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Minha gata é diferente!

Posted by Blogueira on 20:09 in
Foi achada na chuva e chorando. Não fui eu quem achou, mas um ser muito especial pediu para que eu ficasse com ela. De início, relutei! Nunca tive um gato antes, apenas cachorros e, além disso, havia quinze anos ou mais que eu não tinha e não estava mais acostumada a bicho nenhum. Alguns dias se passaram e aceitei a ideia, ou melhor, o desafio de gostar de um animal novamente.
Ela começou como todo gatinho, subia em minhas pernas e queria carinho. Às vezes, arranhava de leve, outras vezes, mordia. Parecia-me uma gata normal, mas não era. Com o tempo, foi mudando de comportamento. Tornou-se arredia. Aos três meses (calculados por estimativa) não gosta de colo. Carinho? Só na hora do sono, isso se o sono estiver muito “pesado”. O problema é que sinto vontade de carregá-la a todo momento. Afinal, quem não quer carregar um filhote? Filhote são apaixonantes. Ela é diferente, do nada, sai fugindo. Mas é a gata que não troco por outra. Trocaria de início, hoje não troco mais.
Dia desses, ela adoeceu, fiquei ‘chorosa de morte’. Nem eu entendi por qual motivo fiquei assim. Um gato, apenas? Não! A minha gata! A gata que hoje altera minha rotina e que me fez voltar a brincar, algo que deixei de fazer há muito tempo. Mas o que mais me comove em Mily, sim, Mily é seu nome, é a forma como ela me conhece. Sim, conhece! Se estou triste, Mily me olha com olhar de piedade, tenta me ajudar de alguma forma, fica desajeitada, seu pescoço contorce. Mily, realmente, neste pouco tempo, sabe quando estou triste. Quando estou feliz, Mily pula, Mily corre, Mily quer demonstrar que está como eu: feliz. Não é impressionante?
Vejo que Mily me conhece mais do que as pessoas que convivo, pois quem é que sabe quando estou triste? Quem fica feliz comigo? Pouca gente sabe o que se passa na minha alma. Ou melhor, alguém sabe? Posso estar errada, mas sinto que minha gata se parece comigo. Nunca fui dada a afagos e chamegos, algumas pessoas me acham agressiva e é o que têm dito sobre Mily. Quando ela adoeceu, fomos à veterinária, que me disse que o jeito dela não vai mudar e que eu tenho que respeitar o que ela gosta ou não gosta e eu sei que ela gosta de mim, o que ela não gosta são dos 'amassos de amor' exagerados. Graças ao Deus dos animais amados, Mily está se recuperando bem e meu coração está mais tranquilo, pois voltei a acreditar na pureza, na verdade e no amor. No amor? Ah, ainda não sei... Deixa o tempo dizer.
  






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Escolas Literárias de Portugal e Brasil – Principais autores

Posted by Blogueira on 20:48 in
Portugal

Trovadorismo – Século XII a XIV
Gêneros: Lírico e Satírico
Autores: Martim Codax, Dom Dinis, Pero Larouco.

Humanismo – Século XV
Autores: João Ruiz de Castelo Branco, Fernão Lopes, Gomes Eanes de Zuraro, Rui de Pina, Gil Vicente.

Renascimento/Classicismo – Século XVI
Autores: Luís de Camões.
(Época das Grandes navegações)

Barroco – Século XVII e XVIII
Autores: Padre Antônio Vieira
(Sermões)

Neoclassicismo – Século XVIII
(Arcádia)
Autores: Manuel Maria Barbosa du Bocage.

Romantismo – Século XIX
1ª geração
Autores: Antero de Quental, João Batista da Silva Leitão de Almeida Garret, Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo.
2ª geração
Autores: Camilo Castelo Branco.
3ª geração
Autores: João de Deus, Júlio Dinis.
Realismo e Naturalismo – Século XIX
Autores: Eça de Queirós, Antero Tarquínio de Quental, Abílio Manuel Guerra Junqueira, Antônio Duarte Gomes Leal, José Joaquim Cezário Verde.

Simbolismo – Século XIX virada para século XX
Autores: Camilo Pessanha.

Modernismo – Século XX
Autores: Fernando Pessoa (Pseudônimos: Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caieiro)

Brasil

Quinhentismo – Século XVI
(Literatura informativa / Catequética)
Autores: Pero Vaz de Caminha, Pd. José de Anchieta.

Barroco – Século XVII e XXVIII
Autores: Gregório de Matos, Manoel Botelho de Oliveira.

Neoclassicismo – Século XVIII
Autores: Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, José Basílio da Gama, Frei José de Santa Rita Durão.

Romantismo – Século XIX
1ª geração
Autores: Gonçalves Dias
2ª geração
Autores: Luis José Junqueira Freire, José Marques Casimiro de Abreu, Manuel Antônio Álvares de Azevedo.
3ª geração
Autores: Antônio de Castro Alves.
Prosa Romântica:
Autores: José de Alencar, Joaquim Manuel de Macedo, Manuel Antônio de Almeida.
Prosa Romântica Regionalista:
Autores: Bernardo Guimarães, Alfredo Taunay, Franklin Távora.
Realismo e Naturalismo – Século XIX
Autores: Aluísio de Azevedo, Raul Pompéia, Machado de Assis.

Parnasianismo – Século XIX
Autores: Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac, Alberto de Oliveira, Raimundo Correia.

Simbolismo – Século XIX
Autores: José da Cruz e Souza, Alphonsus Henriques da Costa Guimarães.

Pré-Modernismo – Século XX
Autores: Augusto dos Anjos, Euclides da Cunha, Monteiro Lobato, Lima Barreto.

Modernismo
1ª geração:
Autores: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira.
2ª geração:
Autores: Cecília Meireles, Murilo Mendes, Jorge de Lima, Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Graciliano Ramos (prosa).

Neorrealismo
2ª geração de prosa Modernista
Autores: Érico Veríssimo, Jorge Amado, José Lins do Rego, Graciliano Ramos
3ª geração:
Autores: João Guimarães Rosa, Clarice Lispector, João Cabral de Melo Neto.

Tendências Contemporâneas da Literatura
Ferreira Gullar, Hilda Hilst, Dalton Trevisan, Dionísio Machado, Lígia Fagundes Telles, Fernando sabino, Carlos Heitor Cony, Antônio Callado, Hermínio Borba Filho.

Realismo Fantástico
Autores: Murilo Rubião, Campos de Carvalho, José J. Veiga.

Histórias Nacionais
Autores: Moacyr Scliar, João Ubaldo Ribeiro, Pedro Nava, João Antônio, Autran Dourado, Osmar Lins, Samuel Rowet, Oswaldo França Júnior, Fausto Cunha, Miguel Jorge, Geraldo Ferraz, Esdras do Nascimento, Geraldo Mello Mourão.




Literatura

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Principais Autores

ENEM

Estudo de Literatura





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Mudando sem perceber...

Posted by Blogueira on 23:08 in , ,
Não foi percepção, mas, sim, uma constatação: tudo muda! Talvez fosse melhor dizer que tudo passa, mas quero auto afirmar minha mudança... E como eu mudei! De repente, aquilo que fazia sentido não faz mais, e, aquilo que não tinha o menor sentido, começa a ter todo sentido. Não estou falando de uma mudança ou outra, estou falando de tudo.
Minha vida está, completamente, diferente. Embora eu ainda faça as mesmas atividades de cinco ou dez anos atrás, a minha forma de enxergar e de ser mudou. Ainda me sinto pressionada em várias ocasiões, assim como eu era quando ainda uma jovem adulta, mas, mesmo diante das novas cobranças não tenho me deixado intimidar. Eu sei que as pessoas, muitas vezes, querem que eu seja mais dinâmica, mais produtiva, mais interessante, mais bem sucedida do que eu tenho sido durante meu tempo de existência. Mas não posso mais me deixar levar pelas expectativas dos outros. Eu apenas sou alguém que se conhece, eu estou sempre tentando e não é possível que minha autocrítica me destrua como algum tempo atrás.

Não estou de malas prontas para lugar nenhum, mas me sinto tão incompleta em alguns momentos que queria partir, sei lá para onde. Sinto que algo foi corroído dentro de mim. Sinto que meu coração não faz mais planos. Não acredito que eu tenha perdido o entusiasmo, acredito que poucas coisas têm me despertado entusiasmo. Também não culpo nada nem ninguém, culpo apenas minhas próprias angústias, pois sei que já esperei demais por coisas que nunca aconteceram. Talvez eu esteja mais preparada para o fracasso do que para o sucesso, o que não quer dizer que estou mais forte, apenas diferente. Diferente na entrega, na luta, na ansiedade (que ainda é alta, embora poucos percebam). Meu coração está amadurecido, o que, de maneira nenhuma, significa morto.

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Sobre meus dois últimos filmes e meus dois últimos livros

Posted by Blogueira on 14:27 in , , ,
Não tenho o tempo que gostaria para ler e escrever, e, quando tenho, fico com um pouco de preguiça. Não é sempre, mas ocorre com frequência. Sentir preguiça deve ser natural. Por esse motivo, vou tentar fazer textos que abordem mais de um assunto. No entanto, que sigam uma mesma linha de pensamento, e também textos mais dinâmicos. 
Vamos lá, vi dois filmes com temáticas semelhantes:  Uma Garrafa no Mar de Gaza (Direção: Thierry Binisti) e Além da Fronteira (Direção: Michael Mayer) Ambos são verdadeiras aulas de História, já que mostram um pouco da realidade de Israel e Palestina. Apesar de serem países tão próximos, é muito triste ver como são diferentes em relação à cultura, desenvolvimento, política, enfim, tudo. Uma Garrafa no Mar de Gaza vai tratar da amizade à distância entre dois jovens via internet. Não deixa de ser interessante, mas em muitos momentos é cansativo. Acredito que um filme cansativo tira um pouco do seu valor. Vale a pena em relação a conhecimentos históricos e geográficos. Já Além da Fronteira, apesar do preconceito que predomina quando os protagonistas de um filme são gays, é um filme muito significativo, envolvente e marcante. Esse sim, não perde seu valor em nenhum momento, pois não deixa de ser eletrizante e chocante. Fantástico, eu diria. Ninguém se arrependerá se, por acaso, assistir aos filmes. Afinal, filmes nunca são demais!
Sobre os meus dois últimos livros, o que tenho a dizer é que nenhum deles tem a ver com meu estilo de leitura. Apesar de que um deles não é um livro para ler apenas uma vez na vida: A Arte da Guerra (Sun Tzu)! Sempre protelei a leitura, não sei bem por que, já que sempre quis lê-lo. O livro não decepciona, é, realmente, uma arma nas mãos de quem sabe usar, pois trata de estratégias que, no meu ponto de vista, podem e devem ser aplicadas a qualquer situação da vida. Por isso, acredito que ele se pareça mais um manual de como fazer qualquer coisa dar certo do que um livro, propriamente dito. O meu último livro foi uma grande perda de tempo: Desvendando os segredos da linguagem corporal (Allan & Barbara Pease), um manual também! Mas um manual chato e difícil de seguir. Afinal, quem fica analisando os outros ou se analisando o tempo todo? Algumas condutas eu nem concordo, acho que são perda de tempo, tanto para aplicá-las como para tentar desvendá-las. Não recomendo a leitura para que ninguém perca tempo. Tempo é algo tão raro hoje em dia, vou tentar não perder o meu com leituras ruins.

  

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Tenho pensado na vida...

Posted by Blogueira on 18:09 in ,
Tenho pensado na vida e em como tenho ficado estática perante ela. Não luto por nada, não luto por ninguém. Inúmeros dias, minha única companhia é meu próprio pensamento. Sempre me sinto incompleta, mas acho que todos são assim, só não sabem ou não admitem. Admitir uma verdade interior é muito doloroso.
Ando desequilibrada internamente: sono demais, tristeza demais, solidão demais. Ando perdida dentro de mim e não procuro me achar, porque quero fugir e, fugir, não é uma escolha no momento. Não há lugar para onde eu possa ir que me caiba, não há lugar para mim neste momento. Penso em outro país, penso em outro emprego, penso em um amor, mas tudo parece exigir planejamento e, planejar, nunca foi meu forte.
Ah, por que meu coração está tão dormente? Por que estou encharcada de perguntas sem respostas? Por que meu espírito, que não é físico, parece doer? Por que tudo parece não ter sentido algum? Ninguém me responde, as únicas vozes que ecoam são minhas próprias dúvidas! Tenho pensado na vida... tenho pensado em como posso mudar, como? Mudar? Minha vida? Meu caminho? Um novo país? Um novo emprego? Um amor? O quê?



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Enxurrada de adversativas

Posted by Blogueira on 22:21 in
Um fenômeno interessante que as eleições trouxeram para as redes sociais foi a enxurrada de orações coordenadas sindéticas adversativas. Ora! Eu e essa minha mania de ler nas entrelinhas os discursos preconceituosos, racistas e, na melhor das hipóteses, com ares de certa superioridade...
Colhi várias dessas orações e, com certeza, futuramente, serão trabalhadas em sala de aula. Acredito na importância de estimular os alunos a refletirem sobre exemplos como: “Não tenho nada contra gays, porém.../ Acho que os professores têm que lutar por seus direitos, no entanto.../ Não estou falando que quem vota em determinado candidato é burro, mas.../ Acho que sou a favor das cotas em universidades, contudo...” Mais do que prestar atenção no que as pessoas escrevem ou dizem, é preciso observar a quem elas tentam convencer, se a si mesmas ou aos outros.
É válido observar o posicionamento que tomamos e nossas ações. Claro que em um texto devem aparecer esse tipo de oração, mas neste momento estou falando do discurso (das entrelinhas...). O que as pessoas expressam por meio de palavras costuma dizer muito sobre elas, assim como a gestualidade, o modo como se relacionam, a maneira como se vestem etc e tal. No meu caso, prefiro observar o sentido implícito em cada contexto.

Para relembrar: De acordo com a gramática normativa de Pasquale e Infante (2001), “Orações coordenadas sindéticas adversativas exprimem fatos ou conceitos que se opõem ao que se declara na oração coordenada anterior, estabelecendo contraste ou compensação. A palavra adversativa é da mesma família de adversário, que, como você sabe, significa opositor. A conjunção coordenada adversativa típica é ‘mas’; além dela, empregam-se ‘porém, contudo, todavia, entretanto’ e as locuções ‘no entanto, não obstante’.”

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Sem decepção!

Posted by Blogueira on 14:07 in ,
Decidi meditar sobre a palavra decepção. Tenho um motivo para tal, pensei que estava decepcionada com alguém. No entanto, a razão me trouxe a certeza de que não tenho esse direito. Não sou muito boa com as palavras quando estou triste em relação a algo (tristeza tenho o direito absoluto de sentir). Por isso, não sei se conseguirei expressar o que, de fato, pretendo. Seguem abaixo três fatores sobre eu não ter o direito de me decepcionar.
Em primeiro lugar, é preciso refletir: por que me sinto no direito de me sentir decepcionada com alguém? Percebi que eu só me senti decepcionada porque eu mesma (a única culpada) construí expectativas em cima de uma outra pessoa. Quando construí tais expectativas, talvez eu tenha criado uma pessoa que nunca existiu, transformei alguém comum em alguém especial. Erro grave! Não estou aqui afirmando que essa pessoa seja ruim, mas é uma pessoa normal, como outra qualquer... Projetar uma imagem diversa àquela que a pessoa, verdadeiramente, possui é o primeiro grande passo para um futuro decepcionante.
Num segundo momento, posso afirmar, com absoluta certeza, que, de uma forma ou de outra, alguém já se sentiu no direito de se decepcionar comigo. Por qual motivo? Certamente por ter projetado em mim expectativas inexistentes, imaginárias, portanto! De quem é a culpa? Minha? Não! Não sou culpada por alguém construir uma imagem sobre mim. É até estranho falar em culpa, sendo que ninguém está sendo condenado. Mas, como em tudo na vida, é preciso culpar algo, que a culpa seja de quem criou expectativas. A situação aqui explicitada é inversa à situação do parágrafo anterior. Ou seja, em algum momento da vida, isso poderá ocorrer com qualquer pessoa.
O terceiro fator que me leva a crer que não tenho o direito de me decepcionar é a questão da auto vitimização. Quando me coloco na posição de vítima, certamente pensarei que todas as pessoas são causadoras de um sofrimento que é meu, exclusivamente meu. Sendo assim, percebi que não devo me sentir uma vítima, simplesmente porque me sinto triste pelo fato de as coisas não terem saído de acordo com a minha vontade. A auto vitimização não vai me fazer progredir.
O tempo e a vida me ensinaram a refletir sobre isso. Acredito que eu nunca tinha conseguido pensar de forma tão ampla sobre até aonde vai o meu direito. É claro que ter essa lucidez não me imuniza de sofrer, mas cicatriza melhor as feridas. Mas... o lado bom de tudo isso é que qualquer das minhas frustrações jamais me impedirão de acreditar em novas pessoas, porque eu sei que as pessoas são diferentes umas das outras. Não estou imunizada, ninguém está imunizado de mim. E eu não vou desconfiar de todos, ao contrário, confiarei com a ideia de enxergar a realidade, não apenas o que eu quero enxergar.


Decepção


Decepcionar


Refletir

 




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É importante ouvir

Posted by Blogueira on 22:02 in , ,
Tenho percebido o quanto as pessoas querem falar, mostrar seus conhecimentos de nada e coisa nenhuma, poucas pessoas estão, de fato, interessadas em ouvir alguém. Ou seja, até que ponto estão dispostas a aprender ou a conviver com alguém? Até que ponto acrescentam e ensinam? Acredito que seja muito difícil conviver com pessoas que mal deixam que se articule uma frase sem que antes interrompam o interlocutor. Tal atitude é, absurdamente, cansativa!
O que me levou a divagar sobre a situação do meu enfado em relação a alguns foi o fato de que muita gente, muita gente mesmo, tem se tornado óbvia demais para mim. Às vezes, até me incomoda, outras vezes, rezo para que ninguém estabeleça um diálogo comigo, muitas outras vezes, sou indiferente ao que está sendo dito, pois sinto que não tenho nada a aprender com gente vazia. Vazia de conteúdo, vazia de sentimento, vazia de assuntos que valham a pena serem discutidos e, gastar saliva lutando para argumentar, não é o meu forte.

Tenho muitos defeitos, mas sou uma boa ouvinte, entendo quando alguém precisa desabafar ou, simplesmente, explanar uma ideia sem interrupção. Não quero convencer ninguém a domesticar sua conduta quando alguém está falando. Mas é sempre bom lembrar que todo mundo tem um dia de tristeza, um dia muito bom, um dia muito ruim, um dia de desânimo, um dia de entusiasmo, um dia feliz, um dia normal... É sempre bom ficar atento, pois alguém tem sempre algo a dizer. Deixar as pessoas falarem é importante para quem ouve e para quem fala, mas só falar é importante para quem? Pensar em conjunto é sempre válido, respeitando, é claro, o momento de cada qual.

Ouvir


Respeitar


Pensar em conjunto


Ouvir e falar



Imagem: Google

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Palavra transparente - God not is Dead e sua única perspectiva!

Posted by Blogueira on 11:11 in
Não sei por qual motivo decidi assistir God not is Dead (Deus não está Morto). Não sei se li em algum site que era um filme bom ou se alguém me indicou. Não lembro mesmo o motivo que me levou a perder uma hora e cinquenta minutos na frente da TV.
O nome é, certamente, atrativo. Em alguns momentos, o filme gera uma boa discussão, mas um espectador atento não demora muito a perceber que apenas um lado dos argumentadores tem respostas para tudo. Que lado é esse? O cristão, claro.
O filme é uma tentativa de evangelização que nada mais faz do que impor os seus conceitos para aqueles que “ousam” discordar. Não passa de um método bem utilizado (por ser um filme bem produzido) para evangelizar ou fazer aqueles que são evangelizados darem total razão a tudo o que é exposto.
O filme mostra quatro pontos de vista: ateísmo, teísmo (através de outras religiões), agnosticismo e cristianismo. Exceto o cristianismo, todas são mal representadas e apresentam um discurso fraquíssimo. Ou seja, o filme molda o roteiro de acordo com o público: crentes... em Jesus. Fica clara a ideia de que qualquer outro tipo de crença não basta. O único caminho é seguir a Cristo! Dessa forma, toda boa produção do filme vai “por água abaixo”, pois a discussão não é imparcial, portanto, injusta!
Acredito que seja um bom filme para os crentes... em Jesus e que não tenham uma visão ampla e questionadora. Mas um assunto tão amplo como a fé, não pode ser reduzido apenas a uma perspectiva.



Obs: Sou cristã! Mas sou justa em minhas avaliações. ;)

#Filmefraco
#Godnotisdeadpoderiasermelhor
#Fésemquestionamentoéduvidosaouburra




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Palavra Transparente - A crença no outro

Posted by Blogueira on 11:18 in ,
Cada vez mais, é importante perceber que não devemos desprezar o potencial das pessoas. Devemos valorizar aquilo que elas podem vir a se tornar, e, não, apenas trabalhar com aquilo que elas são no momento.
Todas possuem habilidades, mas é impressionante como a maioria de nós só consegue enxergar as que estão ligadas em nós mesmos. O controle do ego é o grande limite entre aquilo que somos, aquilo que imaginamos ser e aquilo que imaginamos que os outros sejam.


Quando abrimos nossos olhos para o mundo e deixamos de nos voltar apenas para nosso reflexo no espelho, percebemos a infinita força da mente daqueles que estão ao nosso redor. A crença no outro é também a crença em nós, pois estamos, de inúmeras formas, conectados.



#valorizar

#valorizaroserhumano
#nãoolharapenasparasimesmo
#controledoego
#quebradoego
#nãoolharsomenteparaopróprioumbigo
#crescimento
#crescimentoespiritual


*Sei que blog não é lugar para hashtag, mas existe uma regra? Beijo aos leitores...

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Este é setembro

Posted by Blogueira on 14:23 in ,
O mundo gira, gira, gira... e eu acabo caindo no mesmo tipo de texto: falar mal da profissão. Estamos em setembro, mas, por mim, bem que já poderíamos estar em dezembro. Acredito que a vida das pessoas felizes não seja assim: um eterno desejar que o ano acabe logo. Sim, aqui eu me confesso infeliz profissionalmente. Talvez surjam pessoas com bons conselhos de mudança, mas mudar de vida vai muito além de apenas querer. Certamente, largar minha profissão neste exato momento não me trará nada além de prejuízo, pois não tenho como me manter a não ser trabalhando na minha infeliz escolha.
A questão é que quando chega esta época do ano (setembro/outubro) eu me transformo em uma pessoa, extremamente, depressiva. As aulas ficam piores de serem administradas e alguns “alunos” parecem brotar das profundezas do inferno, especialmente, para me atormentar! Especialmente para me mostrar que fiz a escolha errada e serei uma pessoa depressiva nos dias lindos de setembro, simplesmente, porque tenho que conviver com criaturas que estão ali (em sala de aula) para destruir a minha autoestima.
Não estou falando que o magistério é uma má escolha (que o escolha quem quiser). Este é um relato pessoal e intransferível. Esta é a minha experiência de vida. Esta é a minha história frustrante e chata. Quero mudar e vou. Prometo a mim mesma não me tornar uma senhora amargurada com a vida devido a experiências negativas que tive ao longo de anos que não interferi na minha história e, simplesmente, deixei de dizer não!!! Este é setembro, esta sou eu neste setembro; florido, lindo, ameno, espetacular, o mês do meu aniversário. Mas quero fugir! Para Londres? Paris? Suíça? Não, quero fugir de mim! Posso desistir da fuga, 'né'?


Abraço aos novos leitores e sejam sempre muito bem-vindos ao mundo de uma mulher balzaquiana, mas sempre sincera!




Setembro




experiência de vida




experiências negativas


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Sobre o livro "Como me tornei estúpido"

Posted by Blogueira on 21:41 in ,
[Não contém spoiler]


Todos deveriam ler o livro "Como me tornei estúpido", quem sabe assim,os estúpidos, seriam menos estúpidos? Falo da estupidez mais nojenta, aquela baseada na idiotice das mesmices, das coisas vãs e vazias. O livro de Martin Page trata, exatamente, disso. 
A idiotice é algo que finca como raiz em solo fértil, parece não ter fim, parece não diminuir. As redes sociais só têm aumentado a banalidade vazia das pessoas. Elas são vazias! Mas de quais pessoas falo aqui? As idiotas! Aquelas que proliferam imbecilidade o tempo todo, aquelas que se acham educadas, modernas, cultas, inteligentes e não têm nada a acrescentar. Falo dessas estúpidas e é disso que o livro fala.
O enredo apresenta um intelectual que não se preocupa com dinheiro e leva uma vida simples que resolve, a todo custo, tornar-se um imbecil. Ele consegue? Como se dá essa tentativa? O que é preciso para se tornar um idiota? O livro fala por aqueles que se sentem "estranhos no ninho", inclusive o filme "Um estranho no ninho" parece ser uma inspiração para o autor. 
Recomendo como forma de leitura crítica e criativa, apenas para mentes pensantes...


Imagem: Arquivo pessoal

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A política da falsa felicidade

Posted by Blogueira on 21:34 in , ,
Tenho alguns textos que falam sobre felicidade. Não que sejam mentirosos, mas nem tudo aquilo que sinto é o que faz parte daquilo que preciso expressar no meu dia a dia. Sentimentos são confusos e difíceis de serem sempre os mesmos. Por isso, ser feliz é diferente de estar feliz hoje ou amanhã.
Atualmente, existe uma política da falsa felicidade. As pessoas sempre fingem estar bem para fazer valer a máxima de que suas vidas são interessantes ou mais interessantes que outras. Digo isso por experiência própria. Como não tenho uma vida convencional, do tipo, sair, muitos amigos, amores, paixões, carro, profissão bem sucedida etc. e tal, as pessoas pensam que, por serem convencionais, e almejarem tudo que citei anteriormente, sou menos feliz do que elas. Bom, posso até não ser feliz, admito!  Mas elas também não são, mesmo almejando ou tendo tudo o que acham que precisam para serem felizes.
As pessoas que saem muito para a balada e que não têm um grande amor, acham que tenho que sair mais, e só assim poderei encontrar um grande amor. Então, por que elas ainda não têm um grande amor? Acham que eu deveria lutar para sair da minha profissão, outros acham que eu deveria trabalhar por amor, outros acham que eu nunca deveria ter entrado... Então, a quem devo ouvir? Como lutar por outra profissão? Como sair? Como nunca ter entrado, se já entrei? Tenha um carro, tenha amigos, tenha amores e paixões. Siga as regras e será como... eu! É o que me dizem... Mas ser como os que seguem as regras é ser feliz? Tudo não passa de mera maquiagem. Toda felicidade é feita de momentos. Nada é eterno. E me desanima, em muito, esse pensamento de lugar comum, de que a felicidade é uma certa ditadura.

Rivotril? Clonazepan? Paroxetina? Fluoxetina? Qual a fórmula? Eu não sei... Mas, certamente, não há de ser a de sempre... Porque parece não funcionar com todo mundo ou, pelo menos, parece funcionar só por um tempo. Eis a vida, eis a falsa política do contentamento imediato, eis a política da falsa felicidade...

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Filme "21 gramas"

Posted by Blogueira on 21:20 in

[Não contém spoiler]


O filme “21 gramas” é uma grata surpresa para quem gosta de filmes 'cult'. Vários fatores contribuem para que o espectador saia extasiado da frente da tela. Muitos elementos do mesmo me fascinaram, e não sei dizer o que mais me provocou.
Pensando, friamente, sobre o enredo, eu poderia dizer que se trata de três personagens com os destinos cruzados por uma tragédia. Mas a não-linearidade com que os fatos ocorrem faz com que não se possa piscar os olhos diante do que é exposto.
Inquietante, mas envolvente. Avassalador, mas reflexivo. Com certeza, “21 gramas” é o filme certo para qualquer pessoa atenta à banalidade da vida e às tragédias projetadas por ela (a vida). O título do mesmo é uma curiosidade relevante, já que se trata de uma licença poética referente ao peso da alma que sai do corpo após a morte de um indivíduo (hipótese, cientificamente, rejeitada).

Posso afirmar, sem dúvidas, que “21 gramas” é um filme feito para pessoas atentas e ao mesmo tempo reflexivas. Estou certa de que um acontecimento pode mudar e transformar a vida de várias pessoas. O destino interliga vidas, traçado ou não, é a única forma de interligar as pessoas.




Gênero: Drama
Direção: Alejandro González Iñárritu
Roteiro: Guillermo Arriaga
Elenco: Anastasia Herin, Annie Corley, Antef A. Harris, Arita Trahan, Arron Shiver, Barclay Roberts, Benicio Del Toro, Carlo Alban, Carly Nahon, Catherine Dent, Charlie B. Brown, Charlotte Gainsbourg, Claire Pakis, Clea DuVall, Danny Huston, David Chattam, Denis O'Hare, Dorothy Armstrong-Miles, Eddie Marsan, Hai Quang Tran, Jeff Schmidt, Jennifer Pfalzgraff, Jerry Chipman, John Boyd West, John Rubinstein, Juan Corrigan, Keith Lamont Johnson, Kevin Chapman, Lew Temple, Lisa Sanchez, Loyd Keith Salter, Marc Musso, Melissa Leo, Michael Finnell, Naomi Watts, Nick Nichols, Pamela Blair, Paul Calderon, Randall Hartzog, Roberto Medina, Rodney Ingle,Sean Penn, Sharon Bishop, Stephen Bridgewater, Teresa Delgado, Tom Irwin, Tony Guyton, Tony Vaughn, Trent Dee, Tricia Branch, Verda Davenport, Wayne E. Beech Jr.
Produção: Alejandro González Iñárritu, Robert Salerno
Fotografia: Rodrigo Prieto
Trilha Sonora: Gustavo Santaolalla
Duração: 125 min.
Ano: 2003
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estúdio: Mediana Productions Filmgesellschaft / This Is That Productions / Y Productions

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Trecho do filme "O pequeno príncipe" e breve comentário

Posted by Blogueira on 23:23 in , ,




Uma das frases mais famosas do livro "O pequeno príncipe" é: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". Bom, há muito tempo não me sinto cativada, então, como no mesmo livro há também a frase: "Você atrai aquilo que transmite", decidi rever meu comportamento.


Não sou um poço de candura, mas não trato ninguém com desrespeito ou indelicadeza, o problema é esperar que alguém seja capaz de retribuir a sua delicadeza. Ainda assim, percebi que eu estava levando a vida muito a "ferro e fogo", no pior sentido: "bateu, levou". Sendo assim, eu estava tendo um comportamento agressivo, talvez sem necessidade, talvez sem valer a pena. Decidi mudar, decidi ser melhor. Mas cada vez que se tenta ser melhor aparece um novo obstáculo no caminho. Isso cansa um pouco, mas pretendo me esforçar. Quero, verdadeiramente, compreender que "o essencial é invisível aos olhos", não apenas em palavras, mas sentir profundamente.


Não me canso de ver esse trecho do filme, é uma das partes mais lindas do livro também. Fácil compreender, difícil aplicar, difícil ser tão profundo em meio a pessoas tão rasas. Não esperar nada em troca pode, muitas vezes, ser até fácil. Porém, o fato de não haver retribuição ainda me parece assustador. Sou humana. De carne e osso, inclusive.



Ficha técnica do filme completo:

ORIGINAL:The Little Prince (1974)


LIVRO DE:Antoine de Saint-Exupéry
DIRETOR:Stanley Donen
ROTEIRISTA:Alan Jay Lerner

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