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Uma “passadinha” pela minha manhã e algumas bobagens...

Posted by Blogueira on 17:06 in , , , ,
Ter um blog parado como o meu é, realmente um tédio, mas hoje, pela manhã, descobri algo mais entediante: Um cara que mal conhece o Brasil estava dando uma aula sobre Londres para, justamente, um outro cara que morou em Londres por dez anos. Eu posso fazer ideia de como foi chato ouvir tudo que na verdade não era nada de alguém que não fazia a mínima noção do que é morar em Londres. Enfim, às vezes penso que a necessidade de as pessoas falarem é tanta que acabam perdendo o senso do ridículo. Mas... graças a Deus sei discernir quando devo abrir minha boquinha para vomitar assuntos que não sei. Ou que apenas não sei tão bem quanto outra pessoa pode saber. Essa breve passagem foi a parte mais engraçada e ridícula da manhã de hoje (05/10/15).                

 A primeira bobagem do texto de hoje vai para o fato de eu ter descoberto que prefiro trabalhar com crianças que com jovens. Considero criança a faixa etária até 12 aninhos de idade. Apesar de a Organização Mundial de Saúde considerar adolescentes crianças de 10 anos, eu não, não mesmo! Não queria cair no clichê de dizer que a juventude está perdida. Mas é isso. A questão é que, mesmo não crendo em mudanças, acho possível (daqui a 100 anos ou mais), desde que alguém queira colocá-las em prática. Apenas acho, ou melhor, tenho certeza, que não conheci heróis par fazer o que deve ser feito. Estou cansada dos jovens, dos questionamentos idiotas que não contribuem para a vida deles, tão pouco para a minha. Cheguei à conclusão que está cada dia mais difícil passar em um concurso público com todo o desânimo que tenho quando o assunto é estudar matérias de concursos. Sendo assim, decidi tentar trabalhar em uma escola mais perto de casa. De forma que eu vá até caminhando, se for possível. Tal fato não significa que me entreguei ao meu destino banal de “professorinha” mal sucedida. Apenas decidi me estressar o mínimo possível, apesar de que está complicado, por causa dos seres que tenho tentado ministrar aulas. Alguém disse aulas? Bom, na verdade, meu sonho, tem sido tentar dar uma aula ao meio da baderna e vandalismo dentro do qual, de uma forma ou outra, estou inserida.
Minha vida real é chata, né? Portanto, vamos para a segunda bobagem do texto. O que “ando” ouvindo, vendo e lendo? Bom, agarrei na leitura do chatíssimo “Serial Killers Anatomia do Mal”, o livro é cansativo e repetitivo, mas não deixa de ser uma leitura válida, pois fiquei conhecendo alguns serial killers e mais atenta... pois nunca se sabe quem estará ao meu lado, não é mesmo? Quando iniciei a leitura, já sabia que não se tratava de literatura, mas as histórias e os fatos tratados poderiam ser mais dinâmicos, ou seja, menos enrolação. Seria possível explorar as histórias dos assassinos sem ser tão redundante. Que me desculpe Harold Schechter (autor do livro), apesar de chamar muita atenção pela beleza da capa e o assunto, não deixa de ser um livro “muitoooooo...” comercial e só!

Ando ouvindo mais músicas internacionais antigas, mas, recentemente, descobri Adam Lambert e, simplesmente, não consigo tirar o refrão de “Ghost Town” da cabeça. Um belo artista, bom intéprete e tem um pop que valorizei bastante, sem contar que é o novo vocalista do “Queen”. Apesar das críticas, eu gostei da ideia!


Um filme que vi há pouco tempo foi “O substituto” que vem ao encontro do meu momento desestimulante como professora. Professores sonhadores ficariam chocados ao assistí-lo, mas comigo foi bem impactante. Um bom filme! E se algum professor ainda sonha, vai apenas ver mais um filme, espero que não se choquem. Tadinhos...

Tudo o que escrevo, falo e muito do que penso, mas não digo nem sob tortura, faz parte daquilo que provém da minha alma. Mas você sabe, caro leitor, tem sempre alguém para nos contrariar... Uma pena! Mas, quer saber? Tô nem aí!!!



Imagens: Google













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Sobre meus dois últimos filmes e meus dois últimos livros

Posted by Blogueira on 14:27 in , , ,
Não tenho o tempo que gostaria para ler e escrever, e, quando tenho, fico com um pouco de preguiça. Não é sempre, mas ocorre com frequência. Sentir preguiça deve ser natural. Por esse motivo, vou tentar fazer textos que abordem mais de um assunto. No entanto, que sigam uma mesma linha de pensamento, e também textos mais dinâmicos. 
Vamos lá, vi dois filmes com temáticas semelhantes:  Uma Garrafa no Mar de Gaza (Direção: Thierry Binisti) e Além da Fronteira (Direção: Michael Mayer) Ambos são verdadeiras aulas de História, já que mostram um pouco da realidade de Israel e Palestina. Apesar de serem países tão próximos, é muito triste ver como são diferentes em relação à cultura, desenvolvimento, política, enfim, tudo. Uma Garrafa no Mar de Gaza vai tratar da amizade à distância entre dois jovens via internet. Não deixa de ser interessante, mas em muitos momentos é cansativo. Acredito que um filme cansativo tira um pouco do seu valor. Vale a pena em relação a conhecimentos históricos e geográficos. Já Além da Fronteira, apesar do preconceito que predomina quando os protagonistas de um filme são gays, é um filme muito significativo, envolvente e marcante. Esse sim, não perde seu valor em nenhum momento, pois não deixa de ser eletrizante e chocante. Fantástico, eu diria. Ninguém se arrependerá se, por acaso, assistir aos filmes. Afinal, filmes nunca são demais!
Sobre os meus dois últimos livros, o que tenho a dizer é que nenhum deles tem a ver com meu estilo de leitura. Apesar de que um deles não é um livro para ler apenas uma vez na vida: A Arte da Guerra (Sun Tzu)! Sempre protelei a leitura, não sei bem por que, já que sempre quis lê-lo. O livro não decepciona, é, realmente, uma arma nas mãos de quem sabe usar, pois trata de estratégias que, no meu ponto de vista, podem e devem ser aplicadas a qualquer situação da vida. Por isso, acredito que ele se pareça mais um manual de como fazer qualquer coisa dar certo do que um livro, propriamente dito. O meu último livro foi uma grande perda de tempo: Desvendando os segredos da linguagem corporal (Allan & Barbara Pease), um manual também! Mas um manual chato e difícil de seguir. Afinal, quem fica analisando os outros ou se analisando o tempo todo? Algumas condutas eu nem concordo, acho que são perda de tempo, tanto para aplicá-las como para tentar desvendá-las. Não recomendo a leitura para que ninguém perca tempo. Tempo é algo tão raro hoje em dia, vou tentar não perder o meu com leituras ruins.

  

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Palavra transparente - God not is Dead e sua única perspectiva!

Posted by Blogueira on 11:11 in
Não sei por qual motivo decidi assistir God not is Dead (Deus não está Morto). Não sei se li em algum site que era um filme bom ou se alguém me indicou. Não lembro mesmo o motivo que me levou a perder uma hora e cinquenta minutos na frente da TV.
O nome é, certamente, atrativo. Em alguns momentos, o filme gera uma boa discussão, mas um espectador atento não demora muito a perceber que apenas um lado dos argumentadores tem respostas para tudo. Que lado é esse? O cristão, claro.
O filme é uma tentativa de evangelização que nada mais faz do que impor os seus conceitos para aqueles que “ousam” discordar. Não passa de um método bem utilizado (por ser um filme bem produzido) para evangelizar ou fazer aqueles que são evangelizados darem total razão a tudo o que é exposto.
O filme mostra quatro pontos de vista: ateísmo, teísmo (através de outras religiões), agnosticismo e cristianismo. Exceto o cristianismo, todas são mal representadas e apresentam um discurso fraquíssimo. Ou seja, o filme molda o roteiro de acordo com o público: crentes... em Jesus. Fica clara a ideia de que qualquer outro tipo de crença não basta. O único caminho é seguir a Cristo! Dessa forma, toda boa produção do filme vai “por água abaixo”, pois a discussão não é imparcial, portanto, injusta!
Acredito que seja um bom filme para os crentes... em Jesus e que não tenham uma visão ampla e questionadora. Mas um assunto tão amplo como a fé, não pode ser reduzido apenas a uma perspectiva.



Obs: Sou cristã! Mas sou justa em minhas avaliações. ;)

#Filmefraco
#Godnotisdeadpoderiasermelhor
#Fésemquestionamentoéduvidosaouburra




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Filme "21 gramas"

Posted by Blogueira on 21:20 in

[Não contém spoiler]


O filme “21 gramas” é uma grata surpresa para quem gosta de filmes 'cult'. Vários fatores contribuem para que o espectador saia extasiado da frente da tela. Muitos elementos do mesmo me fascinaram, e não sei dizer o que mais me provocou.
Pensando, friamente, sobre o enredo, eu poderia dizer que se trata de três personagens com os destinos cruzados por uma tragédia. Mas a não-linearidade com que os fatos ocorrem faz com que não se possa piscar os olhos diante do que é exposto.
Inquietante, mas envolvente. Avassalador, mas reflexivo. Com certeza, “21 gramas” é o filme certo para qualquer pessoa atenta à banalidade da vida e às tragédias projetadas por ela (a vida). O título do mesmo é uma curiosidade relevante, já que se trata de uma licença poética referente ao peso da alma que sai do corpo após a morte de um indivíduo (hipótese, cientificamente, rejeitada).

Posso afirmar, sem dúvidas, que “21 gramas” é um filme feito para pessoas atentas e ao mesmo tempo reflexivas. Estou certa de que um acontecimento pode mudar e transformar a vida de várias pessoas. O destino interliga vidas, traçado ou não, é a única forma de interligar as pessoas.




Gênero: Drama
Direção: Alejandro González Iñárritu
Roteiro: Guillermo Arriaga
Elenco: Anastasia Herin, Annie Corley, Antef A. Harris, Arita Trahan, Arron Shiver, Barclay Roberts, Benicio Del Toro, Carlo Alban, Carly Nahon, Catherine Dent, Charlie B. Brown, Charlotte Gainsbourg, Claire Pakis, Clea DuVall, Danny Huston, David Chattam, Denis O'Hare, Dorothy Armstrong-Miles, Eddie Marsan, Hai Quang Tran, Jeff Schmidt, Jennifer Pfalzgraff, Jerry Chipman, John Boyd West, John Rubinstein, Juan Corrigan, Keith Lamont Johnson, Kevin Chapman, Lew Temple, Lisa Sanchez, Loyd Keith Salter, Marc Musso, Melissa Leo, Michael Finnell, Naomi Watts, Nick Nichols, Pamela Blair, Paul Calderon, Randall Hartzog, Roberto Medina, Rodney Ingle,Sean Penn, Sharon Bishop, Stephen Bridgewater, Teresa Delgado, Tom Irwin, Tony Guyton, Tony Vaughn, Trent Dee, Tricia Branch, Verda Davenport, Wayne E. Beech Jr.
Produção: Alejandro González Iñárritu, Robert Salerno
Fotografia: Rodrigo Prieto
Trilha Sonora: Gustavo Santaolalla
Duração: 125 min.
Ano: 2003
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estúdio: Mediana Productions Filmgesellschaft / This Is That Productions / Y Productions

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Trecho do filme "O pequeno príncipe" e breve comentário

Posted by Blogueira on 23:23 in , ,




Uma das frases mais famosas do livro "O pequeno príncipe" é: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". Bom, há muito tempo não me sinto cativada, então, como no mesmo livro há também a frase: "Você atrai aquilo que transmite", decidi rever meu comportamento.


Não sou um poço de candura, mas não trato ninguém com desrespeito ou indelicadeza, o problema é esperar que alguém seja capaz de retribuir a sua delicadeza. Ainda assim, percebi que eu estava levando a vida muito a "ferro e fogo", no pior sentido: "bateu, levou". Sendo assim, eu estava tendo um comportamento agressivo, talvez sem necessidade, talvez sem valer a pena. Decidi mudar, decidi ser melhor. Mas cada vez que se tenta ser melhor aparece um novo obstáculo no caminho. Isso cansa um pouco, mas pretendo me esforçar. Quero, verdadeiramente, compreender que "o essencial é invisível aos olhos", não apenas em palavras, mas sentir profundamente.


Não me canso de ver esse trecho do filme, é uma das partes mais lindas do livro também. Fácil compreender, difícil aplicar, difícil ser tão profundo em meio a pessoas tão rasas. Não esperar nada em troca pode, muitas vezes, ser até fácil. Porém, o fato de não haver retribuição ainda me parece assustador. Sou humana. De carne e osso, inclusive.



Ficha técnica do filme completo:

ORIGINAL:The Little Prince (1974)


LIVRO DE:Antoine de Saint-Exupéry
DIRETOR:Stanley Donen
ROTEIRISTA:Alan Jay Lerner

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“O Sonho de Cassandra” e “Match Point”

Posted by Blogueira on 19:51 in , ,
             Disparadamente, os meus filmes favoritos de Woody Allen são "O Sonho de Cassandra" e "Match Point". Primeiro, porque remetem a um dos meus livros favoritos: Crime e Castigo. Segundo, porque são histórias, particularmente, diferentes, mas que remetem à mesma temática.

            "O Sonho de Cassandra" traz à cena dois irmãos que precisam de dinheiro e cometem um crime para conseguir. O conflito central se dá quando um deles não consegue lidar com a situação de ter cometido um crime. Já "Match Point", traça a história de um jovem com recursos parcos que se vê diante de uma paixão avassaladora e da possibilidade de crescer financeiramente em um outro relacionamento estável, mas apagado pela falta de tesão. O jovem comete um crime para resolver sua situação. Enquanto o primeiro possui um final trágico, o segundo apresenta um desenlace questionável do ponto de vista ético.

             Para quem não leu, "Crime Castigo" apresenta ao leitor a história de um jovem atormentado pela própria loucura e que comete um crime: o foco central da narrativa. Dostoieviski é um gênio, absurdamente, diferente. Com certeza, trata-se de um livro possuidor, que paralisa e absorve. Choca e fascina. Espanta e atrai. Confunde e explica. Ou seja, o livro apenas nos mostra o que é Literatura.
            Quem conhece meus textos sabe que não faço resenha, apenas comento. O fato é que não consigo escolher entre um filme e outro. Mas é claro que não quero nem comparar ao livro, pois a ideia de Allen não era adaptar o livro em filme, apenas se inspirar nele, o que é bem diferente, tarefa de mestre, claro! As três histórias têm o mesmo pano de fundo: Culpa? Ambição? Considerar-se acima do bem e do mal? Poder? Ideias conturbadas? Dinheiro? Investigação? Confusão mental? Ao caro leitor, convido assistir e ler, criando, assim, suas próprias expectativas e tirando suas próprias conclusões.





Imagens: Google


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Então, não me rotule!

Posted by Blogueira on 22:51 in , ,

O sistema me rotula como professora disso ou daquilo, mas na hora “H” tenho que ser (rotuladamente) educadora? Não me importo em ser educadora, embora eu pense que essa tarefa é da família, não minha. Ora, minha forma de educar é diferente da forma de educar dos pais dos alunos. Ou me deixa educar do meu jeito ou, então, não me rotule!
Uma das frases que sempre adorava recitar nos trabalhos de faculdade era “Professor é profissão. Educador é vocação”. Mas hoje, na lida, não sou vocacional, sou impulsionada. Sendo assim, sou profissional. O que me impulsiona são as contas do fim de mês, os poucos planos para o futuro, o crescimento na carreira? Qual? A única forma de melhorar um pouquinho o salário é me tornando vice-diretora ou diretora, algo que jamais esteve ou estará nos meus planos (não nasci para cargos de comando). Não gosto de coordenar ou controlar uma situação e, mesmo que gostasse, vejo a forma de crescimento profissional na área educacional como uma fuga da sala de aula, não há outra forma. Por que eu não pensei nisso antes? (risos)
Conheci uma professora muito amargurada com a carreira, eu sei que não sou assim e jamais serei. Muitas coisas não me agradam, mas não vou passar a vida me lamentando, nem vou assumir posturas que não fazem parte da minha personalidade. Por exemplo, para organizar uma feira de cultura, o vice-diretor disse que quem vai ficar com o “trabalhão” mesmo é o professor e, não, os alunos. Então, qual o propósito da feira, já que os alunos não terão trabalho e, sim, os professores? Fazer uma feira por fazer? Aí surge aquele discurso: “vocês são educadores”. Uai, eu não era professora? Na verdade, essa função de professora só surge na hora dos servicinhos burocráticos e, é claro, na hora do pagamento! Sim, acredito que os professores têm que ser criativos para, assim, estimular a criatividade dos alunos, mas não para criar no lugar dos alunos.
Não estou decepcionada, não é essa a palavra. Estou apenas, tremendamente, desconectada com algumas funções a mim impostas. Sou humana, não sou máquina. Estou contrariada, mas, infelizmente, minha contrariedade, apenas irá dificultar o trabalho a ser feito. 




 Quero recomendar dois filmes interessantes: “Entre os muros da escola”: um documentário francês que mostra a rotina de um professor dentro de sala de aula. Na época em que assisti ao filme, achei terrível a rotina do professor. Atualmente, diante da minha realidade, acho que é bem melhor dar aulas na França do que aqui. O segundo filme é “Verônica” (um filme nacional), que narra a saga de uma professora heroína, a qual passa por cima de tudo e todos para salvar a vida de um de seus alunos. O filme é um caramelo na boca daqueles que ainda veem a profissão de professor como algo compensador. Ah, e boa sorte para todos os futuros espectadores dos filmes, pois, com certeza, quem se interessar em assistir deve ter algum interesse em lecionar. Então, boa sorte antecipada!

Imagens: Google


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“Minhas tardes com Margueritte”

Posted by Blogueira on 19:01 in ,


Eu sou suspeita para falar desse filme, pois adoro os filmes contracenados por Gérard Depardieu, que é um grande ator, com certeza. Entretanto, “Minhas tardes com Margueritte” desperta algo difícil de ser traduzido nos tempos atuais: o amor ao próximo. A partir de uma história, num primeiro olhar, simples, o filme consegue costurar um belo roteiro, digno de lágrimas no final e tudo mais. A simplicidade do contexto consegue tocar fundo.
Germain (Gérard Depardieu) é um homem rústico que tem uma complicada relação com a mãe, a qual começa a apresentar os dolorosos sinais de uma loucura real. A história é bem montada pelo fato de muitas das cenas emocionantes do filme fazerem parte apenas das lembranças do protagonista, que retoma trechos tristes e complicados de sua vida, que foram o que, com certeza, constituíram sua personalidade sofrida e, ao mesmo tempo, grandiosa.
O filme possui profundo diálogo com o mundo da leitura, já que Germain possui enorme dificuldade em montar e dar sentido às frases, até quando conhece Margueritte (Gisèle Casadesus). Uma simpática senhora, voraz e ávida por livros, que apresenta os indícios de uma eminente cegueira e precisa de um leitor para não perder, de fato, o contato com o mundo das letras. É nesse fabuloso encontro que se dá a magia do diálogo entre um homem cheio de amor para dar e uma idosa abandonada num asilo. Ambos têm muito a oferecer um ao outro, e o encontro entre os dois promete grandes surpresas que, é claro, não revelarei.
Outro foco central do filme baseado no livro “La Tête en Friche”, de Marie-Sabine Rogeré é a suposta falta de amor da mãe louca por seu filho de coração enorme. Será mesmo? Tudo fica a critério do espectador. Na minha humilde opinião, todo o conflito é gerado pela incapacidade de conseguir demonstrar os sentimentos. Muitas pessoas têm problemas com isso, sabia? Mas dessa vez não vou me incluir, pois não sou tão amarga assim. Também não posso me esquecer da relação do protagonista com sua namorada. Uma mulher preparada para amá-lo da forma que ele, verdadeiramente, é.
"Minhas tardes com Margaritte" é um filme curto e quando termina a gente sente uma imensa tristeza por ter terminado. Como algo que nos emociona tanto pode ter fim? Também acredito que este tipo de filme é a demonstração de que filmes ‘cult’ podem, sim, atingir um público mais popular, pela fácil assimilação. Mas tem gente que não gosta mesmo, deixa pra lá, né?
Convido o querido leitor a permitir-se mergulhar no universo desse roteiro tão interessante e mágico. Aliás, acredito que tudo que inclui livros é libertador, é arte e, sendo assim, é vida!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Jean Becker
Elenco: Gérard Depardieu, Gisèle Casadesus, Maurane, Patrick Bouchitey, Jean-François Stévenin, François-Xavier Demaison, Claire Maurier, Sophie Guillemin
Produção: Louis Becker
Roteiro: Jean Becker, Jean-Loup Dabadie
Fotografia: Arthur Cloquet
Trilha Sonora: Laurent Voulzy
Duração: 82 min.
Ano: 2010
País: França
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Imovision
Estúdio: ICE3
Classificação: 12 anos

Imagem: Google (Cartaz de divulgação do filme)




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"Romance"

Posted by Blogueira on 13:02 in

Quando assisti ao filme “Romance” com roteiro de Guel Arraes e Jorge Furtado, pensei que fosse só mais um filme brasileiro. Nada contra filmes brasileiros, inclusive costumo prestigiar muito o cinema nacional. Acredito, entretanto, que há muito para evoluir.
Tive uma grata surpresa ao ver “Romance” há uns dois anos ou mais, pois foge à regra, até mesmo pelo nome que se confunde (mistura) ao gênero. Acredito em percepções subjetivas, mas indicá-lo para quem está apaixonado vai cair como luva e garanto a emoção do espectador.
Eu estava apaixonada, mas confusa quando vi o filme. Acho que a paixão confunde. E a confusão de sentimentos é algo também retratado no filme. Indico o filme para quem está confuso em relação ao amor. Vale a pena preparar pipoca, comprar pizza, seja lá o que for. Mas, acima disso, vale a pena se emocionar vendo este brilhante roteiro, que não deixa a desejar em nada, pois, além de tudo, possui também uma sensacional trilha sonora. Caetano Velloso é responsável pela maravilhosa interpretação de “Nosso estranho amor”.
Foi mais um filme visto na faculdade, o auditório estava cheio, pois era dia de “Enfoque Letras” e todos os períodos estavam reunidos no mesmo local. Minha percepção poderia ter sido outra se eu estivesse em casa na minha cama ou no sofá, mas quando se ama qualquer lugar é lugar para se emocionar.

Ao contracenar a peça "Tristão e Isolda" com Ana, Pedro acaba se apaixonando. Mas o namoro deles é afetado pelo posterior sucesso dela na TV, impulsionado pela empresária Fernanda. Além disso, ao gravar um especial de TV, Ana conhece Orlando, um ator por quem se apaixona.

Imagem: Google


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Indicação do Mês

Posted by Blogueira on 16:07 in ,
Durante o mês de janeiro (2011), escrevi alguns textos que estavam, de alguma forma, relacionados a filmes. Entretanto, utilizei-me dos filmes apenas como um pretexto para obordar outras questões. A partir dos comentários que recebi, em relação aos textos, percebi que alguns leitores acreditavam que os textos eram como uma dica para ver os filmes. Sendo assim, decidi indicar o filme"Ensaio sobre a cegueira", que foi aqui (no blog) abordado. Acredito que seja uma ótima forma de reflexão sem se prender a nenhum tipo de autoajuda.

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"O animalzinho que somos..."

Posted by Blogueira on 18:38 in , ,

O livro “Ensaio sobre a cegueira” (José Saramago) encaixa-se, perfeitamente, ao momento que estamos vivendo. Afinal, nós (humanidade) parecemos estar cegos, como diria o IMORTAL Saramago: “Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem.”. Não há nada que possamos afirmar acima desta citação, que está no livro. Quando o li em 2007 fiquei bastante sufocada, porque o livro é sufocante. Ao mesmo tempo, libertador. Complexo? Sim, por que não dizer que a vida é complexa? Todos sabemos disto, mas preferimos as antigas fórmulas para encarar a realidade. Não há nada pior do que viver em uma sociedade desigual e perdida que talvez nunca se encontre. Estamos dentro de uma ficção de Saramago! Estamos assustados e cegos.



Tempos depois, aparece Fernando Meirelles e nos aterroriza com o filme, que é uma leitura do grande diretor em relação ao livro. Mas bem que poderia ser o próprio livro a se transfigurar em nossa frente e, assim, ficamos paralisados diante a realidade nua e crua daquilo que somos, porque, simplesmente, estamos cegos. Cegos de burrice, cegos de falta de compaixão, cegos de desamor, cegos de atos e omissões, cegos de inveja e cobiça. Nada mais que cegos, cegados por nossas próprias atitudes.
Recomendo livro e filme com a falta de entusiasmo de quem assiste de camarote à própria destruição. Destruição toda nossa, pois fazemos parte da mesma humanidade cega!


“Mas quando a aflição aperta, quando o corpo se nos desmanda de dor e angústia, então é que se vê o animalzinho que somos.” (Saramago)







(Imagens: Google)

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