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Minha nova rotina chata (Quando estava no banco...)

Posted by Blogueira on 17:50 in , ,

Estou acostumada com textos, adolescentes, ambientes descontraídos e informais. No entanto, no momento, estou tendo a dura tarefa de trabalhar em um banco. Considero-me uma pessoa flexível, apesar de muitos me considerarem o contrário. Por isso, penso que posso me adaptar a qualquer local, mesmo que a duras penas. Fica claro, então, que a função deste texto não é reclamar da vida, inclusive, odeio conviver com quem o faz.

Não gosto de ambientes e pessoas formais. Sendo assim, escolhi uma profissão que quase ninguém quer: ser professor. Escolhi essa missão, exatamente, por adorar as discussões e a forma de interagir dos jovens que me rodeiam, não vejo suplício em ser professor, considero uma linda missão, mesmo que, muitas vezes, árdua.

Concluí o curso em julho de 2010 e, como a maioria dos recém-formados, estou tendo certa dificuldade em encontrar uma colocação em minha área. Acredite, querido leitor, até para ser professor, no Brasil, há muita concorrência e eu achava que isto não existia neste campo de trabalho.

Mas a vida tem se resumido a uma rotina de banco, em que os dias parecem se repetir e, repetições, sempre me cansaram. Por isso, sempre odiei decorar, nunca fui fã de trabalhos automáticos e espero que seja tudo passageiro, como a própria vida que passa, eu tenho certeza que passa.

Graças às forças do universo, o inferno de trabalhar em um banco acabou. Até me tornei uma pessoa melhor, pois conheci gente mesquinha demais, que ganha R$2000,00 míseros por mês e acha que é melhor que as outras pessoas. Pobres coitados!


Imagem: Google


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Repetições

Posted by Blogueira on 12:13 in ,

Ligo o rádio e ouço as mesmas músicas (sim, ainda ouço rádio). Gosto dos comentários sem sentido dos locutores, das coisas inúteis que dizem, como se nos contassem a mais nova descoberta da face da Terra. Gosto quando dizem frases de para-choques de caminhões, como se fossem a mais profunda poesia de Drummond. Não gosto quando interrompem a música bem no meio, talvez porque estejam enjoados de tocá-las.

Parece que ouvir a programação das rádios é como a própria vida, tantas vezes repetitiva, tantas vezes as mesmas músicas, as mesmas frases, as mesmas pessoas. As propagandas seriam aqueles intervalos, que na vida não são intervalos e, sim, momentos e tempo que desperdiçamos. O interessante é que os intervalos sempre duram mais que a própria programação. Momentos desperdiçados duram mais que a própria vida.

Atos não passam de meras repetições, não passam de meros esboços do que foi ou do que vai ser. Ultrapassados como a programação das rádios... Mas ainda existentes.



Imagem: Google


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Dê valor ao que você tem!

Posted by Blogueira on 15:00 in
Hoje, 31 de maio de 2011, mais um mês que se esvai. Chegou aquele momento que tenho que indicar algo. Confesso que esse momento chega a ser chato, mas não hoje.
Desde o início do ano, as coisas não estavam ocorrendo como eu imaginava. Entretanto, como num passe de mágica, neste mês (maio) tudo melhorou um pouco. Eu fiquei tão feliz com a melhora da situação que percebi que eu já tive o que tenho agora e não dei valor. Acredito que quando estamos em uma situação difícil, tendemos a ter saudade daquilo que passou.
No começo do ano, minha autoestima estava baixa, eu achava que as coisas não iam mudar. Tudo estava muito chato, simplesmente, porque eu estava trabalhando em cargos que nada tinham a ver comigo. Não que esteja tudo 100%, mas posso dizer que estou melhor.
A indicação do mês é que se dê valor àquilo que se tem. Às vezes esquecemo-nos de agradecer a Deus ou ao universo aquilo que conquistamos, mas agora posso ver o quanto faz falta fazermos aquilo que gostamos e, principalmente, gostarmos daquilo que fazemos. Iniciei o ano com meu característico realismo e findo o quinto mês do ano com a ideia fixa de dar valor a tudo que tenho, pois amanhã tudo me pode ser tirado.
A você, querido leitor, deixo a simples mensagem: Dê valor ao que você tem!

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Minha melancolia

Posted by Blogueira on 22:35 in

Tempos atrás, assisti a uma palestra sobre melancolia. No dia, eu estava mais preocupada em lanchar na faculdade, pois estava faminta. Entrei no auditório nos momentos finais para responder à chamada, porque sempre tive o estranho e inexplicável medo de ser reprovada por faltas. Devo admitir que, o curto trecho ao qual assisti me pareceu técnico demais para se tratar de um estado humano. Mas como não assisti à palestra por completo, não posso julgar os conceitos nela tratados.

O que me ocorre agora é a estranha sensação em que me encontro. Caracterizei esse estranho estado da minha impalpável alma como melancolia, mas não sei se estou certa ou se é apenas uma vulgar compilação de emoções contidas há anos. Parte de mim parece morta. Outra parte dormente. Sinto um triste desânimo de pessoas e até a paisagem da minha janela já não aprecio mais. Pareço incapaz de muitas coisas e protelo qualquer atividade que me predisponha a realizar. Estou triste.

Um peso nos ombros que nunca senti. Talvez, essa seja minha cruz, um pedaço de madeira a roçar minha carne por tempo indeterminado. Quero um calmante, não que me acalme, mas que me faça dormir, porque o acordar é uma dor a mais, mesmo sabendo eu, no íntimo, que a vida é dádiva e deve ser tratada como tal. Mesmo assim quero sonhar invés de viver essa melancolia que me torna desejosa da mais profunda solidão.




“... Sigmund Freud, o pai da psicanálise, definia a melancolia como um árduo estado de desânimo, de desinteresse pelas coisas do mundo, incapacidade de amar, contenção na realização de qualquer tarefa, baixa gradual da autoestima, até alcançar um patamar de desejo de uma punição. Estes mesmos sinais estão presentes, segundo ele, no luto, exceto o desequilíbrio da autoestima. Há muitos séculos, porém, Hipócrates já considerava a melancolia como uma doença. Através da sua teoria dos quatro humores do corpo – sangue, fleugma ou pituíta, bílis amarela e bílis negra -, ele detectava a presença do desequilíbrio do baço, influenciado por Saturno, associado por muitos, até hoje, a esta disfunção emocional. Segundo o médico, o astro induzia este órgão a expelir um excesso de bílis negra, que assim provocava a melancolia. Era comum na Idade Moderna atribuir a fatores astrológicos a capacidade de responder pelos caminhos do homem na Terra. Como as concepções mudam ao longo do tempo, na Renascença e no Romantismo estar melancólico representava certo glamour, um status de aprimoramento da alma...” (Info escola)



Imagem: Munch, Melancolia (c.1890)


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