Apenas um pretexto...
"Apesar das minhas fragilidades, avanço". (Lya Luft)

Tudo passa...



Existe um fator que permeia a imaginação de quase todas as pessoas: se elas tivessem a oportunidade de saber quanto tempo de vida têm, o que fariam neste período? Eu ficaria tão estática com a notícia da minha morte que não teria muitas reações. Também acho que para realizar sonhos de uma vida é preciso ter bastante dinheiro. Por este motivo, decidi explanar meus pensamentos sobre dois filmes que possuem a mesma temática: vida com os dias contados. O primeiro é o filme “As férias da minha vida” e o segundo “Antes de partir”. O primeiro trata da história de uma mulher super-recatada que nunca havia vivido intensamente, até que descobre que está supostamente doente em estágio terminal e decide viver as emoções que sempre sonhou, para isto, utiliza todo o dinheiro de sua conta bancária que ajuntou durante toda a vida. O segundo trata do encontro entre um megaempresário e um humilde mecânico fascinado por História e livros, ambos têm pouquíssimo tempo de vida e graças ao dinheiro do megaempresário podem viver emoções incríveis que seriam o desejo de qualquer mortal. Ambos os filmes poderiam muito bem passar por um roteiro de “Sessão da Tarde”, mas penso que o segundo rompe a lógica estigmatizada da autoajuda para se transportar em um sentido mais literário em que a arte imita a vida. Entendo também que o cumprimento da lista traçada pelos personagens no segundo faz com que o enredo seja mais sedutor e forte que o primeiro, que sob esta ótica acaba sendo apenas uma “forcinha” para quem está triste. “Antes de partir” mostra que mesmo que não haja um final feliz, a felicidade deve ser mais bem repensada. Eu sei também que criar listas é coisa de início de ano, e penso que há tanta coisa por viver e a gente nem dá conta, mas não é preciso fazer listas para saber viver, ou melhor, para viver de fato.
"Estamos todos condenados à morte, mas com um tipo de adiamento indefinido."
(Victor Hugo)
(Imagem: Google)

Desde o início de dezembro (2010), comecei a estudar para um concurso público na minha área. A matéria não é chata, mas como é muito conteúdo, torna-se chata. Estou ligeiramente estressada e de mau humor, mas tento disfarçar, já que o mundo é, muitas vezes, um saco de merda, tenho mesmo que aprender a conviver nele. É mesmo muito difícil praticar a palavra sublinhada, pois todos sempre querem ter razão.
Corrigi muitos textos em 2010 (atuando como corretora/revisora), o que ainda não aprendi foi corrigir os meus próprios textos, muito menos a mim mesma. É uma tarefa árdua viver, mas a vida não é assim, eu sei que não. Às vezes, pergunto às pessoas se elas são felizes e elas me respondem sem pensar: “Sim!”. Queria ter as mesmas certezas. Desconfio, entretanto, que algumas pessoas mentem e , para este tipo de mentira, não há perdão. Embora os demagogos todos do mundo poderiam se unir, me encarar e dizer: “Para todo erro há perdão”. Pura ‘balela’! Afinal, é difícil e, ao mesmo tempo, insólito, perdoar a si mesmo.
Eu e minha parceira de correções de 2010 rimos muito ao receber nosso salário integral, não descontaram nem um centavinho pelas nossas faltas, que não foram poucas. Acho que estamos rindo até agora. Mentira, só eu tenho achado isso muito bom, pois minha amiga costuma achar tudo natural... Embora, ela possa vir a discordar desta afirmação.
No final de junho (2010), eu estava me sentindo como uma bomba relógio, eu não via a hora de o semestre final da faculdade chegar ao fim. Hoje, (apenas 6 meses depois) já sinto falta. Minha parceira de correções de 2010 disse que eu estava sofrendo da “síndrome do ninho vazio”. Agora, que estou me sentindo velha, desprezada, desinteressante, absurdamente incompleta e vazia, qual é mesmo a minha síndrome? Creio que não seja necessário resposta.
Tenho algumas metas para 2011, o que, em se tratando de minha pessoa, é um grande avanço (geralmente não tenho metas). Tenho um prazo curto para cumpri-las, penso que é possível alcançá-las, mas se eu não conseguir, vai ser apenas mais uma vez que vou chorar. Ultimamente, não tenho chorado muito e, quando choro, são poucas as lágrimas, às vezes tenho a impressão de estar forçando o choro, uma espécie de teatro para Deus ou algum anjo bom, como se eu pudesse enganá-los...
"A franqueza não consiste em dizer tudo o que se pensa,
mas em pensar tudo o que se diz."
(Victor Hugo)




Entendo por “confidência” uma intimidade confiada a alguém. É difícil confiar segredos, mas é importante ter com quem confiá-los. Entendo também que os blogs, em geral, são um espaço importante para os diários. Gosto de ler blogs que se assemelham a diários, mas não todos, pois alguns são chatíssimos. Decidi expor um pouco das minhas confidências, mas não todas, porque não sou tão original assim. Tenho certeza que muitas pessoas vão achar minhas confidências chatas e banais, mas é preciso escrever. E quem escreve está já, mesmo que não seja um diário, completamente exposto. Julgamentos? O que fazer com eles? Eles nada podem além de mascarar a realidade de muitos (que julgam) e não possuem plena coragem de ‘dar a cara a tapa’. Mesmo que todos os tapas sejam virtuais, e, ainda bem, que são! Sempre que estiver escrito (Momento Confidência) na frente de um título, entenda como um momento meu. Queria poder descarregar tudo, pois estou tão aflita por momentos... mas são tão raros...
“Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo entendimento.” (ClariceLispector)

Fiquei impressionada e constrangida ao saber que o Conselho Nacional de Educação quer banir uma das fábulas de Monteiro Lobato das salas de aula. A acusação é de que a fábula possui conteúdo racista.
Não há adjetivos verbais que sejam compatíveis com minha revolta diante desse fato. Afinal, o que fica evidente na obra de Monteiro Lobato é a sua preocupação com questões raciais.
Aprendi que a Literatura é aberta. Sendo assim, cabível de diversas interpretações. Castrar o direito de interpretação dos jovens e crianças brasileiras é castrar a imaginação. Castrar o direito de saber e ler o autor que ocupa lugar significativo na construção de leitores de diversas gerações.
Chegou o momento de o Brasil se preocupar, verdadeiramente, com a educação. Mas não proibindo Monteiro Lobato e, sim, investindo em professores e infraestrutura. Só assim o país terá uma educação, politicamente, correta.
Espero, em uma visão muito particular, que o Conselho Nacional de Educação repense sua atitude e que não bloqueie um dos maiores gênios da Literatura Brasileira. Acredito que não há motivos para regredir. O país, na última década, tem caminhado para o progresso. Que se faça valer, pelo menos, uma das palavras transcritas na bandeira, já que a ordem ainda vai demorar um pouco.
"...Há dois modos de escrever. Um, é escrever com a ideia de não desagradar ou chocar ninguém… Outro modo é dizer desassombradamente o que pensa, dê onde der, haja o que houver, cadeia, forca, exílio." (Monteiro Lobato)
(Imagem: Google)


Entende-se por capitalismo (comercial) um sistema de trocas. Nesse sistema de trocas, não necessariamente troca financeira, um determinado indivíduo fornece um produto e recebe outro produto em troca. Será que eu ‘tô’ sendo louca demais em dizer que quando os indivíduos estão apaixonados eles esperam receber algo em troca? Quando as pessoas estão apaixonadas elas esperam receber, essa questão de doar-se, apenas, não está relacionada à paixão. Os indivíduos querem ser desejados por seu objeto de desejo. É simples! A paixão é um sistema capitalista, um sistema de trocas (é mesmo um sistema). O capitalismo é muito polêmico, a paixão não é menos. Querer é ser capitalista. Dizem que há um determinado tempo para a paixão chegar ao fim, sabemos também que há um determinado tempo para receber lucros (no sistema capitalista, é claro), ou ‘fracassar nos negócios’, bom é saber que alguns negócios dão certo e que se, por acaso, você está apaixonado e não é correspondido, o tempo poderá lhe proporcionar a solução para seus probleminhas de paixonite. E, como todo bom capitalista, invista em outro negócio. Lembrando que o que pode agradar alguns, desagrada a outros. Só a título de incentivo: todo mundo já ouviu falar da Disney? Pois é, seu criador (Walt Disney) já foi despedido de um jornal (adivinhem) por FALTA DE IDEIAS. Hoje sou eu quem falo: tente outra vez!
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