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Ninguém tem uma gramática normativa na cabeça

Posted by Blogueira on 11:23 in ,
Outro dia, eu disse a frase: “não emagreci uma grama”, um certo senhor me corrigiu: “Não é uma grama, é um grama”. Contra-argumentei: “O senhor quer que eu fale todos os erros gramaticais normativos que cometeu durante nossa prosa?” Parece-me estranho, mas as pessoas pensam que apenas uma ou outra palavra do que se diz é certa ou errada. Na verdade, se formos analisar tudo o que dizemos, encontraremos mais erros do que acertos (em termos gramaticais). Afinal, a oralidade é, completamente, diferente da escrita por inúmeros fatores, um deles e eu diria, o principal deles, é o pensamento. Como eu acredito que pensar seja automático, não vejo certo e errado na fala. Portanto, falo do jeito que eu quiser!
Às vezes, me sinto forçada a falar melhor devido à cobrança que cerca uma professora de Língua Portuguesa, mas, na linguagem coloquial e cotidiana, vejo tal atitude como enorme deselegância. Então, só para contrariar, continuarei dizendo “uma grama”. Caros leitores, não me entendam mal! Não estou afirmando que falar “nóis foi” ou “nóis vai” seja correto ou elegante. O que estou tentando expor é a ideia de que o, verdadeiramente, correto, na oralidade, me parece impossível, até mesmo pelo fato de a Língua Portuguesa ser uma das mais difíceis do mundo.
Queria que as pessoas pensassem de forma mais aberta... Falar em erros gramaticais durante a fala é algo inviável. O pensamento é fugaz e a fala apenas tenta acompanhá-lo e, de certa forma, reproduzi-lo. É melhor pensar mais, antes de sair corrigindo quem a gente pensa que não entende de determinado assunto. Ou antes de tentar chamar alguém para um duelo gramático normativo. Não sou competitiva, mas, se me chamar para o debate, eu vou, e é bom tomar cuidado, bagagem eu tenho cada dia mais.


Forte abraço, e boas leituras!

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Conscientização sobre nossa insignificância

Posted by Blogueira on 20:54 in ,
Por mais que digam o contrário, autores escrevem para serem lidos. Querendo ou não, todas as pessoas agem assim. Sei que não sou lida por quase ninguém. Mas seria muita arrogância pressupor que aquilo que escrevo merece ser lido ou compartilhado por alguém. Às vezes, somos muito arrogantes em nossas atitudes. Pensamos que somos melhores. É sem querer e automático. De toda forma, sem perceber, imaginamos que somos superiores e não somos! Ninguém é. O final de todos é a vala, o que falta é consciência sobre tal.

Sendo assim, quero falar sobre a total consciência de nossa insignificância, consciência essa que não temos. Quando digo insignificância, quero dizer insignificância humana. Nossos atos têm valor, mas o valor de nossos atos não pode ser maior do que o que de fato representam. Insisto sempre na ideia do ego. Como nosso ego é elevado... e, essa elevação do ego, vem da origem equivocada de uma importância superestimada. Ou seja, nos acreditamos importantes demais!

Sempre sinto ou pressinto que se eliminarmos um pouco da nossa vaidade, seremos pessoas melhores. Sei que não falo apenas por mim, mas por todas as pessoas. Afinal, temos sempre que crescer. Temos que procurar evoluir de alguma maneira. Ir para frente significa evolução, mas ir para frente pressupõe atitudes melhores. No entanto, é muito difícil agir de maneira mais evoluída. Requer trabalho, requer um exercício diário de mudança de comportamento. Tentemos!

Conscientização sobre nossa insignificância é a chave para um caminho melhor. Convido a todos e a mim mesma a nos olharmos no espelho. A tentarmos enxergar quem, de fato, somos. Também convido a imaginarmos ou idealizarmos quem podemos ser. Toda mudança é possível, acredito. Mas exige esforço e, esforço, é uma atitude que deve ser sempre observada e bem administrada. Esforçamo-nos para inúmeras questões em nossa vida. Esforcemo-nos, então, pela nossa evolução diária enquanto criaturas humanas.



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Braços cruzados (06/11/15)

Posted by Blogueira on 22:10 in ,
Estou de braços cruzados, confesso! Quero a mudança, mas a mudança não vem. Então, permaneço paralisada como uma estátua que não se move ou como alguém que afunda em areia movediça. De repente, me dei conta de que a vida é a permanência da insistência. Não estou insistindo nem tentando, não estou mudando nada o que deveria e poderia. Assisto à tragédia de mim mesma. Assisto minha própria dor. Querer é poder desde que os braços não fiquem cruzados. E os meus braços permanecem, além de cruzados, atados. Ataduras que não quero remover. Não quero ou não consigo? Irremovíveis! Sou irremediável?!?



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Conheço poucas pessoas humildes

Posted by Blogueira on 17:58 in ,
Uma das atitudes que mais me encantam no ser humano é a humildade (não estou falando em termos financeiros). Mas é engraçado, pois não me considero uma pessoa humilde. Infelizmente, conheço poucas pessoas humildes... A maior representação da humildade me vem da ideia de que uma pessoa humilde não sabe que é humilde. A humildade não está relacionada a uma tentativa nem à prática, é algo intrínseco.

Aquele que é humilde nada se parece com um ser inferior. Ao contrário, um ser humilde demonstra, sem perceber, enorme grandeza perante os demais, pois sua conduta permite alcançar o que quase ninguém consegue: a superioridade espiritual (ou seja lá o nome que se dê àquilo que não podemos ver, apenas sentir). Enquanto os demais se matam investindo numa queda de braço sem fim para se tornarem, superiormente, reconhecidos, os humildes apenas vivem suas vidas de forma a reconhecerem suas limitações.

Estamos sempre presos nas estatísticas daquilo que seremos ou daquilo que somos. Mas nunca sabemos onde estamos indo e até aonde vamos chegar, já que a vida não oferece garantias, apenas surpresas agradáveis ou não. Eu sempre busco por pessoas humildes, pois elas sempre me acrescentam mais do que qualquer livro, filme ou viagem. Na verdade, é uma tremenda viagem estar próximo de uma pessoa humilde. Mas são raras, difíceis de encontrar. A maioria de nós, espécie humana, já tem o ego virado e revirado e somos, praticamente, incapazes de modificar nossa essência.

Com minhas breves palavras não pretendi dizer que uma pessoa humilde é perfeita. O que me parece é que uma pessoa humilde se reconhece imperfeita, limitada e finita. Parece-me estranho, mas nos esquecemos, na maior parte do tempo, de que somos finitos. De que tudo é passageiro. De que nosso tempo é limitado e que, querendo ou não, um dia teremos nossos egos esmagados. Um dia não seremos mais lembrados e pouco importará quem fomos o que possuímos durante nossa breve existência.




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Uma “passadinha” pela minha manhã e algumas bobagens...

Posted by Blogueira on 17:06 in , , , ,
Ter um blog parado como o meu é, realmente um tédio, mas hoje, pela manhã, descobri algo mais entediante: Um cara que mal conhece o Brasil estava dando uma aula sobre Londres para, justamente, um outro cara que morou em Londres por dez anos. Eu posso fazer ideia de como foi chato ouvir tudo que na verdade não era nada de alguém que não fazia a mínima noção do que é morar em Londres. Enfim, às vezes penso que a necessidade de as pessoas falarem é tanta que acabam perdendo o senso do ridículo. Mas... graças a Deus sei discernir quando devo abrir minha boquinha para vomitar assuntos que não sei. Ou que apenas não sei tão bem quanto outra pessoa pode saber. Essa breve passagem foi a parte mais engraçada e ridícula da manhã de hoje (05/10/15).                

 A primeira bobagem do texto de hoje vai para o fato de eu ter descoberto que prefiro trabalhar com crianças que com jovens. Considero criança a faixa etária até 12 aninhos de idade. Apesar de a Organização Mundial de Saúde considerar adolescentes crianças de 10 anos, eu não, não mesmo! Não queria cair no clichê de dizer que a juventude está perdida. Mas é isso. A questão é que, mesmo não crendo em mudanças, acho possível (daqui a 100 anos ou mais), desde que alguém queira colocá-las em prática. Apenas acho, ou melhor, tenho certeza, que não conheci heróis par fazer o que deve ser feito. Estou cansada dos jovens, dos questionamentos idiotas que não contribuem para a vida deles, tão pouco para a minha. Cheguei à conclusão que está cada dia mais difícil passar em um concurso público com todo o desânimo que tenho quando o assunto é estudar matérias de concursos. Sendo assim, decidi tentar trabalhar em uma escola mais perto de casa. De forma que eu vá até caminhando, se for possível. Tal fato não significa que me entreguei ao meu destino banal de “professorinha” mal sucedida. Apenas decidi me estressar o mínimo possível, apesar de que está complicado, por causa dos seres que tenho tentado ministrar aulas. Alguém disse aulas? Bom, na verdade, meu sonho, tem sido tentar dar uma aula ao meio da baderna e vandalismo dentro do qual, de uma forma ou outra, estou inserida.
Minha vida real é chata, né? Portanto, vamos para a segunda bobagem do texto. O que “ando” ouvindo, vendo e lendo? Bom, agarrei na leitura do chatíssimo “Serial Killers Anatomia do Mal”, o livro é cansativo e repetitivo, mas não deixa de ser uma leitura válida, pois fiquei conhecendo alguns serial killers e mais atenta... pois nunca se sabe quem estará ao meu lado, não é mesmo? Quando iniciei a leitura, já sabia que não se tratava de literatura, mas as histórias e os fatos tratados poderiam ser mais dinâmicos, ou seja, menos enrolação. Seria possível explorar as histórias dos assassinos sem ser tão redundante. Que me desculpe Harold Schechter (autor do livro), apesar de chamar muita atenção pela beleza da capa e o assunto, não deixa de ser um livro “muitoooooo...” comercial e só!

Ando ouvindo mais músicas internacionais antigas, mas, recentemente, descobri Adam Lambert e, simplesmente, não consigo tirar o refrão de “Ghost Town” da cabeça. Um belo artista, bom intéprete e tem um pop que valorizei bastante, sem contar que é o novo vocalista do “Queen”. Apesar das críticas, eu gostei da ideia!


Um filme que vi há pouco tempo foi “O substituto” que vem ao encontro do meu momento desestimulante como professora. Professores sonhadores ficariam chocados ao assistí-lo, mas comigo foi bem impactante. Um bom filme! E se algum professor ainda sonha, vai apenas ver mais um filme, espero que não se choquem. Tadinhos...

Tudo o que escrevo, falo e muito do que penso, mas não digo nem sob tortura, faz parte daquilo que provém da minha alma. Mas você sabe, caro leitor, tem sempre alguém para nos contrariar... Uma pena! Mas, quer saber? Tô nem aí!!!



Imagens: Google













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Minha gata é diferente!

Posted by Blogueira on 20:09 in
Foi achada na chuva e chorando. Não fui eu quem achou, mas um ser muito especial pediu para que eu ficasse com ela. De início, relutei! Nunca tive um gato antes, apenas cachorros e, além disso, havia quinze anos ou mais que eu não tinha e não estava mais acostumada a bicho nenhum. Alguns dias se passaram e aceitei a ideia, ou melhor, o desafio de gostar de um animal novamente.
Ela começou como todo gatinho, subia em minhas pernas e queria carinho. Às vezes, arranhava de leve, outras vezes, mordia. Parecia-me uma gata normal, mas não era. Com o tempo, foi mudando de comportamento. Tornou-se arredia. Aos três meses (calculados por estimativa) não gosta de colo. Carinho? Só na hora do sono, isso se o sono estiver muito “pesado”. O problema é que sinto vontade de carregá-la a todo momento. Afinal, quem não quer carregar um filhote? Filhote são apaixonantes. Ela é diferente, do nada, sai fugindo. Mas é a gata que não troco por outra. Trocaria de início, hoje não troco mais.
Dia desses, ela adoeceu, fiquei ‘chorosa de morte’. Nem eu entendi por qual motivo fiquei assim. Um gato, apenas? Não! A minha gata! A gata que hoje altera minha rotina e que me fez voltar a brincar, algo que deixei de fazer há muito tempo. Mas o que mais me comove em Mily, sim, Mily é seu nome, é a forma como ela me conhece. Sim, conhece! Se estou triste, Mily me olha com olhar de piedade, tenta me ajudar de alguma forma, fica desajeitada, seu pescoço contorce. Mily, realmente, neste pouco tempo, sabe quando estou triste. Quando estou feliz, Mily pula, Mily corre, Mily quer demonstrar que está como eu: feliz. Não é impressionante?
Vejo que Mily me conhece mais do que as pessoas que convivo, pois quem é que sabe quando estou triste? Quem fica feliz comigo? Pouca gente sabe o que se passa na minha alma. Ou melhor, alguém sabe? Posso estar errada, mas sinto que minha gata se parece comigo. Nunca fui dada a afagos e chamegos, algumas pessoas me acham agressiva e é o que têm dito sobre Mily. Quando ela adoeceu, fomos à veterinária, que me disse que o jeito dela não vai mudar e que eu tenho que respeitar o que ela gosta ou não gosta e eu sei que ela gosta de mim, o que ela não gosta são dos 'amassos de amor' exagerados. Graças ao Deus dos animais amados, Mily está se recuperando bem e meu coração está mais tranquilo, pois voltei a acreditar na pureza, na verdade e no amor. No amor? Ah, ainda não sei... Deixa o tempo dizer.
  






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Mudando sem perceber...

Posted by Blogueira on 23:08 in , ,
Não foi percepção, mas, sim, uma constatação: tudo muda! Talvez fosse melhor dizer que tudo passa, mas quero auto afirmar minha mudança... E como eu mudei! De repente, aquilo que fazia sentido não faz mais, e, aquilo que não tinha o menor sentido, começa a ter todo sentido. Não estou falando de uma mudança ou outra, estou falando de tudo.
Minha vida está, completamente, diferente. Embora eu ainda faça as mesmas atividades de cinco ou dez anos atrás, a minha forma de enxergar e de ser mudou. Ainda me sinto pressionada em várias ocasiões, assim como eu era quando ainda uma jovem adulta, mas, mesmo diante das novas cobranças não tenho me deixado intimidar. Eu sei que as pessoas, muitas vezes, querem que eu seja mais dinâmica, mais produtiva, mais interessante, mais bem sucedida do que eu tenho sido durante meu tempo de existência. Mas não posso mais me deixar levar pelas expectativas dos outros. Eu apenas sou alguém que se conhece, eu estou sempre tentando e não é possível que minha autocrítica me destrua como algum tempo atrás.

Não estou de malas prontas para lugar nenhum, mas me sinto tão incompleta em alguns momentos que queria partir, sei lá para onde. Sinto que algo foi corroído dentro de mim. Sinto que meu coração não faz mais planos. Não acredito que eu tenha perdido o entusiasmo, acredito que poucas coisas têm me despertado entusiasmo. Também não culpo nada nem ninguém, culpo apenas minhas próprias angústias, pois sei que já esperei demais por coisas que nunca aconteceram. Talvez eu esteja mais preparada para o fracasso do que para o sucesso, o que não quer dizer que estou mais forte, apenas diferente. Diferente na entrega, na luta, na ansiedade (que ainda é alta, embora poucos percebam). Meu coração está amadurecido, o que, de maneira nenhuma, significa morto.

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Sobre meus dois últimos filmes e meus dois últimos livros

Posted by Blogueira on 14:27 in , , ,
Não tenho o tempo que gostaria para ler e escrever, e, quando tenho, fico com um pouco de preguiça. Não é sempre, mas ocorre com frequência. Sentir preguiça deve ser natural. Por esse motivo, vou tentar fazer textos que abordem mais de um assunto. No entanto, que sigam uma mesma linha de pensamento, e também textos mais dinâmicos. 
Vamos lá, vi dois filmes com temáticas semelhantes:  Uma Garrafa no Mar de Gaza (Direção: Thierry Binisti) e Além da Fronteira (Direção: Michael Mayer) Ambos são verdadeiras aulas de História, já que mostram um pouco da realidade de Israel e Palestina. Apesar de serem países tão próximos, é muito triste ver como são diferentes em relação à cultura, desenvolvimento, política, enfim, tudo. Uma Garrafa no Mar de Gaza vai tratar da amizade à distância entre dois jovens via internet. Não deixa de ser interessante, mas em muitos momentos é cansativo. Acredito que um filme cansativo tira um pouco do seu valor. Vale a pena em relação a conhecimentos históricos e geográficos. Já Além da Fronteira, apesar do preconceito que predomina quando os protagonistas de um filme são gays, é um filme muito significativo, envolvente e marcante. Esse sim, não perde seu valor em nenhum momento, pois não deixa de ser eletrizante e chocante. Fantástico, eu diria. Ninguém se arrependerá se, por acaso, assistir aos filmes. Afinal, filmes nunca são demais!
Sobre os meus dois últimos livros, o que tenho a dizer é que nenhum deles tem a ver com meu estilo de leitura. Apesar de que um deles não é um livro para ler apenas uma vez na vida: A Arte da Guerra (Sun Tzu)! Sempre protelei a leitura, não sei bem por que, já que sempre quis lê-lo. O livro não decepciona, é, realmente, uma arma nas mãos de quem sabe usar, pois trata de estratégias que, no meu ponto de vista, podem e devem ser aplicadas a qualquer situação da vida. Por isso, acredito que ele se pareça mais um manual de como fazer qualquer coisa dar certo do que um livro, propriamente dito. O meu último livro foi uma grande perda de tempo: Desvendando os segredos da linguagem corporal (Allan & Barbara Pease), um manual também! Mas um manual chato e difícil de seguir. Afinal, quem fica analisando os outros ou se analisando o tempo todo? Algumas condutas eu nem concordo, acho que são perda de tempo, tanto para aplicá-las como para tentar desvendá-las. Não recomendo a leitura para que ninguém perca tempo. Tempo é algo tão raro hoje em dia, vou tentar não perder o meu com leituras ruins.

  

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Tenho pensado na vida...

Posted by Blogueira on 18:09 in ,
Tenho pensado na vida e em como tenho ficado estática perante ela. Não luto por nada, não luto por ninguém. Inúmeros dias, minha única companhia é meu próprio pensamento. Sempre me sinto incompleta, mas acho que todos são assim, só não sabem ou não admitem. Admitir uma verdade interior é muito doloroso.
Ando desequilibrada internamente: sono demais, tristeza demais, solidão demais. Ando perdida dentro de mim e não procuro me achar, porque quero fugir e, fugir, não é uma escolha no momento. Não há lugar para onde eu possa ir que me caiba, não há lugar para mim neste momento. Penso em outro país, penso em outro emprego, penso em um amor, mas tudo parece exigir planejamento e, planejar, nunca foi meu forte.
Ah, por que meu coração está tão dormente? Por que estou encharcada de perguntas sem respostas? Por que meu espírito, que não é físico, parece doer? Por que tudo parece não ter sentido algum? Ninguém me responde, as únicas vozes que ecoam são minhas próprias dúvidas! Tenho pensado na vida... tenho pensado em como posso mudar, como? Mudar? Minha vida? Meu caminho? Um novo país? Um novo emprego? Um amor? O quê?



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Sem decepção!

Posted by Blogueira on 14:07 in ,
Decidi meditar sobre a palavra decepção. Tenho um motivo para tal, pensei que estava decepcionada com alguém. No entanto, a razão me trouxe a certeza de que não tenho esse direito. Não sou muito boa com as palavras quando estou triste em relação a algo (tristeza tenho o direito absoluto de sentir). Por isso, não sei se conseguirei expressar o que, de fato, pretendo. Seguem abaixo três fatores sobre eu não ter o direito de me decepcionar.
Em primeiro lugar, é preciso refletir: por que me sinto no direito de me sentir decepcionada com alguém? Percebi que eu só me senti decepcionada porque eu mesma (a única culpada) construí expectativas em cima de uma outra pessoa. Quando construí tais expectativas, talvez eu tenha criado uma pessoa que nunca existiu, transformei alguém comum em alguém especial. Erro grave! Não estou aqui afirmando que essa pessoa seja ruim, mas é uma pessoa normal, como outra qualquer... Projetar uma imagem diversa àquela que a pessoa, verdadeiramente, possui é o primeiro grande passo para um futuro decepcionante.
Num segundo momento, posso afirmar, com absoluta certeza, que, de uma forma ou de outra, alguém já se sentiu no direito de se decepcionar comigo. Por qual motivo? Certamente por ter projetado em mim expectativas inexistentes, imaginárias, portanto! De quem é a culpa? Minha? Não! Não sou culpada por alguém construir uma imagem sobre mim. É até estranho falar em culpa, sendo que ninguém está sendo condenado. Mas, como em tudo na vida, é preciso culpar algo, que a culpa seja de quem criou expectativas. A situação aqui explicitada é inversa à situação do parágrafo anterior. Ou seja, em algum momento da vida, isso poderá ocorrer com qualquer pessoa.
O terceiro fator que me leva a crer que não tenho o direito de me decepcionar é a questão da auto vitimização. Quando me coloco na posição de vítima, certamente pensarei que todas as pessoas são causadoras de um sofrimento que é meu, exclusivamente meu. Sendo assim, percebi que não devo me sentir uma vítima, simplesmente porque me sinto triste pelo fato de as coisas não terem saído de acordo com a minha vontade. A auto vitimização não vai me fazer progredir.
O tempo e a vida me ensinaram a refletir sobre isso. Acredito que eu nunca tinha conseguido pensar de forma tão ampla sobre até aonde vai o meu direito. É claro que ter essa lucidez não me imuniza de sofrer, mas cicatriza melhor as feridas. Mas... o lado bom de tudo isso é que qualquer das minhas frustrações jamais me impedirão de acreditar em novas pessoas, porque eu sei que as pessoas são diferentes umas das outras. Não estou imunizada, ninguém está imunizado de mim. E eu não vou desconfiar de todos, ao contrário, confiarei com a ideia de enxergar a realidade, não apenas o que eu quero enxergar.


Decepção


Decepcionar


Refletir

 




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É importante ouvir

Posted by Blogueira on 22:02 in , ,
Tenho percebido o quanto as pessoas querem falar, mostrar seus conhecimentos de nada e coisa nenhuma, poucas pessoas estão, de fato, interessadas em ouvir alguém. Ou seja, até que ponto estão dispostas a aprender ou a conviver com alguém? Até que ponto acrescentam e ensinam? Acredito que seja muito difícil conviver com pessoas que mal deixam que se articule uma frase sem que antes interrompam o interlocutor. Tal atitude é, absurdamente, cansativa!
O que me levou a divagar sobre a situação do meu enfado em relação a alguns foi o fato de que muita gente, muita gente mesmo, tem se tornado óbvia demais para mim. Às vezes, até me incomoda, outras vezes, rezo para que ninguém estabeleça um diálogo comigo, muitas outras vezes, sou indiferente ao que está sendo dito, pois sinto que não tenho nada a aprender com gente vazia. Vazia de conteúdo, vazia de sentimento, vazia de assuntos que valham a pena serem discutidos e, gastar saliva lutando para argumentar, não é o meu forte.

Tenho muitos defeitos, mas sou uma boa ouvinte, entendo quando alguém precisa desabafar ou, simplesmente, explanar uma ideia sem interrupção. Não quero convencer ninguém a domesticar sua conduta quando alguém está falando. Mas é sempre bom lembrar que todo mundo tem um dia de tristeza, um dia muito bom, um dia muito ruim, um dia de desânimo, um dia de entusiasmo, um dia feliz, um dia normal... É sempre bom ficar atento, pois alguém tem sempre algo a dizer. Deixar as pessoas falarem é importante para quem ouve e para quem fala, mas só falar é importante para quem? Pensar em conjunto é sempre válido, respeitando, é claro, o momento de cada qual.

Ouvir


Respeitar


Pensar em conjunto


Ouvir e falar



Imagem: Google

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Palavra Transparente - A crença no outro

Posted by Blogueira on 11:18 in ,
Cada vez mais, é importante perceber que não devemos desprezar o potencial das pessoas. Devemos valorizar aquilo que elas podem vir a se tornar, e, não, apenas trabalhar com aquilo que elas são no momento.
Todas possuem habilidades, mas é impressionante como a maioria de nós só consegue enxergar as que estão ligadas em nós mesmos. O controle do ego é o grande limite entre aquilo que somos, aquilo que imaginamos ser e aquilo que imaginamos que os outros sejam.


Quando abrimos nossos olhos para o mundo e deixamos de nos voltar apenas para nosso reflexo no espelho, percebemos a infinita força da mente daqueles que estão ao nosso redor. A crença no outro é também a crença em nós, pois estamos, de inúmeras formas, conectados.



#valorizar

#valorizaroserhumano
#nãoolharapenasparasimesmo
#controledoego
#quebradoego
#nãoolharsomenteparaopróprioumbigo
#crescimento
#crescimentoespiritual


*Sei que blog não é lugar para hashtag, mas existe uma regra? Beijo aos leitores...

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Este é setembro

Posted by Blogueira on 14:23 in ,
O mundo gira, gira, gira... e eu acabo caindo no mesmo tipo de texto: falar mal da profissão. Estamos em setembro, mas, por mim, bem que já poderíamos estar em dezembro. Acredito que a vida das pessoas felizes não seja assim: um eterno desejar que o ano acabe logo. Sim, aqui eu me confesso infeliz profissionalmente. Talvez surjam pessoas com bons conselhos de mudança, mas mudar de vida vai muito além de apenas querer. Certamente, largar minha profissão neste exato momento não me trará nada além de prejuízo, pois não tenho como me manter a não ser trabalhando na minha infeliz escolha.
A questão é que quando chega esta época do ano (setembro/outubro) eu me transformo em uma pessoa, extremamente, depressiva. As aulas ficam piores de serem administradas e alguns “alunos” parecem brotar das profundezas do inferno, especialmente, para me atormentar! Especialmente para me mostrar que fiz a escolha errada e serei uma pessoa depressiva nos dias lindos de setembro, simplesmente, porque tenho que conviver com criaturas que estão ali (em sala de aula) para destruir a minha autoestima.
Não estou falando que o magistério é uma má escolha (que o escolha quem quiser). Este é um relato pessoal e intransferível. Esta é a minha experiência de vida. Esta é a minha história frustrante e chata. Quero mudar e vou. Prometo a mim mesma não me tornar uma senhora amargurada com a vida devido a experiências negativas que tive ao longo de anos que não interferi na minha história e, simplesmente, deixei de dizer não!!! Este é setembro, esta sou eu neste setembro; florido, lindo, ameno, espetacular, o mês do meu aniversário. Mas quero fugir! Para Londres? Paris? Suíça? Não, quero fugir de mim! Posso desistir da fuga, 'né'?


Abraço aos novos leitores e sejam sempre muito bem-vindos ao mundo de uma mulher balzaquiana, mas sempre sincera!




Setembro




experiência de vida




experiências negativas


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A política da falsa felicidade

Posted by Blogueira on 21:34 in , ,
Tenho alguns textos que falam sobre felicidade. Não que sejam mentirosos, mas nem tudo aquilo que sinto é o que faz parte daquilo que preciso expressar no meu dia a dia. Sentimentos são confusos e difíceis de serem sempre os mesmos. Por isso, ser feliz é diferente de estar feliz hoje ou amanhã.
Atualmente, existe uma política da falsa felicidade. As pessoas sempre fingem estar bem para fazer valer a máxima de que suas vidas são interessantes ou mais interessantes que outras. Digo isso por experiência própria. Como não tenho uma vida convencional, do tipo, sair, muitos amigos, amores, paixões, carro, profissão bem sucedida etc. e tal, as pessoas pensam que, por serem convencionais, e almejarem tudo que citei anteriormente, sou menos feliz do que elas. Bom, posso até não ser feliz, admito!  Mas elas também não são, mesmo almejando ou tendo tudo o que acham que precisam para serem felizes.
As pessoas que saem muito para a balada e que não têm um grande amor, acham que tenho que sair mais, e só assim poderei encontrar um grande amor. Então, por que elas ainda não têm um grande amor? Acham que eu deveria lutar para sair da minha profissão, outros acham que eu deveria trabalhar por amor, outros acham que eu nunca deveria ter entrado... Então, a quem devo ouvir? Como lutar por outra profissão? Como sair? Como nunca ter entrado, se já entrei? Tenha um carro, tenha amigos, tenha amores e paixões. Siga as regras e será como... eu! É o que me dizem... Mas ser como os que seguem as regras é ser feliz? Tudo não passa de mera maquiagem. Toda felicidade é feita de momentos. Nada é eterno. E me desanima, em muito, esse pensamento de lugar comum, de que a felicidade é uma certa ditadura.

Rivotril? Clonazepan? Paroxetina? Fluoxetina? Qual a fórmula? Eu não sei... Mas, certamente, não há de ser a de sempre... Porque parece não funcionar com todo mundo ou, pelo menos, parece funcionar só por um tempo. Eis a vida, eis a falsa política do contentamento imediato, eis a política da falsa felicidade...

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Trecho do filme "O pequeno príncipe" e breve comentário

Posted by Blogueira on 23:23 in , ,




Uma das frases mais famosas do livro "O pequeno príncipe" é: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". Bom, há muito tempo não me sinto cativada, então, como no mesmo livro há também a frase: "Você atrai aquilo que transmite", decidi rever meu comportamento.


Não sou um poço de candura, mas não trato ninguém com desrespeito ou indelicadeza, o problema é esperar que alguém seja capaz de retribuir a sua delicadeza. Ainda assim, percebi que eu estava levando a vida muito a "ferro e fogo", no pior sentido: "bateu, levou". Sendo assim, eu estava tendo um comportamento agressivo, talvez sem necessidade, talvez sem valer a pena. Decidi mudar, decidi ser melhor. Mas cada vez que se tenta ser melhor aparece um novo obstáculo no caminho. Isso cansa um pouco, mas pretendo me esforçar. Quero, verdadeiramente, compreender que "o essencial é invisível aos olhos", não apenas em palavras, mas sentir profundamente.


Não me canso de ver esse trecho do filme, é uma das partes mais lindas do livro também. Fácil compreender, difícil aplicar, difícil ser tão profundo em meio a pessoas tão rasas. Não esperar nada em troca pode, muitas vezes, ser até fácil. Porém, o fato de não haver retribuição ainda me parece assustador. Sou humana. De carne e osso, inclusive.



Ficha técnica do filme completo:

ORIGINAL:The Little Prince (1974)


LIVRO DE:Antoine de Saint-Exupéry
DIRETOR:Stanley Donen
ROTEIRISTA:Alan Jay Lerner

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Uma fenda no tempo

Posted by Blogueira on 20:50 in




 Se o exercício de distração de Einsten sobre a possibilidade de viajar no tempo estivesse certo, eu ficaria feliz. Primeiro, voltar no tempo seria uma realidade. Segundo, voltando no tempo, inúmeras situações poderiam ser evitadas ou praticadas. No entanto, apesar de a realidade, muitas vezes, me parecer uma ilusão, ela é a única possibilidade que sou capaz de refletir sobre.
Acredito que, se as pessoas pudessem voltar no tempo, seria um privilégio de poucos, assim como as melhores tecnologias para usos domésticos e até mesmo na área da saúde. Voltar no tempo não seria algo democrático como a morte. Imagino uma espaçonave que o fizesse, quem teria acesso a ela? Tudo de melhor está destinado aos ricos. O mundo se divide entre aqueles que têm dinheiro e aqueles que não têm dinheiro.
Mas, sonhando, aqui neste blog, com a possibilidade de uma fenda no tempo... seria fantástico, não? Algo que a minha geração, nem a sua, caro leitor, jamais desfrutará. Voltar no tempo é tão inacreditável para mim quanto a existência de alienígenas. Posso afirmar que transcende ao que eu sou capaz de acreditar. Minha mente não é capaz de ver além. Por isso, penso que, caso existam alienígenas, é algo que ninguém nunca de fato viu. Por que as pessoas que afirmam terem visto alienígenas sempre os descrevem com traços razoavelmente humanos? Olhos, mãos ou patas, tronco etc. Algo sempre parecido com o que estamos acostumados. Se existissem alienígenas, seria muito complicado descrever. Pense, caro leitor, em descrever algo que nunca vimos antes... Missão complicada. Olhos, bocas, mãos, chifres, patas... e blá blá... me parecem invenções.

Voltando à fenda no tempo, imaginemos um candidato a voltar no tempo, sem a garantia de volta, sem a garantia de vida ou morte. Candidatos para ir à Lua ou Marte acho fácil. Mas candidatos para ir ao Sol? Complicado! Mesmo assim, continuo a pensar na questão de entrar em um canal e esse canal me conduzir a um mundo que eu já conheço, a uma realidade que já vivi. Sensacional! Ver a mim mesma, ver como eu era, sem ser a reflexão de um espelho ou uma foto. Dar de cara comigo. Dizer do que eu mudei. Dizer do que eu passei e de tudo que eu ainda não sei. Dar de cara com aqueles que amo, com os que se foram para outra dimensão, mas que, naquele momento, estão ali, diante de mim, poder abraçar aqueles que nunca tive coragem, corrigir os erros, jamais cometê-los. Regressar, viver o que a covardia não deixou. Na verdade, outra questão que vem à tona é: se eu voltasse no tempo daria de cara comigo ou poderia, novamente, viver a vida que hoje eu queria ter vivido antes? Mas voltar ao tempo resolveria a minha vida? A sua? De uma maneira geral, evitaria mortes, acidentes? Ou seria a vida seguidora de seu rumo? Um destino traçado? Quem pode saber? Quem poderá me responder? Duvido alguém. Imagino, ainda, dar de cara comigo agora com aparência de uns 10 ou 15 anos mais velha. Imagino, agora, se já não voltaram no passado e, por fim, este presente é o futuro modificado no passado. 

Imagem: Google

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Deprimida

Posted by Blogueira on 16:08 in ,
Esses dias ando meio deprimida, acho que tem um pouco a ver com as músicas que estou escutando no caminho de ida e volta ao trabalho, pois só escuto música durante esse percurso ou de vez em quando antes de dormir. Nunca pensei que Luiza Possi, Marcelo Jeneci e James Blunt podiam deprimir tanto alguém. Quando não é a Luiza com aquela voz linda e meio rouca falando de amor é o Marcelo e o James me fazendo repensar a vida, a minha e a dos outros. Nossa, estou muito depressiva, vou tentar escutar algo mais alegre durante esse trajeto. Ainda por cima, chego no meu trabalho, que não é como todo trabalho, pois, em geral, as pessoas conversam umas com as outras em seus respectivos trabalhos, tomam café, enrolam um pouco e vão trabalhar. No meu trabalho é diferente, eu chego, falo bom dia, dois entre uns dez professores carrancudos respondem, quando um ou outro vem conversar tenho vontade de morrer, porque só sabem reclamar de salário. Pensando bem, quando vejo os professores chego a ter pena dos alunos... Mas minha pena logo se esvai quando entro em sala de aula e sei que tenho que dar aula, o que não é difícil para mim, não posso reclamar, nem posso reclamar muito dos alunos, pois eles me acham animada, jovem, divertida, comentam suas vidas comigo etc. e tal. Talvez o único fardo seja ter que estar sempre disposta para não decepcioná-los. Não decepcionar meus alunos se tornou uma obrigação e fez de mim uma mentirosa, pois eles pensam que não tenho muitos problemas ou que não fico triste, mas o que não sabem é que estou, praticamente, sempre triste. Ainda bem que eles não percebem isso, pois não quero ser como aqueles velhos carrancudos, que são os professores antigos. As professoras mais jovens são aquelas casadinhas recentemente, que dia sim, estão felizes porque fizeram sexo, dia não, estão tristes porque o marido mostrou uma nova faceta desconhecida. Sem paciência para esse perfil de professora. Eu não sei como cada professor é em sala de aula, mas a maioria na sala dos professores me deprime, talvez pensem o mesmo sobre mim, pois não finjo muito quando estou na sala dos professores e faço questão de fazer cara de enfado... Estou, realmente, deprimida...







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Sobre preços de dvd’s e amizades

Posted by Blogueira on 13:29 in , ,
Algo, verdadeiramente, desanimador é tentar assistir uma série americana até o final enquanto ela ainda for moda. Aliás, até depois de sair de moda é desanimador, pois os preços de dvd’s no Brasil não abaixam, e as promoções são todas falsas. Não percebo nenhuma promoção verdadeira no Brasil. Tudo aqui é enganação. O problema é que eu quero muito ver o final de uma série, mas não quero pagar o valor. Como não cair na tentação da falsificação? Meio complicado, não é mesmo? É tão simples, eu caminho até o shopping popular e compro a temporada final por menos da metade do preço. Não sou colecionadora de quase nada, a única coisa que tento ter em casa são livros, mas já perdi vários por emprestar a quem não devolve ou por trocar em dinheiro ou mercadoria. Acho legal quem coleciona e tudo o mais, mas como não sou colecionadora nem crítica de imagem, não percebo, de fato, nenhuma diferença ao assistir um dvd pirata e um original. Queria que alguém me explicasse qual a diferença. Entendo a ilegalidade da coisa e tal, mas não entendo a questão da qualidade. E caso o dvd não funcione ou a imagem esteja ruim, posso, como já o fiz, trocar na banca tranquilamente...
Os valores dos originais não permitem que uma pessoa seja, politicamente, correta. Acredito que o único público fiel mesmo seja o evangélico, devido à abordagem das vendas e à fidelidade, digamos... a Deus?!? Enfim, não quero pagar um preço abusivo. É caro ou eu ganho muito mal. Aliás tudo é caro neste país especialista em impostos. Estou esperando chegar na Netflix, tentando resistir à falsificação, pois já tenho em mente que não vou pagar o valor do final da temporada. Não mesmo! Outra coisa que não deixa de ter a ver com o preço dos dvd’s são as minhas amizades. Sei lá, acho que nunca dei sorte com isso. Geralmente, as pessoas formam grupos, esses grupos têm assuntos em comum, mas parece que só atraio gente que não tem nenhuma familiaridade com meus gostos. E, sabe-se lá por que, essas pessoas que de mim se aproximam cismam que sou a melhor pessoa do mundo, mas são evangélicas, ou casadas, ou pais de família, ou não assistem séries, ou não leem livros, ou não ouvem as mesmas músicas que eu, ou não gostam dos filmes bons... entre muitíssimas outras diferenças. Não sei por qual motivo essas figuras se sentem atraídas a conversar comigo, poxa... nunca têm nem um dvd ou um livro que preste para emprestar... risos... Que azar o meu!



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Sentir culpa incomoda e massacra

Posted by Blogueira on 20:48 in ,
Um dos piores sentimentos é o sentimento de culpa. Existem diversas formas de senti-lo, e todas são cruéis. Não sinto pena de quem sente culpa, pois algo ruim anteriormente cometeu. Eu poderia até sentir pena, se não fosse eu também mais uma a se sentir culpada. E culpada por quê? Por tantos derradeiros e dolorosos motivos que às vezes as palavras não são capazes de informar. Outras vezes, a alma não consegue transpor. Feliz aquele que não se sente culpado por nada. Existe? Sim. Dizem que coração dos outros é terra que ninguém pisa, mas ouso pisar: existem aqueles que não sentem culpa por nada, nunca nada. Privilegiados! Mesmo culpados, não sentem culpa.
Culpa incomoda e massacra. Na verdade, não a culpa em si, ou quando alguém te culpa. O massacre vem de sentir culpa, daí o derradeiro soco no estômago da alma. Tantas palavras de consolo podem ser ditas, tantos abraços, tantos apertos de mão, e nada adiantará, pois aquele que se sente culpado sabe que qualquer consolo não é capaz de apagar a causa desse sentir cruel. Sinto-me, em certos momentos, preenchida por saber que não estou só na imensidão da angústia devastadora que é sentir culpa. Não, não estou só, sempre me sinto acompanhada por aqueles que, assim como eu, estão atormentados, tristes, devastados... Devastados por algo capaz de dominar o pensamento e que nenhum confessionário será capaz de curar. Sentir culpa é ter uma lacuna que jamais será preenchida.

Motivos? Um ou vários, são eles os geradores, mas não são os culpados. Quem são os culpados além daquele que errou? Errei, sendo eu a única culpada. Culpada e condenada. Por quem? Por mim mesma. Há, afinal, algum acusador pior do que si mesmo? A justiça, o mundo, a vida pode absolver, mas se o coração diz não, nada será como antes. E quando vem a lembrança do antes, parece que a vida era diferente e o mundo de outra cor, mas a verdade é que mesmo com tudo diferente algo impulsionou ao erro e errar, por mais clichê que possa parecer, é humano e, sem clichê, ao mesmo tempo, desumano.




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A arte de perdoar

Posted by Blogueira on 19:01 in ,
          Perdoar é uma arte e, sendo uma arte, poucas pessoas dominam. Perdoar exige trabalho, um trabalho espiritual muito forte. Exige passar por cima de sentimentos, costumes, preceitos, opiniões, tudo isso, formando um conjunto: Perdoar é divino! O que me intriga, de certa forma, apesar de não me ser estranho, é o fato de muitos, mesmo sendo incapazes de perdoar, proclamarem aos quatro ventos que não guardam mágoas. Pura mentira! Coitadinhos... Acreditam-se humildes sem saber o significado de humildade e perdão.
            Um exemplo da máxima sofisticação do perdão é o caso de Massataka Ota que sempre lembro, sem querer, quando ouço alguém falando que não guarda mágoas. Massataka Ota teve seu filho de oito anos sequestrado por três homens. Seu filho foi morto no mesmo dia com dois tiros no rosto após ter reconhecido um dos sequestradores: um policial militar que trabalhava como segurança na loja de seu pai. Até aí, apenas mais uma história trágica do nosso desgraçado cotidiano. No entanto, Massataka Ota tem hoje uma fundação que ajuda criminosos assassinos e, pelo menos duas vezes por mês, ele visita o presídio onde estão dois dos assassinos de seu filho. Massataka Ota afirma ter transformado seu ódio em perdão. Infelizmente, em meu ciclo social conheço pessoas que passam o dia com raiva por alguém ter pisado, acidentalmente, em seu pé e sujado seu belo sapato.
            Sinto-me tão pequena, tenho consciência de que não sou capaz de perdoar em muitas situações, por diversas razões. O que me dá raiva é ouvir pessoas tão ou mais miúdas (espiritualmente) do que eu dizendo que são capazes de perdoar ofensas e não guardar raiva. Isso me revolta!  Todo mundo tem o direito de ser o que quiser, eu queria apenas que os discursos fossem coerentes. Nada mais! Seria mais simples, mas a maioria usa máscaras não tão poderosas, no entanto, para muitos, convincentes. O perdão é uma arte, não é algo para qualquer um. É como ópera, todos podem ouvir, mas quem será capaz de chorar deixando suas emoções expostas e sem maquiagem?



(Maio de 2013)

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