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Concorrência

Posted by Blogueira on 10:55 in , ,

As instituições escolares particulares agora inventaram uma nova: ‘vaga para monitores’. Tenho que ter o diploma universitário para concorrer a uma vaga de trinta (30) horas semanais e para ganhar seiscentos e vinte e dois reais (R$622,00), ou seja, um salário mínimo. Dia desses, fui concorrer a uma dessas vagas, nem sei por que o fiz, pois ganho mil e trezentos (R$1.300,00) para trabalhar vinte e quatro (24) horas semanais. Não tenho o menor problema em falar valores, principalmente quando quero falar mal dessas concorrências. Voltando ao assunto, no dia em que fui concorrer a essa vaga, fiz uma prova, depois de uma semana a psicóloga me ligou para participar de uma dinâmica. Chegando lá, conheci pessoas que tinham mestrado e estavam disputando a vaga como urubus em cima da carniça, algo que não faz o meu perfil. Tive vontade de ir embora, primeiro porque eu já estava desanimada da vaga e segundo porque eu detesto disputar algo como se fosse a conquista da minha vida, sendo que não fazia muita diferença para mim. Às vezes, fico imaginando o quê os psicólogos avaliam nessas dinâmicas, porque, sempre que eu participo delas, ou não faço o perfil ou nem me dão resposta depois. Não acho que em um ‘joguinho’ dinâmico possam avaliar a profissional que eu sou dentro de uma empresa, meu caráter e como eu interajo com meus alunos. Enfim... como sempre, não me deram resposta sobre a vaga. Pode parecer desdém para quem não me conhece, mas achei foi bom.
Outro dia, participei de uma prova (que mais parecia um vestibular) para monitor em um colégio superfamoso por aqui. Uma semana depois, me convidaram para conversar com o coordenador de Literatura do colégio. Chegando lá, ele me deu dois textos muito bem escritos de alunos e pediu para que eu os avaliasse e, de acordo com a minha avaliação, desse a nota. Sendo assim, dei o meu parecer sobre o texto e minha nota. Ele me disse que concordava com tudo o que eu havia dito sobre o texto, mas que achava que eu tinha sido benevolente demais com a nota. Se ele concordava com o que eu havia dito sobre o texto, deveria ter concordado com a nota, pois ela estava de acordo com o bom texto que eu havia lido. Não preciso nem dizer que não fiquei com a vaga, não é mesmo? (risos) Pelo menos dessa vez não tinha uma psicóloga com ‘cara de cu’ avaliando minha postura, minhas roupas e a forma como eu converso. Aliás, em um colégio particular que trabalhei como estagiária, a psicóloga cortou o acento da palavra ‘diário’ do meu ‘diário de bordo’. Será que ela acha que ‘diário’ não tem acento? Vai saber... (risos)
Devo dizer que não gosto de estudar, não condeno os alunos. Gosto de ler e, se eu pudesse, passaria minha vida lendo Literatura. Odeio ser avaliada ou testada. Nunca gostei da escola, sou péssima em Matemática, Química e Física. Agora, se eu quiser ganhar um pouco mais, tenho que encarar essa ‘onda’ de concursos públicos. Mas, devo afirmar, sou uma péssima concurseira. Ontem mesmo, dormi ouvindo em Mp3 uma matéria muito chata do concurso da Polícia Federal, já até sei que não vou passar, pois ou eu estou sempre com preguiça para ler as matérias ou estou animada e durmo quando começo a ler. O que vai acontecer é eu gastar cento e vinte e cinco reais (R$125,00) da inscrição, uma das mais caras, por sinal. Mas a esperança é a última que morre e a concorrência é até pouca, pois dos milhares que fazem um concurso, poucos sabem que ‘diário’ tem acento agudo no A. (risos)


Imagem: GettyImage (Image Bank)

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A magia da leitura

Posted by Blogueira on 11:38 in ,

A leitura é um processo interativo, em que o sentido de um determinado texto é construído pelo leitor a partir de seus conhecimentos prévios. Pode-se dizer que esses conhecimentos englobam conhecimentos linguísticos, textuais e de mundo. Este último abarca a vivência do leitor. Portanto, o leitor faz um esforço inconsciente para compreender um texto. Com isso, quero afirmar que a relação autor/leitor é provocada pelo objetivo ou interesse do leitor pelo texto que pretende ler. Sendo assim, o autor é aquele que detém a palavra e o leitor precisa “se deixar levar” pelo texto para que possa, assim, fazer um reconhecimento global do texto que possui em mãos. Será que alguém ainda duvida que leitura é algo mágico?



Imagem: (Google)


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Argumentos Fracos

Posted by Blogueira on 20:09 in


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Estava eu, sentada e quieta, no fundo da sala (como de costume). A professora mostrava uma proposta de redação de uma faculdade, que era mais ou menos assim: “Redigir uma carta em que o funcionário justifique não poder ir para o interior assumir uma filial da empresa em que trabalha, após, em outras ocasiões, ter dito que, se a empresa algum dia precisasse, ele teria disponibilidade para tal. Sendo assim, o que o candidato ao vestibular deveria fazer era justificar o fato de não poder ir para o interior, alegando um bom motivo, é claro”. Daí, ela mostrou o texto do candidato, que justificou a sua não ida para o interior alegando estar apaixonado e ter-se envolvido com uma mulher com a qual pretendia investir na relação. Particularmente, eu achei a forma de argumentação muito fraca, não que o motivo não fosse importante (para o sujeito da carta). A professora então nos pediu que avaliando apenas a argumentação que nota daríamos à redação, desprezando a Gramática Normativa, então ela perguntou: “Quem dá 10?” Alguns, iludidos com o amor e desprezando as boas formas de argumentação, levantaram a mão, então a professora foi perguntando até chegar na nota que eu daria, que era um simplório 6. Eu, juntamente com mais duas pessoas coerentes, levantei a mão, porque, de fato, os argumentos eram fracos. Uma "colega" disse: “Só gente mal amada!” Então eu disse: Mal amada ou não, os argumentos são fracos e me desculpe, contra argumentos fracos não há argumentos. Outro "sujeito" me acusou: “Você não acredita no amor!” Eu contra argumentei: Acredito! Mas os argumentos são fracos, e eu não estou julgando o direito do cidadão de amar, e, sim, uma redação com argumentos fracos. 'Ainda bem’ que foi apenas uma discussão paralela e que a professora não ouviu, mas teria me dado razão como pude perceber com o que ela explicou sobre ARGUMENTAÇÃO. Você, querido leitor, deve estar aí se perguntando: E daí? E eu respondo: Não basta amar, é preciso bons argumentos.
(Texto produzido em 2009)

(Imagem: Google)

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