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Ninguém tem uma gramática normativa na cabeça

Posted by Blogueira on 11:23 in ,
Outro dia, eu disse a frase: “não emagreci uma grama”, um certo senhor me corrigiu: “Não é uma grama, é um grama”. Contra-argumentei: “O senhor quer que eu fale todos os erros gramaticais normativos que cometeu durante nossa prosa?” Parece-me estranho, mas as pessoas pensam que apenas uma ou outra palavra do que se diz é certa ou errada. Na verdade, se formos analisar tudo o que dizemos, encontraremos mais erros do que acertos (em termos gramaticais). Afinal, a oralidade é, completamente, diferente da escrita por inúmeros fatores, um deles e eu diria, o principal deles, é o pensamento. Como eu acredito que pensar seja automático, não vejo certo e errado na fala. Portanto, falo do jeito que eu quiser!
Às vezes, me sinto forçada a falar melhor devido à cobrança que cerca uma professora de Língua Portuguesa, mas, na linguagem coloquial e cotidiana, vejo tal atitude como enorme deselegância. Então, só para contrariar, continuarei dizendo “uma grama”. Caros leitores, não me entendam mal! Não estou afirmando que falar “nóis foi” ou “nóis vai” seja correto ou elegante. O que estou tentando expor é a ideia de que o, verdadeiramente, correto, na oralidade, me parece impossível, até mesmo pelo fato de a Língua Portuguesa ser uma das mais difíceis do mundo.
Queria que as pessoas pensassem de forma mais aberta... Falar em erros gramaticais durante a fala é algo inviável. O pensamento é fugaz e a fala apenas tenta acompanhá-lo e, de certa forma, reproduzi-lo. É melhor pensar mais, antes de sair corrigindo quem a gente pensa que não entende de determinado assunto. Ou antes de tentar chamar alguém para um duelo gramático normativo. Não sou competitiva, mas, se me chamar para o debate, eu vou, e é bom tomar cuidado, bagagem eu tenho cada dia mais.


Forte abraço, e boas leituras!

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Conheço poucas pessoas humildes

Posted by Blogueira on 17:58 in ,
Uma das atitudes que mais me encantam no ser humano é a humildade (não estou falando em termos financeiros). Mas é engraçado, pois não me considero uma pessoa humilde. Infelizmente, conheço poucas pessoas humildes... A maior representação da humildade me vem da ideia de que uma pessoa humilde não sabe que é humilde. A humildade não está relacionada a uma tentativa nem à prática, é algo intrínseco.

Aquele que é humilde nada se parece com um ser inferior. Ao contrário, um ser humilde demonstra, sem perceber, enorme grandeza perante os demais, pois sua conduta permite alcançar o que quase ninguém consegue: a superioridade espiritual (ou seja lá o nome que se dê àquilo que não podemos ver, apenas sentir). Enquanto os demais se matam investindo numa queda de braço sem fim para se tornarem, superiormente, reconhecidos, os humildes apenas vivem suas vidas de forma a reconhecerem suas limitações.

Estamos sempre presos nas estatísticas daquilo que seremos ou daquilo que somos. Mas nunca sabemos onde estamos indo e até aonde vamos chegar, já que a vida não oferece garantias, apenas surpresas agradáveis ou não. Eu sempre busco por pessoas humildes, pois elas sempre me acrescentam mais do que qualquer livro, filme ou viagem. Na verdade, é uma tremenda viagem estar próximo de uma pessoa humilde. Mas são raras, difíceis de encontrar. A maioria de nós, espécie humana, já tem o ego virado e revirado e somos, praticamente, incapazes de modificar nossa essência.

Com minhas breves palavras não pretendi dizer que uma pessoa humilde é perfeita. O que me parece é que uma pessoa humilde se reconhece imperfeita, limitada e finita. Parece-me estranho, mas nos esquecemos, na maior parte do tempo, de que somos finitos. De que tudo é passageiro. De que nosso tempo é limitado e que, querendo ou não, um dia teremos nossos egos esmagados. Um dia não seremos mais lembrados e pouco importará quem fomos o que possuímos durante nossa breve existência.




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Uma “passadinha” pela minha manhã e algumas bobagens...

Posted by Blogueira on 17:06 in , , , ,
Ter um blog parado como o meu é, realmente um tédio, mas hoje, pela manhã, descobri algo mais entediante: Um cara que mal conhece o Brasil estava dando uma aula sobre Londres para, justamente, um outro cara que morou em Londres por dez anos. Eu posso fazer ideia de como foi chato ouvir tudo que na verdade não era nada de alguém que não fazia a mínima noção do que é morar em Londres. Enfim, às vezes penso que a necessidade de as pessoas falarem é tanta que acabam perdendo o senso do ridículo. Mas... graças a Deus sei discernir quando devo abrir minha boquinha para vomitar assuntos que não sei. Ou que apenas não sei tão bem quanto outra pessoa pode saber. Essa breve passagem foi a parte mais engraçada e ridícula da manhã de hoje (05/10/15).                

 A primeira bobagem do texto de hoje vai para o fato de eu ter descoberto que prefiro trabalhar com crianças que com jovens. Considero criança a faixa etária até 12 aninhos de idade. Apesar de a Organização Mundial de Saúde considerar adolescentes crianças de 10 anos, eu não, não mesmo! Não queria cair no clichê de dizer que a juventude está perdida. Mas é isso. A questão é que, mesmo não crendo em mudanças, acho possível (daqui a 100 anos ou mais), desde que alguém queira colocá-las em prática. Apenas acho, ou melhor, tenho certeza, que não conheci heróis par fazer o que deve ser feito. Estou cansada dos jovens, dos questionamentos idiotas que não contribuem para a vida deles, tão pouco para a minha. Cheguei à conclusão que está cada dia mais difícil passar em um concurso público com todo o desânimo que tenho quando o assunto é estudar matérias de concursos. Sendo assim, decidi tentar trabalhar em uma escola mais perto de casa. De forma que eu vá até caminhando, se for possível. Tal fato não significa que me entreguei ao meu destino banal de “professorinha” mal sucedida. Apenas decidi me estressar o mínimo possível, apesar de que está complicado, por causa dos seres que tenho tentado ministrar aulas. Alguém disse aulas? Bom, na verdade, meu sonho, tem sido tentar dar uma aula ao meio da baderna e vandalismo dentro do qual, de uma forma ou outra, estou inserida.
Minha vida real é chata, né? Portanto, vamos para a segunda bobagem do texto. O que “ando” ouvindo, vendo e lendo? Bom, agarrei na leitura do chatíssimo “Serial Killers Anatomia do Mal”, o livro é cansativo e repetitivo, mas não deixa de ser uma leitura válida, pois fiquei conhecendo alguns serial killers e mais atenta... pois nunca se sabe quem estará ao meu lado, não é mesmo? Quando iniciei a leitura, já sabia que não se tratava de literatura, mas as histórias e os fatos tratados poderiam ser mais dinâmicos, ou seja, menos enrolação. Seria possível explorar as histórias dos assassinos sem ser tão redundante. Que me desculpe Harold Schechter (autor do livro), apesar de chamar muita atenção pela beleza da capa e o assunto, não deixa de ser um livro “muitoooooo...” comercial e só!

Ando ouvindo mais músicas internacionais antigas, mas, recentemente, descobri Adam Lambert e, simplesmente, não consigo tirar o refrão de “Ghost Town” da cabeça. Um belo artista, bom intéprete e tem um pop que valorizei bastante, sem contar que é o novo vocalista do “Queen”. Apesar das críticas, eu gostei da ideia!


Um filme que vi há pouco tempo foi “O substituto” que vem ao encontro do meu momento desestimulante como professora. Professores sonhadores ficariam chocados ao assistí-lo, mas comigo foi bem impactante. Um bom filme! E se algum professor ainda sonha, vai apenas ver mais um filme, espero que não se choquem. Tadinhos...

Tudo o que escrevo, falo e muito do que penso, mas não digo nem sob tortura, faz parte daquilo que provém da minha alma. Mas você sabe, caro leitor, tem sempre alguém para nos contrariar... Uma pena! Mas, quer saber? Tô nem aí!!!



Imagens: Google













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Tolice!

Posted by Blogueira on 19:10 in
A vida, às vezes, parece um rolo compressor e nos esmaga! No momento exato de uma grande decepção, talvez não tenhamos a dimensão exata das sequelas. Mas elas sempre ficam, mesmo que arquivadas, em alguma parte dentro da gente.

Outras vezes, a vida nos expõe a momentos de felicidade incríveis, e nossa mente começa logo a triturar o passado com a ideia de “tempo perdido”. Tolice! Não há tempo perdido. Tudo tem a hora exata e o lugar, mas tudo sempre me parece muito breve...









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Como ganhar likes

Posted by Blogueira on 21:41 in
Não importa o que você escreve, importa quem você é! O mundo é assim, o virtual não poderia ser diferente. Injusto? Não sei! Afinal, tudo hoje em dia gira em torno de curtidas e comentários. Mas... Até aonde vai a importância de um ‘like’? Bom, aí penso que depende da pessoa. Tomemos como exemplo uma celebridade que costuma ter milhares de curtidas diárias, imaginemos que, de repente, essa mesma celebridade não tenha mais nenhuma. “Oh, man!” Isso seria frustrante. Mas pensemos em alguém como eu: um nada (do ponto de vista da fama ou qualquer ponto de vista que queiramos imaginar)... Pois, geralmente, tenho uma ou duas curtidas diárias nas minha redes sociais (que, por sinal, costuma ser a minha ou de algum familiar bem íntimo) Daí, de repente, passo a ter milhares de curtidas, imagino que vou assustar! Primeiro vou achar que é spam, depois, não sendo, investigarei. Mas confesso... não sei se me sentiria super-bem, super-foda, super-qualquer-coisa... Realmente não sei. E por que eu não sei? Porque a pessoa que eu sou não me permite imaginar tal situação, tão pouco minha reação perante ela. Mas querem mesmo saber como ganhar likes? Primeiro, precisamos ser alguém para o mundo, depois para nós mesmos... Isso deve ser, no mínimo, triste. Ou talvez apenas automático. Às vezes, penso que os muitos likes em anônimos são insufladores de ego, que só servem pra isso. Alguém aqui já levou um susto ao se deparar, pessoalmente, com alguém que recebe muitos likes nas redes sociais? É lastimável! Assustador, até! Outras vezes até não, a idiotice é a mesma. Sinto que tudo gira em torno de sermos ou tentarmos ser quem não somos, apenas para que os outros vejam a imagem que não temos e nos aplaudam por isso. Que lindo, ‘né’? Ser quem não se é... Lindo! Brilhante... Refletir coisas boas, mas na hora do “vamos ver” não passar de... um ser que nada é, nada pode e nada quer. Que ganhemos muitos likes, mas que tenhamos essência.

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Mudando sem perceber...

Posted by Blogueira on 23:08 in , ,
Não foi percepção, mas, sim, uma constatação: tudo muda! Talvez fosse melhor dizer que tudo passa, mas quero auto afirmar minha mudança... E como eu mudei! De repente, aquilo que fazia sentido não faz mais, e, aquilo que não tinha o menor sentido, começa a ter todo sentido. Não estou falando de uma mudança ou outra, estou falando de tudo.
Minha vida está, completamente, diferente. Embora eu ainda faça as mesmas atividades de cinco ou dez anos atrás, a minha forma de enxergar e de ser mudou. Ainda me sinto pressionada em várias ocasiões, assim como eu era quando ainda uma jovem adulta, mas, mesmo diante das novas cobranças não tenho me deixado intimidar. Eu sei que as pessoas, muitas vezes, querem que eu seja mais dinâmica, mais produtiva, mais interessante, mais bem sucedida do que eu tenho sido durante meu tempo de existência. Mas não posso mais me deixar levar pelas expectativas dos outros. Eu apenas sou alguém que se conhece, eu estou sempre tentando e não é possível que minha autocrítica me destrua como algum tempo atrás.

Não estou de malas prontas para lugar nenhum, mas me sinto tão incompleta em alguns momentos que queria partir, sei lá para onde. Sinto que algo foi corroído dentro de mim. Sinto que meu coração não faz mais planos. Não acredito que eu tenha perdido o entusiasmo, acredito que poucas coisas têm me despertado entusiasmo. Também não culpo nada nem ninguém, culpo apenas minhas próprias angústias, pois sei que já esperei demais por coisas que nunca aconteceram. Talvez eu esteja mais preparada para o fracasso do que para o sucesso, o que não quer dizer que estou mais forte, apenas diferente. Diferente na entrega, na luta, na ansiedade (que ainda é alta, embora poucos percebam). Meu coração está amadurecido, o que, de maneira nenhuma, significa morto.

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Sobre meus dois últimos filmes e meus dois últimos livros

Posted by Blogueira on 14:27 in , , ,
Não tenho o tempo que gostaria para ler e escrever, e, quando tenho, fico com um pouco de preguiça. Não é sempre, mas ocorre com frequência. Sentir preguiça deve ser natural. Por esse motivo, vou tentar fazer textos que abordem mais de um assunto. No entanto, que sigam uma mesma linha de pensamento, e também textos mais dinâmicos. 
Vamos lá, vi dois filmes com temáticas semelhantes:  Uma Garrafa no Mar de Gaza (Direção: Thierry Binisti) e Além da Fronteira (Direção: Michael Mayer) Ambos são verdadeiras aulas de História, já que mostram um pouco da realidade de Israel e Palestina. Apesar de serem países tão próximos, é muito triste ver como são diferentes em relação à cultura, desenvolvimento, política, enfim, tudo. Uma Garrafa no Mar de Gaza vai tratar da amizade à distância entre dois jovens via internet. Não deixa de ser interessante, mas em muitos momentos é cansativo. Acredito que um filme cansativo tira um pouco do seu valor. Vale a pena em relação a conhecimentos históricos e geográficos. Já Além da Fronteira, apesar do preconceito que predomina quando os protagonistas de um filme são gays, é um filme muito significativo, envolvente e marcante. Esse sim, não perde seu valor em nenhum momento, pois não deixa de ser eletrizante e chocante. Fantástico, eu diria. Ninguém se arrependerá se, por acaso, assistir aos filmes. Afinal, filmes nunca são demais!
Sobre os meus dois últimos livros, o que tenho a dizer é que nenhum deles tem a ver com meu estilo de leitura. Apesar de que um deles não é um livro para ler apenas uma vez na vida: A Arte da Guerra (Sun Tzu)! Sempre protelei a leitura, não sei bem por que, já que sempre quis lê-lo. O livro não decepciona, é, realmente, uma arma nas mãos de quem sabe usar, pois trata de estratégias que, no meu ponto de vista, podem e devem ser aplicadas a qualquer situação da vida. Por isso, acredito que ele se pareça mais um manual de como fazer qualquer coisa dar certo do que um livro, propriamente dito. O meu último livro foi uma grande perda de tempo: Desvendando os segredos da linguagem corporal (Allan & Barbara Pease), um manual também! Mas um manual chato e difícil de seguir. Afinal, quem fica analisando os outros ou se analisando o tempo todo? Algumas condutas eu nem concordo, acho que são perda de tempo, tanto para aplicá-las como para tentar desvendá-las. Não recomendo a leitura para que ninguém perca tempo. Tempo é algo tão raro hoje em dia, vou tentar não perder o meu com leituras ruins.

  

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Enxurrada de adversativas

Posted by Blogueira on 22:21 in
Um fenômeno interessante que as eleições trouxeram para as redes sociais foi a enxurrada de orações coordenadas sindéticas adversativas. Ora! Eu e essa minha mania de ler nas entrelinhas os discursos preconceituosos, racistas e, na melhor das hipóteses, com ares de certa superioridade...
Colhi várias dessas orações e, com certeza, futuramente, serão trabalhadas em sala de aula. Acredito na importância de estimular os alunos a refletirem sobre exemplos como: “Não tenho nada contra gays, porém.../ Acho que os professores têm que lutar por seus direitos, no entanto.../ Não estou falando que quem vota em determinado candidato é burro, mas.../ Acho que sou a favor das cotas em universidades, contudo...” Mais do que prestar atenção no que as pessoas escrevem ou dizem, é preciso observar a quem elas tentam convencer, se a si mesmas ou aos outros.
É válido observar o posicionamento que tomamos e nossas ações. Claro que em um texto devem aparecer esse tipo de oração, mas neste momento estou falando do discurso (das entrelinhas...). O que as pessoas expressam por meio de palavras costuma dizer muito sobre elas, assim como a gestualidade, o modo como se relacionam, a maneira como se vestem etc e tal. No meu caso, prefiro observar o sentido implícito em cada contexto.

Para relembrar: De acordo com a gramática normativa de Pasquale e Infante (2001), “Orações coordenadas sindéticas adversativas exprimem fatos ou conceitos que se opõem ao que se declara na oração coordenada anterior, estabelecendo contraste ou compensação. A palavra adversativa é da mesma família de adversário, que, como você sabe, significa opositor. A conjunção coordenada adversativa típica é ‘mas’; além dela, empregam-se ‘porém, contudo, todavia, entretanto’ e as locuções ‘no entanto, não obstante’.”

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É importante ouvir

Posted by Blogueira on 22:02 in , ,
Tenho percebido o quanto as pessoas querem falar, mostrar seus conhecimentos de nada e coisa nenhuma, poucas pessoas estão, de fato, interessadas em ouvir alguém. Ou seja, até que ponto estão dispostas a aprender ou a conviver com alguém? Até que ponto acrescentam e ensinam? Acredito que seja muito difícil conviver com pessoas que mal deixam que se articule uma frase sem que antes interrompam o interlocutor. Tal atitude é, absurdamente, cansativa!
O que me levou a divagar sobre a situação do meu enfado em relação a alguns foi o fato de que muita gente, muita gente mesmo, tem se tornado óbvia demais para mim. Às vezes, até me incomoda, outras vezes, rezo para que ninguém estabeleça um diálogo comigo, muitas outras vezes, sou indiferente ao que está sendo dito, pois sinto que não tenho nada a aprender com gente vazia. Vazia de conteúdo, vazia de sentimento, vazia de assuntos que valham a pena serem discutidos e, gastar saliva lutando para argumentar, não é o meu forte.

Tenho muitos defeitos, mas sou uma boa ouvinte, entendo quando alguém precisa desabafar ou, simplesmente, explanar uma ideia sem interrupção. Não quero convencer ninguém a domesticar sua conduta quando alguém está falando. Mas é sempre bom lembrar que todo mundo tem um dia de tristeza, um dia muito bom, um dia muito ruim, um dia de desânimo, um dia de entusiasmo, um dia feliz, um dia normal... É sempre bom ficar atento, pois alguém tem sempre algo a dizer. Deixar as pessoas falarem é importante para quem ouve e para quem fala, mas só falar é importante para quem? Pensar em conjunto é sempre válido, respeitando, é claro, o momento de cada qual.

Ouvir


Respeitar


Pensar em conjunto


Ouvir e falar



Imagem: Google

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A política da falsa felicidade

Posted by Blogueira on 21:34 in , ,
Tenho alguns textos que falam sobre felicidade. Não que sejam mentirosos, mas nem tudo aquilo que sinto é o que faz parte daquilo que preciso expressar no meu dia a dia. Sentimentos são confusos e difíceis de serem sempre os mesmos. Por isso, ser feliz é diferente de estar feliz hoje ou amanhã.
Atualmente, existe uma política da falsa felicidade. As pessoas sempre fingem estar bem para fazer valer a máxima de que suas vidas são interessantes ou mais interessantes que outras. Digo isso por experiência própria. Como não tenho uma vida convencional, do tipo, sair, muitos amigos, amores, paixões, carro, profissão bem sucedida etc. e tal, as pessoas pensam que, por serem convencionais, e almejarem tudo que citei anteriormente, sou menos feliz do que elas. Bom, posso até não ser feliz, admito!  Mas elas também não são, mesmo almejando ou tendo tudo o que acham que precisam para serem felizes.
As pessoas que saem muito para a balada e que não têm um grande amor, acham que tenho que sair mais, e só assim poderei encontrar um grande amor. Então, por que elas ainda não têm um grande amor? Acham que eu deveria lutar para sair da minha profissão, outros acham que eu deveria trabalhar por amor, outros acham que eu nunca deveria ter entrado... Então, a quem devo ouvir? Como lutar por outra profissão? Como sair? Como nunca ter entrado, se já entrei? Tenha um carro, tenha amigos, tenha amores e paixões. Siga as regras e será como... eu! É o que me dizem... Mas ser como os que seguem as regras é ser feliz? Tudo não passa de mera maquiagem. Toda felicidade é feita de momentos. Nada é eterno. E me desanima, em muito, esse pensamento de lugar comum, de que a felicidade é uma certa ditadura.

Rivotril? Clonazepan? Paroxetina? Fluoxetina? Qual a fórmula? Eu não sei... Mas, certamente, não há de ser a de sempre... Porque parece não funcionar com todo mundo ou, pelo menos, parece funcionar só por um tempo. Eis a vida, eis a falsa política do contentamento imediato, eis a política da falsa felicidade...

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Trecho do filme "O pequeno príncipe" e breve comentário

Posted by Blogueira on 23:23 in , ,




Uma das frases mais famosas do livro "O pequeno príncipe" é: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". Bom, há muito tempo não me sinto cativada, então, como no mesmo livro há também a frase: "Você atrai aquilo que transmite", decidi rever meu comportamento.


Não sou um poço de candura, mas não trato ninguém com desrespeito ou indelicadeza, o problema é esperar que alguém seja capaz de retribuir a sua delicadeza. Ainda assim, percebi que eu estava levando a vida muito a "ferro e fogo", no pior sentido: "bateu, levou". Sendo assim, eu estava tendo um comportamento agressivo, talvez sem necessidade, talvez sem valer a pena. Decidi mudar, decidi ser melhor. Mas cada vez que se tenta ser melhor aparece um novo obstáculo no caminho. Isso cansa um pouco, mas pretendo me esforçar. Quero, verdadeiramente, compreender que "o essencial é invisível aos olhos", não apenas em palavras, mas sentir profundamente.


Não me canso de ver esse trecho do filme, é uma das partes mais lindas do livro também. Fácil compreender, difícil aplicar, difícil ser tão profundo em meio a pessoas tão rasas. Não esperar nada em troca pode, muitas vezes, ser até fácil. Porém, o fato de não haver retribuição ainda me parece assustador. Sou humana. De carne e osso, inclusive.



Ficha técnica do filme completo:

ORIGINAL:The Little Prince (1974)


LIVRO DE:Antoine de Saint-Exupéry
DIRETOR:Stanley Donen
ROTEIRISTA:Alan Jay Lerner

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É burrice!

Posted by Blogueira on 19:16 in
Tenho o hábito de advertir meus alunos quando dizem pérolas do tipo “truxe” ou “nós vai”. Talvez faça parte da minha função. No entanto, é muito deselegante algumas pessoas corrigirem outras em redes sociais devido ao mau uso da língua. Ou melhor, devido ao uso que os deselegantes consideram inadequado.
Como profissional, uma palavra, ortograficamente incorreta, não me incomoda tanto como erros de concordância ou falta de pontuação. Posso até estar equivocada, mas corrigir os erros gramaticais de outras pessoas é nunca olhar para si mesmo. Afinal, ninguém tem um dicionário e uma gramática normativa arquivados no cérebro. Seria bom se tivéssemos, não é mesmo?

Não cabe a nós, meros falantes da língua, apontar erros. Em se tratando da linguagem, tudo é possível, desde que o indivíduo se faça entender. É burrice normatizar a língua em um meio tão amplo como a internet!

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Todos deveriam ler “A Metamorfose”

Posted by Blogueira on 21:09 in , ,
Muita gente sabe do que se trata o livro de Franz Kafka: “A Metamorfose”, mas sei que pouca gente lê os clássicos. Enfim, inúmeras são as justificativas, mas nenhuma aceitável. Desprezando, momentaneamente, a parte intelectual da obra, afirmo que o enredo é, no mínimo, intrigante. Um jovem caixeiro viajante acorda, numa manhã comum, em corpo de um inseto gigante. Sua transformação mudará a sua vida e a vida de sua família no decorrer do texto impecável de Kafka.
Penso que acordar no corpo de um inseto gigante seria, realmente, um dos piores pesadelos. Mas,
muitas vezes, eu me sinto assim e muita gente também. É claro que sempre agradeço ao bom Deus por não ser um inseto gigante, mas inúmeras vezes me sinto como se estivesse no corpo errado e que minha vida não é real, penso: É sonho? Ou melhor: Que pesadelo é esse?
Ler “A Metamorfose” é transformador, tanto do ponto de vista literário, como do ponto de vista de uma pessoa que busca as respostas que jamais encontrará. Mas por que transformador se não me dá as respostas? Porque tudo o que me faz repensar e rever minha forma de encarar a vida e a vida me encarar é transformador (uma metamorfose, ouso afirmar), por mais que não sejamos capazes de perceber, algo nos modifica. É bom! É arte! É Franz Kafka!
Penso que o nome ‘A Metamorfose’ não poderia ter sido melhor, pois ocorrem duas metamorfoses evidentes na obra. Ou seja, duas transformações. A primeira é a mudança do protagonista, a segunda é a mudança das pessoas ao seu redor. Já que a vida muitas vezes imita a arte, gostaria muito que as pessoas não apenas percebessem a mudança uma das outras, mas que mudassem também, um pouco que fosse. A transformação é necessária. Quero aprender o sentido da vida. Quero me revelar para mim mesma, mas tudo é mais complicado se quem está ao nosso lado, que convive conosco, não está no mesmo ritmo. A metamorfose das pessoas é necessária e, quando ela não ocorre, é frustrante para quem já se transformou pelo menos um pouco. Por isso, recomendo ao querido leitor: Mude! Comece lendo Kafka!


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Sobre preços de dvd’s e amizades

Posted by Blogueira on 13:29 in , ,
Algo, verdadeiramente, desanimador é tentar assistir uma série americana até o final enquanto ela ainda for moda. Aliás, até depois de sair de moda é desanimador, pois os preços de dvd’s no Brasil não abaixam, e as promoções são todas falsas. Não percebo nenhuma promoção verdadeira no Brasil. Tudo aqui é enganação. O problema é que eu quero muito ver o final de uma série, mas não quero pagar o valor. Como não cair na tentação da falsificação? Meio complicado, não é mesmo? É tão simples, eu caminho até o shopping popular e compro a temporada final por menos da metade do preço. Não sou colecionadora de quase nada, a única coisa que tento ter em casa são livros, mas já perdi vários por emprestar a quem não devolve ou por trocar em dinheiro ou mercadoria. Acho legal quem coleciona e tudo o mais, mas como não sou colecionadora nem crítica de imagem, não percebo, de fato, nenhuma diferença ao assistir um dvd pirata e um original. Queria que alguém me explicasse qual a diferença. Entendo a ilegalidade da coisa e tal, mas não entendo a questão da qualidade. E caso o dvd não funcione ou a imagem esteja ruim, posso, como já o fiz, trocar na banca tranquilamente...
Os valores dos originais não permitem que uma pessoa seja, politicamente, correta. Acredito que o único público fiel mesmo seja o evangélico, devido à abordagem das vendas e à fidelidade, digamos... a Deus?!? Enfim, não quero pagar um preço abusivo. É caro ou eu ganho muito mal. Aliás tudo é caro neste país especialista em impostos. Estou esperando chegar na Netflix, tentando resistir à falsificação, pois já tenho em mente que não vou pagar o valor do final da temporada. Não mesmo! Outra coisa que não deixa de ter a ver com o preço dos dvd’s são as minhas amizades. Sei lá, acho que nunca dei sorte com isso. Geralmente, as pessoas formam grupos, esses grupos têm assuntos em comum, mas parece que só atraio gente que não tem nenhuma familiaridade com meus gostos. E, sabe-se lá por que, essas pessoas que de mim se aproximam cismam que sou a melhor pessoa do mundo, mas são evangélicas, ou casadas, ou pais de família, ou não assistem séries, ou não leem livros, ou não ouvem as mesmas músicas que eu, ou não gostam dos filmes bons... entre muitíssimas outras diferenças. Não sei por qual motivo essas figuras se sentem atraídas a conversar comigo, poxa... nunca têm nem um dvd ou um livro que preste para emprestar... risos... Que azar o meu!



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A arte de perdoar

Posted by Blogueira on 19:01 in ,
          Perdoar é uma arte e, sendo uma arte, poucas pessoas dominam. Perdoar exige trabalho, um trabalho espiritual muito forte. Exige passar por cima de sentimentos, costumes, preceitos, opiniões, tudo isso, formando um conjunto: Perdoar é divino! O que me intriga, de certa forma, apesar de não me ser estranho, é o fato de muitos, mesmo sendo incapazes de perdoar, proclamarem aos quatro ventos que não guardam mágoas. Pura mentira! Coitadinhos... Acreditam-se humildes sem saber o significado de humildade e perdão.
            Um exemplo da máxima sofisticação do perdão é o caso de Massataka Ota que sempre lembro, sem querer, quando ouço alguém falando que não guarda mágoas. Massataka Ota teve seu filho de oito anos sequestrado por três homens. Seu filho foi morto no mesmo dia com dois tiros no rosto após ter reconhecido um dos sequestradores: um policial militar que trabalhava como segurança na loja de seu pai. Até aí, apenas mais uma história trágica do nosso desgraçado cotidiano. No entanto, Massataka Ota tem hoje uma fundação que ajuda criminosos assassinos e, pelo menos duas vezes por mês, ele visita o presídio onde estão dois dos assassinos de seu filho. Massataka Ota afirma ter transformado seu ódio em perdão. Infelizmente, em meu ciclo social conheço pessoas que passam o dia com raiva por alguém ter pisado, acidentalmente, em seu pé e sujado seu belo sapato.
            Sinto-me tão pequena, tenho consciência de que não sou capaz de perdoar em muitas situações, por diversas razões. O que me dá raiva é ouvir pessoas tão ou mais miúdas (espiritualmente) do que eu dizendo que são capazes de perdoar ofensas e não guardar raiva. Isso me revolta!  Todo mundo tem o direito de ser o que quiser, eu queria apenas que os discursos fossem coerentes. Nada mais! Seria mais simples, mas a maioria usa máscaras não tão poderosas, no entanto, para muitos, convincentes. O perdão é uma arte, não é algo para qualquer um. É como ópera, todos podem ouvir, mas quem será capaz de chorar deixando suas emoções expostas e sem maquiagem?



(Maio de 2013)

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Pessoas classe lixo

Posted by Blogueira on 20:27 in , ,

Surge no mercado uma nova classe de pessoas: a classe lixo. Quem são as pessoas lixo? São aquelas que têm tudo a dizer e nada a acrescentar. Tudo a dizer e nada a ouvir. Tudo a ganhar e nada a oferecer. Mas isso não passa de uma visão muito particular da humilde blogueira que aqui desenvolve seus pensamentos.

Como reconhecer pessoas classe lixo: Geralmente, querem ganhar algo como um convite, uma roupa, um ingresso etc. Mas, geralmente, querem vender tudo. Por que razão? Só pode ser porque julgam que aquilo que possuem é mais importante do que aquilo que os outros possuem. Essas pessoas só podem se considerar mais importantes, pois, se considerassem as outras pessoas tão importantes quanto elas, tratariam os anseios e objetivos das outras da mesma forma que tratam os seus. Essas pessoas tratam as outras como lixo e, sinto muito, quem trata os outros como lixo é um lixo.
Pode parecer implicância da minha parte, mas estou farta de encontrar pessoas assim em meu caminho. É o tipo de gente que tenho tolerância zero, mas não trato como me tratam, pois, caso contrário, eu me tornaria igual a elas, e não sou. Sou eu mesma, independentemente de quem cruzar o meu caminho, o fato de exercer minha tolerância zero não significa ser diferente do que sou, apenas uma parte de mim que não mostro para todos.



Imagem: Google

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Curiosidade por situações banais

Posted by Blogueira on 19:46 in


Alguns dias atrás, a chuva destruiu parte de uma árvore da rua onde moro. Logo percebi que teriam que cortar a árvore mais rente ao solo para não causar nenhum acidente futuro. Há uns dois dias, dito e feito, vieram e cortaram a árvore. Acredito que situações como essa aconteçam todo dia e toda hora. Pessoas são pagas para fazer este serviço: cortar árvores! 

O que me causa tédio é como os transeuntes e moradores pararam para observar o fato como se aquilo fosse um acontecimento incrível como a chegada de um cantor internacional, uma entidade ou algo assim. Eu acompanhei o fato porque estava no ponto esperando ônibus para ir trabalhar. As pessoas, ao contrário, abriram as janelas de suas casas, os portões, algumas, que por esse trajeto passaram, pararam para observar o acontecimento banal e comum, gesticulando, comentando, apontando...

Não sei nem quero saber o que move a curiosidade das pessoas, mas, por tão pouco, acredito que seja falta de acontecimentos em suas vidas. Falta ocupação para parar e ficar olhando o trabalho dos outros como se nunca tivessem visto aquilo antes. Curiosidade por situações banais só pode ser falta do que fazer. Ou, no caso, pensar que uma árvore que estava prejudicando até o trânsito é destruição do meio ambiente é falta de conhecimento da causa sobre o que é destruir o meio ambiente. Chegará o dia em que as pessoas cuidarão mais de suas vidas neste país? A esperança continua...



Imagem: Google

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Tempo não é apenas envelhecer

Posted by Blogueira on 14:47 in , ,

Hoje posso ver melhor o que o tempo me trouxe. Deixou algumas saudades para trás. Cicatrizou feridas e abriu novas. Quebrou alguns medos (nem todos). As reclamações mudaram e os agradecimentos também. Novos afetos e desafetos surgiram. Certos desafetos viraram fumaça perdida nas nuvens assim como alguns afetos. Certos bloqueios viraram muralhas, mas certas muralhas foram demolidas. Novos acontecimentos surgiram e outros deixaram de fazer sentido. Quando percebi essas e tantas outras perspectivas e demolições, percebi que nada mudou embora tudo tenha mudado.

Os anseios e sonhos serão sempre os mesmos, mas não serão pelos mesmos motivos. É circular, mas não em torno das mesmas razões, até por que o ser humano é circular, o mundo é circular. Estamos sempre dando voltas em torno de nós mesmos, é uma busca sem fim, pois o ponto de partida e de chegada não segue em linha reta.

Tempo não é apenas envelhecer, é também continuidade e, continuidade, é vida. E viver é existir. E existir é ter um papel no mundo, seja ele qual for. Tempo é dor e alegria. É medo e coragem. É verdade e mentira. Não existe fórmula mágica para ser humana, nem exata, pois as fórmulas, muitas vezes, são desencontradas e os resultados inesperados. Entretanto, nada é inexpressivo, pois tudo teve uma razão universal para acontecer. As coincidências e semelhanças serão a única explicação cabível do amor ao ódio. E, enquanto tempo houver, eu serei temporal assim como as nuvens que prometem chuva e vão embora sem cumprir a promessa.

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A arte de tolerar requer mais do que prática, requer treinamento mental

Posted by Blogueira on 14:21 in ,

Dizer frases bonitas, postar textos em redes sociais, incentivar alguém a ter uma boa atitude e postura perante a sociedade, tudo isso, é simples, qualquer um pode fazer. Difícil é agir. Difícil é praticar o que se prega. Mas não impossível, embora eu acredite que, além da prática, seja necessário treinamento. Enquanto seres humanos, não estamos adaptados a sermos piedosos. Somos falhos e programados para errar. Programar para tolerar é outra história.

Não acredito ser possível a tolerância sem um treinamento diário, pois se não tenho preceitos para tal, certamente, não serei capaz de ter uma conduta tolerante perante algo que não esteja de acordo com aquilo que posso compreender. Enquanto carne, a fraqueza não é só uma questão espiritual, ou para os incrédulos, mental. Somos capazes de atitudes que nossa mente não quer, não precisa, mas, enquanto carne, nos desviamos da conduta correta.

Comparo a prática da tolerância aos estudos, pois se eu ler um mesmo assunto várias vezes ao dia, ao longo de certo tempo, com certeza absoluta, o dominarei. Sendo assim, se treino minha mente, diariamente, a compreender “o outro” como um indivíduo diverso a mim, serei capaz de tolerar seus defeitos, assim como tolero os meus. Não é um exemplo prático, pois todo texto é teórico, embora possa ser colocado em prática.

Defendo aqui a ideia de que a teoria da tolerância na virtualidade, no papel ou em palavras deve ser colocada em prática. Entretanto, para que isso possa ocorrer é necessário treinar a nossa mente, para que o nosso corpo possa agir de acordo com nossas vontades, pois se agimos de uma maneira diversa daquilo que professamos, nossos atos se tornam tão abstratos quanto nossos pensamentos.

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Posted by Blogueira on 21:32 in
Pequeno  dos muitos diálogos entre mim e meu sobrinho de nove anos:
_ Gabi, eu não acredito que tiraram “TV Globinho” para colocar o programa da Fátima Fernandes.
_ ‘Amore’, não é Fátima Fernandes, é Fátima Bernardes.
_ Ah, tanto fez e tanto faz, é tudo farinha do mesmo saco!
_ (risos) Coloca no SBT...
_ Ah, nem... Lá só passa coisa repetida.
_ (KKKK...)



Infelizmente, a TV aberta está cada vez mais degradante. Nos últimos dias, além de transmitir o jogo entre Boca Júniors e Corínthians, só se fala desse assunto. Até um dos únicos programas interessantes, como “Profissão Repórter”, abordou o tema. Só visam o lucro nos contratos milionários e, o que era para ser apenas mais um jogo de futebol, se transforma em orgulho nacional (até rimou). Enquanto isso, apenas indago: Na moral, existe vida inteligente lá fora?


Imagens: Google



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