ninguém. Inúmeros dias, minha única companhia é meu próprio pensamento. Sempre me sinto incompleta, mas acho que todos são assim, só não sabem ou não admitem. Admitir uma verdade interior é muito doloroso.
Ando desequilibrada internamente: sono demais, tristeza demais, solidão demais. Ando perdida dentro de mim e não procuro me achar, porque quero fugir e, fugir, não é uma escolha no momento. Não há lugar para onde eu possa ir que me caiba, não há lugar para mim neste momento. Penso em outro país, penso em outro emprego, penso em um amor, mas tudo parece exigir planejamento e, planejar, nunca foi meu forte.
Ah, por que meu coração está tão dormente? Por que estou encharcada de perguntas sem respostas? Por que meu espírito, que não é físico, parece doer? Por que tudo parece não ter sentido algum? Ninguém me responde, as únicas vozes que ecoam são minhas próprias dúvidas! Tenho pensado na vida... tenho pensado em como posso mudar, como? Mudar? Minha vida? Meu caminho? Um novo país? Um novo emprego? Um amor? O quê?



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Sem decepção!

Posted by Blogueira on 14:07 in ,
Decidi meditar sobre a palavra decepção. Tenho um motivo para tal, pensei que estava decepcionada com alguém. No entanto, a razão me trouxe a certeza de que não tenho esse direito. Não sou muito boa com as palavras quando estou triste em relação a algo (tristeza tenho o direito absoluto de sentir). Por isso, não sei se conseguirei expressar o que, de fato, pretendo. Seguem abaixo três fatores sobre eu não ter o direito de me decepcionar.
Em primeiro lugar, é preciso refletir: por que me sinto no direito de me sentir decepcionada com alguém? Percebi que eu só me senti decepcionada porque eu mesma (a única culpada) construí expectativas em cima de uma outra pessoa. Quando construí tais expectativas, talvez eu tenha criado uma pessoa que nunca existiu, transformei alguém comum em alguém especial. Erro grave! Não estou aqui afirmando que essa pessoa seja ruim, mas é uma pessoa normal, como outra qualquer... Projetar uma imagem diversa àquela que a pessoa, verdadeiramente, possui é o primeiro grande passo para um futuro decepcionante.
Num segundo momento, posso afirmar, com absoluta certeza, que, de uma forma ou de outra, alguém já se sentiu no direito de se decepcionar comigo. Por qual motivo? Certamente por ter projetado em mim expectativas inexistentes, imaginárias, portanto! De quem é a culpa? Minha? Não! Não sou culpada por alguém construir uma imagem sobre mim. É até estranho falar em culpa, sendo que ninguém está sendo condenado. Mas, como em tudo na vida, é preciso culpar algo, que a culpa seja de quem criou expectativas. A situação aqui explicitada é inversa à situação do parágrafo anterior. Ou seja, em algum momento da vida, isso poderá ocorrer com qualquer pessoa.
O terceiro fator que me leva a crer que não tenho o direito de me decepcionar é a questão da auto vitimização. Quando me coloco na posição de vítima, certamente pensarei que todas as pessoas são causadoras de um sofrimento que é meu, exclusivamente meu. Sendo assim, percebi que não devo me sentir uma vítima, simplesmente porque me sinto triste pelo fato de as coisas não terem saído de acordo com a minha vontade. A auto vitimização não vai me fazer progredir.
O tempo e a vida me ensinaram a refletir sobre isso. Acredito que eu nunca tinha conseguido pensar de forma tão ampla sobre até aonde vai o meu direito. É claro que ter essa lucidez não me imuniza de sofrer, mas cicatriza melhor as feridas. Mas... o lado bom de tudo isso é que qualquer das minhas frustrações jamais me impedirão de acreditar em novas pessoas, porque eu sei que as pessoas são diferentes umas das outras. Não estou imunizada, ninguém está imunizado de mim. E eu não vou desconfiar de todos, ao contrário, confiarei com a ideia de enxergar a realidade, não apenas o que eu quero enxergar.


Decepção


Decepcionar


Refletir

 




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É importante ouvir

Posted by Blogueira on 22:02 in , ,
Tenho percebido o quanto as pessoas querem falar, mostrar seus conhecimentos de nada e coisa nenhuma, poucas pessoas estão, de fato, interessadas em ouvir alguém. Ou seja, até que ponto estão dispostas a aprender ou a conviver com alguém? Até que ponto acrescentam e ensinam? Acredito que seja muito difícil conviver com pessoas que mal deixam que se articule uma frase sem que antes interrompam o interlocutor. Tal atitude é, absurdamente, cansativa!
O que me levou a divagar sobre a situação do meu enfado em relação a alguns foi o fato de que muita gente, muita gente mesmo, tem se tornado óbvia demais para mim. Às vezes, até me incomoda, outras vezes, rezo para que ninguém estabeleça um diálogo comigo, muitas outras vezes, sou indiferente ao que está sendo dito, pois sinto que não tenho nada a aprender com gente vazia. Vazia de conteúdo, vazia de sentimento, vazia de assuntos que valham a pena serem discutidos e, gastar saliva lutando para argumentar, não é o meu forte.

Tenho muitos defeitos, mas sou uma boa ouvinte, entendo quando alguém precisa desabafar ou, simplesmente, explanar uma ideia sem interrupção. Não quero convencer ninguém a domesticar sua conduta quando alguém está falando. Mas é sempre bom lembrar que todo mundo tem um dia de tristeza, um dia muito bom, um dia muito ruim, um dia de desânimo, um dia de entusiasmo, um dia feliz, um dia normal... É sempre bom ficar atento, pois alguém tem sempre algo a dizer. Deixar as pessoas falarem é importante para quem ouve e para quem fala, mas só falar é importante para quem? Pensar em conjunto é sempre válido, respeitando, é claro, o momento de cada qual.

Ouvir


Respeitar


Pensar em conjunto


Ouvir e falar



Imagem: Google

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Palavra Transparente - A crença no outro

Posted by Blogueira on 11:18 in ,
Cada vez mais, é importante perceber que não devemos desprezar o potencial das pessoas. Devemos valorizar aquilo que elas podem vir a se tornar, e, não, apenas trabalhar com aquilo que elas são no momento.
Todas possuem habilidades, mas é impressionante como a maioria de nós só consegue enxergar as que estão ligadas em nós mesmos. O controle do ego é o grande limite entre aquilo que somos, aquilo que imaginamos ser e aquilo que imaginamos que os outros sejam.


Quando abrimos nossos olhos para o mundo e deixamos de nos voltar apenas para nosso reflexo no espelho, percebemos a infinita força da mente daqueles que estão ao nosso redor. A crença no outro é também a crença em nós, pois estamos, de inúmeras formas, conectados.



#valorizar

#valorizaroserhumano
#nãoolharapenasparasimesmo
#controledoego
#quebradoego
#nãoolharsomenteparaopróprioumbigo
#crescimento
#crescimentoespiritual


*Sei que blog não é lugar para hashtag, mas existe uma regra? Beijo aos leitores...

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Este é setembro

Posted by Blogueira on 14:23 in ,
O mundo gira, gira, gira... e eu acabo caindo no mesmo tipo de texto: falar mal da profissão. Estamos em setembro, mas, por mim, bem que já poderíamos estar em dezembro. Acredito que a vida das pessoas felizes não seja assim: um eterno desejar que o ano acabe logo. Sim, aqui eu me confesso infeliz profissionalmente. Talvez surjam pessoas com bons conselhos de mudança, mas mudar de vida vai muito além de apenas querer. Certamente, largar minha profissão neste exato momento não me trará nada além de prejuízo, pois não tenho como me manter a não ser trabalhando na minha infeliz escolha.
A questão é que quando chega esta época do ano (setembro/outubro) eu me transformo em uma pessoa, extremamente, depressiva. As aulas ficam piores de serem administradas e alguns “alunos” parecem brotar das profundezas do inferno, especialmente, para me atormentar! Especialmente para me mostrar que fiz a escolha errada e serei uma pessoa depressiva nos dias lindos de setembro, simplesmente, porque tenho que conviver com criaturas que estão ali (em sala de aula) para destruir a minha autoestima.
Não estou falando que o magistério é uma má escolha (que o escolha quem quiser). Este é um relato pessoal e intransferível. Esta é a minha experiência de vida. Esta é a minha história frustrante e chata. Quero mudar e vou. Prometo a mim mesma não me tornar uma senhora amargurada com a vida devido a experiências negativas que tive ao longo de anos que não interferi na minha história e, simplesmente, deixei de dizer não!!! Este é setembro, esta sou eu neste setembro; florido, lindo, ameno, espetacular, o mês do meu aniversário. Mas quero fugir! Para Londres? Paris? Suíça? Não, quero fugir de mim! Posso desistir da fuga, 'né'?


Abraço aos novos leitores e sejam sempre muito bem-vindos ao mundo de uma mulher balzaquiana, mas sempre sincera!




Setembro




experiência de vida




experiências negativas


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A política da falsa felicidade

Posted by Blogueira on 21:34 in , ,
Tenho alguns textos que falam sobre felicidade. Não que sejam mentirosos, mas nem tudo aquilo que sinto é o que faz parte daquilo que preciso expressar no meu dia a dia. Sentimentos são confusos e difíceis de serem sempre os mesmos. Por isso, ser feliz é diferente de estar feliz hoje ou amanhã.
Atualmente, existe uma política da falsa felicidade. As pessoas sempre fingem estar bem para fazer valer a máxima de que suas vidas são interessantes ou mais interessantes que outras. Digo isso por experiência própria. Como não tenho uma vida convencional, do tipo, sair, muitos amigos, amores, paixões, carro, profissão bem sucedida etc. e tal, as pessoas pensam que, por serem convencionais, e almejarem tudo que citei anteriormente, sou menos feliz do que elas. Bom, posso até não ser feliz, admito!  Mas elas também não são, mesmo almejando ou tendo tudo o que acham que precisam para serem felizes.
As pessoas que saem muito para a balada e que não têm um grande amor, acham que tenho que sair mais, e só assim poderei encontrar um grande amor. Então, por que elas ainda não têm um grande amor? Acham que eu deveria lutar para sair da minha profissão, outros acham que eu deveria trabalhar por amor, outros acham que eu nunca deveria ter entrado... Então, a quem devo ouvir? Como lutar por outra profissão? Como sair? Como nunca ter entrado, se já entrei? Tenha um carro, tenha amigos, tenha amores e paixões. Siga as regras e será como... eu! É o que me dizem... Mas ser como os que seguem as regras é ser feliz? Tudo não passa de mera maquiagem. Toda felicidade é feita de momentos. Nada é eterno. E me desanima, em muito, esse pensamento de lugar comum, de que a felicidade é uma certa ditadura.

Rivotril? Clonazepan? Paroxetina? Fluoxetina? Qual a fórmula? Eu não sei... Mas, certamente, não há de ser a de sempre... Porque parece não funcionar com todo mundo ou, pelo menos, parece funcionar só por um tempo. Eis a vida, eis a falsa política do contentamento imediato, eis a política da falsa felicidade...

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Deprimida

Posted by Blogueira on 16:08 in ,
Esses dias ando meio deprimida, acho que tem um pouco a ver com as músicas que estou escutando no caminho de ida e volta ao trabalho, pois só escuto música durante esse percurso ou de vez em quando antes de dormir. Nunca pensei que Luiza Possi, Marcelo Jeneci e James Blunt podiam deprimir tanto alguém. Quando não é a Luiza com aquela voz linda e meio rouca falando de amor é o Marcelo e o James me fazendo repensar a vida, a minha e a dos outros. Nossa, estou muito depressiva, vou tentar escutar algo mais alegre durante esse trajeto. Ainda por cima, chego no meu trabalho, que não é como todo trabalho, pois, em geral, as pessoas conversam umas com as outras em seus respectivos trabalhos, tomam café, enrolam um pouco e vão trabalhar. No meu trabalho é diferente, eu chego, falo bom dia, dois entre uns dez professores carrancudos respondem, quando um ou outro vem conversar tenho vontade de morrer, porque só sabem reclamar de salário. Pensando bem, quando vejo os professores chego a ter pena dos alunos... Mas minha pena logo se esvai quando entro em sala de aula e sei que tenho que dar aula, o que não é difícil para mim, não posso reclamar, nem posso reclamar muito dos alunos, pois eles me acham animada, jovem, divertida, comentam suas vidas comigo etc. e tal. Talvez o único fardo seja ter que estar sempre disposta para não decepcioná-los. Não decepcionar meus alunos se tornou uma obrigação e fez de mim uma mentirosa, pois eles pensam que não tenho muitos problemas ou que não fico triste, mas o que não sabem é que estou, praticamente, sempre triste. Ainda bem que eles não percebem isso, pois não quero ser como aqueles velhos carrancudos, que são os professores antigos. As professoras mais jovens são aquelas casadinhas recentemente, que dia sim, estão felizes porque fizeram sexo, dia não, estão tristes porque o marido mostrou uma nova faceta desconhecida. Sem paciência para esse perfil de professora. Eu não sei como cada professor é em sala de aula, mas a maioria na sala dos professores me deprime, talvez pensem o mesmo sobre mim, pois não finjo muito quando estou na sala dos professores e faço questão de fazer cara de enfado... Estou, realmente, deprimida...







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Sobre preços de dvd’s e amizades

Posted by Blogueira on 13:29 in , ,
Algo, verdadeiramente, desanimador é tentar assistir uma série americana até o final enquanto ela ainda for moda. Aliás, até depois de sair de moda é desanimador, pois os preços de dvd’s no Brasil não abaixam, e as promoções são todas falsas. Não percebo nenhuma promoção verdadeira no Brasil. Tudo aqui é enganação. O problema é que eu quero muito ver o final de uma série, mas não quero pagar o valor. Como não cair na tentação da falsificação? Meio complicado, não é mesmo? É tão simples, eu caminho até o shopping popular e compro a temporada final por menos da metade do preço. Não sou colecionadora de quase nada, a única coisa que tento ter em casa são livros, mas já perdi vários por emprestar a quem não devolve ou por trocar em dinheiro ou mercadoria. Acho legal quem coleciona e tudo o mais, mas como não sou colecionadora nem crítica de imagem, não percebo, de fato, nenhuma diferença ao assistir um dvd pirata e um original. Queria que alguém me explicasse qual a diferença. Entendo a ilegalidade da coisa e tal, mas não entendo a questão da qualidade. E caso o dvd não funcione ou a imagem esteja ruim, posso, como já o fiz, trocar na banca tranquilamente...
Os valores dos originais não permitem que uma pessoa seja, politicamente, correta. Acredito que o único público fiel mesmo seja o evangélico, devido à abordagem das vendas e à fidelidade, digamos... a Deus?!? Enfim, não quero pagar um preço abusivo. É caro ou eu ganho muito mal. Aliás tudo é caro neste país especialista em impostos. Estou esperando chegar na Netflix, tentando resistir à falsificação, pois já tenho em mente que não vou pagar o valor do final da temporada. Não mesmo! Outra coisa que não deixa de ter a ver com o preço dos dvd’s são as minhas amizades. Sei lá, acho que nunca dei sorte com isso. Geralmente, as pessoas formam grupos, esses grupos têm assuntos em comum, mas parece que só atraio gente que não tem nenhuma familiaridade com meus gostos. E, sabe-se lá por que, essas pessoas que de mim se aproximam cismam que sou a melhor pessoa do mundo, mas são evangélicas, ou casadas, ou pais de família, ou não assistem séries, ou não leem livros, ou não ouvem as mesmas músicas que eu, ou não gostam dos filmes bons... entre muitíssimas outras diferenças. Não sei por qual motivo essas figuras se sentem atraídas a conversar comigo, poxa... nunca têm nem um dvd ou um livro que preste para emprestar... risos... Que azar o meu!



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Sentir culpa incomoda e massacra

Posted by Blogueira on 20:48 in ,
Um dos piores sentimentos é o sentimento de culpa. Existem diversas formas de senti-lo, e todas são cruéis. Não sinto pena de quem sente culpa, pois algo ruim anteriormente cometeu. Eu poderia até sentir pena, se não fosse eu também mais uma a se sentir culpada. E culpada por quê? Por tantos derradeiros e dolorosos motivos que às vezes as palavras não são capazes de informar. Outras vezes, a alma não consegue transpor. Feliz aquele que não se sente culpado por nada. Existe? Sim. Dizem que coração dos outros é terra que ninguém pisa, mas ouso pisar: existem aqueles que não sentem culpa por nada, nunca nada. Privilegiados! Mesmo culpados, não sentem culpa.
Culpa incomoda e massacra. Na verdade, não a culpa em si, ou quando alguém te culpa. O massacre vem de sentir culpa, daí o derradeiro soco no estômago da alma. Tantas palavras de consolo podem ser ditas, tantos abraços, tantos apertos de mão, e nada adiantará, pois aquele que se sente culpado sabe que qualquer consolo não é capaz de apagar a causa desse sentir cruel. Sinto-me, em certos momentos, preenchida por saber que não estou só na imensidão da angústia devastadora que é sentir culpa. Não, não estou só, sempre me sinto acompanhada por aqueles que, assim como eu, estão atormentados, tristes, devastados... Devastados por algo capaz de dominar o pensamento e que nenhum confessionário será capaz de curar. Sentir culpa é ter uma lacuna que jamais será preenchida.

Motivos? Um ou vários, são eles os geradores, mas não são os culpados. Quem são os culpados além daquele que errou? Errei, sendo eu a única culpada. Culpada e condenada. Por quem? Por mim mesma. Há, afinal, algum acusador pior do que si mesmo? A justiça, o mundo, a vida pode absolver, mas se o coração diz não, nada será como antes. E quando vem a lembrança do antes, parece que a vida era diferente e o mundo de outra cor, mas a verdade é que mesmo com tudo diferente algo impulsionou ao erro e errar, por mais clichê que possa parecer, é humano e, sem clichê, ao mesmo tempo, desumano.




Imagem: Google









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Pessoas classe lixo

Posted by Blogueira on 20:27 in , ,

Surge no mercado uma nova classe de pessoas: a classe lixo. Quem são as pessoas lixo? São aquelas que têm tudo a dizer e nada a acrescentar. Tudo a dizer e nada a ouvir. Tudo a ganhar e nada a oferecer. Mas isso não passa de uma visão muito particular da humilde blogueira que aqui desenvolve seus pensamentos.

Como reconhecer pessoas classe lixo: Geralmente, querem ganhar algo como um convite, uma roupa, um ingresso etc. Mas, geralmente, querem vender tudo. Por que razão? Só pode ser porque julgam que aquilo que possuem é mais importante do que aquilo que os outros possuem. Essas pessoas só podem se considerar mais importantes, pois, se considerassem as outras pessoas tão importantes quanto elas, tratariam os anseios e objetivos das outras da mesma forma que tratam os seus. Essas pessoas tratam as outras como lixo e, sinto muito, quem trata os outros como lixo é um lixo.
Pode parecer implicância da minha parte, mas estou farta de encontrar pessoas assim em meu caminho. É o tipo de gente que tenho tolerância zero, mas não trato como me tratam, pois, caso contrário, eu me tornaria igual a elas, e não sou. Sou eu mesma, independentemente de quem cruzar o meu caminho, o fato de exercer minha tolerância zero não significa ser diferente do que sou, apenas uma parte de mim que não mostro para todos.



Imagem: Google

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As pessoas têm expectativas diferentes daquilo que elas oferecem aos outros. É justo?

Posted by Blogueira on 20:17 in ,

Há algum tempo, li uma frase direcionada a mim, o que foi confirmado pelo próprio autor da ação, a frase é a seguinte: “Algumas pessoas passam pelas nossas vidas para nos ensinar a não ser como elas”. Portanto, este texto é uma resposta ao que li há certo tempo, já que as redes sociais nos permitem réplicas, assim como indiretas bem diretas.



Sempre tive fama de intransigente e difícil de lidar, mas o fato é que pessoas com fama de acessíveis e fáceis de lidar, na maioria das vezes, são “Maria vai com as outras”. Como eu nunca vou ser “Maria vai com as outras”, esse é meu grande defeito e é, ao mesmo tempo, minha grande qualidade. Não posso e não consigo acender uma vela para Deus e outra para o diabo. Eu tomo um partido, faço escolhas, não fico em cima do muro, tampouco cozinho pessoas em “banho maria”. Tenho medo das consequências sim, pois sou humana, mas quanto a isso tem mais a ver com TPM ou ansiedade. O que quero dizer é que se alguém compartilha certa intensidade de sentimentos e atitudes comigo, não posso aceitar que essa mesma intensidade de sentimentos e atitudes seja compartilhada com outros, é daí que vem o exemplo das duas velas (uma para Deus e outra para o diabo, mesmo que nessa situação eu seja o diabo). Sendo assim, entendo que o que me é oferecido não é verdadeiro, pois é comum e oferecido de forma semelhante a outros. O fato é que se eu passar pela vida de alguém para ficar, não quero exclusividade, não exijo tanto, apenas quero que o que é oferecido a mim seja exclusivo. Confesso que até me sinto lisonjeada, pois o fato de ensinar às pessoas a não ser como eu acaba sendo um elogio, tenho muita coisa em mim que eu mesma gostaria de modificar em todos os aspectos, o problema mesmo são aquelas pessoas que passam pela vida das outras e não ensinam NADA!

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Tempo não é apenas envelhecer

Posted by Blogueira on 14:47 in , ,

Hoje posso ver melhor o que o tempo me trouxe. Deixou algumas saudades para trás. Cicatrizou feridas e abriu novas. Quebrou alguns medos (nem todos). As reclamações mudaram e os agradecimentos também. Novos afetos e desafetos surgiram. Certos desafetos viraram fumaça perdida nas nuvens assim como alguns afetos. Certos bloqueios viraram muralhas, mas certas muralhas foram demolidas. Novos acontecimentos surgiram e outros deixaram de fazer sentido. Quando percebi essas e tantas outras perspectivas e demolições, percebi que nada mudou embora tudo tenha mudado.

Os anseios e sonhos serão sempre os mesmos, mas não serão pelos mesmos motivos. É circular, mas não em torno das mesmas razões, até por que o ser humano é circular, o mundo é circular. Estamos sempre dando voltas em torno de nós mesmos, é uma busca sem fim, pois o ponto de partida e de chegada não segue em linha reta.

Tempo não é apenas envelhecer, é também continuidade e, continuidade, é vida. E viver é existir. E existir é ter um papel no mundo, seja ele qual for. Tempo é dor e alegria. É medo e coragem. É verdade e mentira. Não existe fórmula mágica para ser humana, nem exata, pois as fórmulas, muitas vezes, são desencontradas e os resultados inesperados. Entretanto, nada é inexpressivo, pois tudo teve uma razão universal para acontecer. As coincidências e semelhanças serão a única explicação cabível do amor ao ódio. E, enquanto tempo houver, eu serei temporal assim como as nuvens que prometem chuva e vão embora sem cumprir a promessa.

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Prosseguir é mais fácil

Posted by Blogueira on 22:11 in ,



Desistir não é uma escolha, embora a maioria esmagadora das pessoas pense que é. Mas não vou discutir o que é certo ou errado, não que eu não acredite que esteja certa, ao contrário. Desistir envolve muito mais do que vontade, às vezes é uma questão de honra, outras, uma questão de não haver outra opção e, sem opções, não há escolhas.

Após a desistência surge aquela palavra que tanto me amedronta: recomeçar. Mas, como sempre digo: Que desânimo! Recomeçar é começar de novo. É o mesmo que colocar uma criança que já sabe ler mais uma vez no maternal. Com certeza, essa criança se frustrará, com certeza se desiludirá com a escola, e repetir aquilo que ela já sabe fará com que ela não queira mais ver o que ela, outrora, já havia visto. Frustrante isso!

Inventei agora outra forma para levar a vida, pode, em um primeiro instante, parecer semelhante a recomeçar. No entanto, em uma análise um pouco mais atenta, é algo, totalmente, diferente: prosseguir é a palavra! Enquanto recomeçar é começar de novo, prosseguir é continuar aquilo que se havia começado. Não importa o que vier, é uma sequência e, toda sequência, seja ela errada ou não é a continuidade de um caminho, e, não, refazer o caminho. A ideia de refazer me cansa. A ideia de recomeçar pode até soar mais romântica... Algo que não sou perante a vida.

Quando penso em prosseguir, penso em novas oportunidades. Quando penso em recomeçar, penso em começar tudo de novo. Prosseguir é mais fácil, embora exista muito caminho errado para seguir. Não há fórmula de conduta correta, e nada pode garantir se prosseguir me blindará de sofrer. Não há cápsula protetora. Mas há uma vantagem: cada vez que se dá um passo à frente é uma nova pessoa caminhando e não a mesma que refaria um mesmo caminho ao recomeçar. Não estou blindada às tristezas, mas os mesmos causadores das minhas tristezas passadas estão atrás de mim, já que eu estou um passo à frente.


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Caindo na real e Meus novos posts

Posted by Blogueira on 21:17 in ,



Sei que estou ficando chata reclamando da profissão nos textinhos deste blog. Sendo assim, evitarei fazê-lo, pois minha meta é mudar de profissão. Tenho medo daquilo em que vou me transformar, pois não me imagino nessa área até sessenta e poucos anos: O medo de ficar louca me invade! Em tão pouco tempo, minha voz não é mais a mesma, tão pouco meu ouvido, que dirá daqui a trinta anos? A área do bacharelado também não me apetece, revisor lê muitos textos chatos! E ler coisas chatas só não é pior do que interferir nelas e convencer o autor de que isto ou aquilo não “tá legal”. “Eita trem” cansativo! Ainda não sei direito se vou abrir um negócio ou mudar, radicalmente, de carreira universitária. Como há um longo caminho a seguir, vou “segurar as pontas”, porque sei que ainda dá.
Algum tempo atrás comecei a, realmente, pensar em abrir mão do sonho de escrever um livro. Toda vez que tento escrever um conto, percebo que não há trabalho duro (de escrever) que faça eu me tornar uma escritora de verdade. Um Romance? Haja fôlego para uma narrativa longa. Poemas? Nunca será a “minha praia”. Outro fator a considerar é que me contradigo muito, como a maioria, mas um bom autor não pode se contradizer. Uma coisa é escrever num blog (que não é lá uma maravilha) outra coisa é escrever um livro, ou melhor, um bom livro. A maturidade está me fazendo perceber e entender, pena que não ocorre com todo mundo.
Analisando meus textos anteriores, pude perceber que estou passando uma imagem de carrancuda e pessimista. Não sei se eu sou mesmo, pelo menos devo ter autocrítica para admitir que, no blog, parece. Vou tentar escrever sobre temas mais otimistas e mais suaves. Quem sabe assim as pessoas que me odeiam não param de achar que estou sempre escrevendo e pensando nelas? Vai ser difícil, pois “tem muito Nókia se achando iPhone” (risos), vi essa frase no Twitter hoje e achei o máximo. E, por falar em Twitter, decidi trancar o meu para evitar que pessoas que não me seguem fiquem deixando comentários imbecis por lá. Então, se quiser ler meus ‘desabafômetros’ e comentar, que me siga! (e eu até sigo de volta) Também modero meus comentários do blog, não porque tenho medo de críticas, mas porque, em minha opinião, uma coisa é criticar, outra é interferir no texto de alguém como se estivesse revisando ou analisando como se fosse um famoso crítico de alguma revista. Uma coisa é comentar, outra é achar que entende mais do que o outro em determinado assunto.
Estou caindo na real, não é tarde para isso. As pessoas podem até achar que os assuntos estão meio desconectados neste texto, mas adoro divagar e, para ser sincera, eu sou meio desconectada mesmo. 


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Então, não me rotule!

Posted by Blogueira on 22:51 in , ,

O sistema me rotula como professora disso ou daquilo, mas na hora “H” tenho que ser (rotuladamente) educadora? Não me importo em ser educadora, embora eu pense que essa tarefa é da família, não minha. Ora, minha forma de educar é diferente da forma de educar dos pais dos alunos. Ou me deixa educar do meu jeito ou, então, não me rotule!
Uma das frases que sempre adorava recitar nos trabalhos de faculdade era “Professor é profissão. Educador é vocação”. Mas hoje, na lida, não sou vocacional, sou impulsionada. Sendo assim, sou profissional. O que me impulsiona são as contas do fim de mês, os poucos planos para o futuro, o crescimento na carreira? Qual? A única forma de melhorar um pouquinho o salário é me tornando vice-diretora ou diretora, algo que jamais esteve ou estará nos meus planos (não nasci para cargos de comando). Não gosto de coordenar ou controlar uma situação e, mesmo que gostasse, vejo a forma de crescimento profissional na área educacional como uma fuga da sala de aula, não há outra forma. Por que eu não pensei nisso antes? (risos)
Conheci uma professora muito amargurada com a carreira, eu sei que não sou assim e jamais serei. Muitas coisas não me agradam, mas não vou passar a vida me lamentando, nem vou assumir posturas que não fazem parte da minha personalidade. Por exemplo, para organizar uma feira de cultura, o vice-diretor disse que quem vai ficar com o “trabalhão” mesmo é o professor e, não, os alunos. Então, qual o propósito da feira, já que os alunos não terão trabalho e, sim, os professores? Fazer uma feira por fazer? Aí surge aquele discurso: “vocês são educadores”. Uai, eu não era professora? Na verdade, essa função de professora só surge na hora dos servicinhos burocráticos e, é claro, na hora do pagamento! Sim, acredito que os professores têm que ser criativos para, assim, estimular a criatividade dos alunos, mas não para criar no lugar dos alunos.
Não estou decepcionada, não é essa a palavra. Estou apenas, tremendamente, desconectada com algumas funções a mim impostas. Sou humana, não sou máquina. Estou contrariada, mas, infelizmente, minha contrariedade, apenas irá dificultar o trabalho a ser feito. 




 Quero recomendar dois filmes interessantes: “Entre os muros da escola”: um documentário francês que mostra a rotina de um professor dentro de sala de aula. Na época em que assisti ao filme, achei terrível a rotina do professor. Atualmente, diante da minha realidade, acho que é bem melhor dar aulas na França do que aqui. O segundo filme é “Verônica” (um filme nacional), que narra a saga de uma professora heroína, a qual passa por cima de tudo e todos para salvar a vida de um de seus alunos. O filme é um caramelo na boca daqueles que ainda veem a profissão de professor como algo compensador. Ah, e boa sorte para todos os futuros espectadores dos filmes, pois, com certeza, quem se interessar em assistir deve ter algum interesse em lecionar. Então, boa sorte antecipada!

Imagens: Google


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