7

Fones de ouvido, por favor!

Posted by Blogueira on 13:07 in ,

Às vezes, fico pensando o que se passa dentro da cabeça de alguém que está dentro de um ônibus lotado ouvindo música, especialmente, irritantes no volume máximo do celular. Queria, de fato, compreender as conexões cerebrais de um indivíduo assim. O pior de tudo é que sempre tem alguém ouvindo música no volume máximo dentro do ônibus, não é algo esporádico ou incomum.

Ontem mesmo, precisei utilizar quatro ônibus diferentes em horários diferentes. Em todos os ônibus tinha um “DJ”. Daí, cheguei em casa e pesquisei que a própria internet aborda muito este fato, também existem jornais de ônibus que abordam este fato. É mesmo impressionante!

Atribuo situações chatas como esta à pura e simples falta de educação das pessoas que a praticam. Afinal, será que em pleno horário de pico alguém além do “DJ” está interessando em ouvir um funk ‘proibidão’? Duvido muito. É claro, que ouvir música dentro do ônibus não é uma atividade proibida, mas vai do bom senso do passageiro.

Existem assuntos que nem precisavam ser abordados se um número relevante de pessoas não fosse tão inconveniente. Não tenho intenção de ofender ninguém que gosta de ser “DJ” durante o trajeto de sua casa, mas refletir sobre respeitar o espaço do próximo é muito importante. Afinal, todos, enquanto indivíduos que dividem o mesmo espaço social, gostamos e queremos respeito. Seria interessante refletir sobre a arte da boa educação. Para o problema abordado é simples: fones de ouvido, por favor!




Imagem: Google


0

QI's

Posted by Blogueira on 11:22 in , ,

Cada vez mais eu me convenço de que, para alcançar o sucesso, é preciso conhecer e, mais que isto, fazer amizade com a pessoa certa. É aquele famoso “QI”, que não significa mais o ‘quoeficiente adquirido’ de um indivíduo, mas, sim, ‘quem indica’. Os brasileiros, em especial, têm esse perfil, não muito elogiável do meu ponto de vista. É daí que surge o nepotismo que todos conhecem e criticam. E o muito conhecido, mas não tão condenável, coleguismo. “Vou colaborar com fulano, afinal ele é meu colega”, é o que muitos fazem por aí.

Era o tempo em que esforço e dedicação resultavam em conquistas. Napoleão Bonaparte costumava dormir em cima dos mapas para alcançar vitórias em suas batalhas. Hoje, dormir em cima de livros, significa adquirir conhecimento, mas poderia significar muito mais: um bom cargo, por exemplo.Também não posso esquecer que Napoleão Bonaparte não era brasileiro.

Talvez os meus desabafos sobre honestidade e capacitação não cheguem a lugar algum, mas não é minha intenção que cheguem. Certamente, será apenas mais um texto que trata de injustiças. Mas talvez um dia o país caminhe em direção ao que se espera sobre justiça e comprometimento. Talvez um dia eu monte uma empresa e não contrate meus colegas e, sim, pessoas capacitadas que possam fazer a diferença ou apenas o seu papel no cargo que exercerem.

Por enquanto, fico apenas com a fala de Napoleão de que “Muitas batalhas são ganhas pela simples lembrança de guerras perdidas”. E quem sabe amanhã eu não faça parte desse amplo conjunto de “QI”'s mundo afora? Quem sabe eu não fique eternamente grata por alguém ter me dado uma forcinha? Quem sabe eu não indique alguém e alguém me seja eternamente grato? Afinal, vivo no Brasil e o que preciso esquecer é de cantar o eterno refrão “Que país é esse?” que fica martelando minha cabeça.


Imagem: Google


2

Amar alguém

Posted by Blogueira on 14:52 in ,

Amar alguém é (saber) o momento certo de se retirar, mesmo que esse alguém não te entenda e te julgue por isto.
Amar alguém é (entender) que se esse alguém não sente borboletas no estômago assim como você, provavelmente, não sentirá. É inútil lutar por isto.
Amar alguém é (aceitar) que até os melhores do mundo em qualquer coisa, sim, estes também já perderam um dia.
Amar alguém é (querer) que esse alguém seja muito feliz, mesmo que essa felicidade não inclua você.
Amar alguém é (fingir) para o mundo que você deu a volta por cima, mesmo que você não saiba por cima de onde.
Amar alguém é (pedir perdão), mesmo que esse alguém não queira perdoar você.
Amar alguém é (perdoar), mesmo que esse alguém pense que nunca falhou com você e mesmo que nunca te peça perdão.
Amar alguém é (sorrir), mesmo que esse alguém nunca tenha oferecido um sorriso para você.
Amar alguém é (enxergar) o lado desse alguém, mesmo que esse alguém jamais tenha conseguido enxergar o seu.
Amar alguém é (esperar), não que esse alguém venha ou volte e, sim, esperar que você cresça com essa espera.
Amar alguém é (alcançar) o que você nunca alcançou, mas não porque você não quis, mas, sim, porque nem tudo é alcançável.
Amar alguém é (ter coragem) de admitir que perdeu, mesmo que não tenha lutado, porque às vezes nem é preciso lutar para saber que perdeu, mas, com certeza, com a derrota é possível aprender muito mais do que com a vitória.



Imagem: Google

2

Hora marcada

Posted by Blogueira on 20:47 in ,


A palavra ‘Deus’ não significa um conceito inteligível de forma alguma, mas refere-se, ao contrário, a um ‘algo’ incoerente que desafia nossa compreensão." (George H. Smith)
"




Passei a vida toda conversando com Deus. Às vezes, assuntos banais. Outras vezes, questões que envolviam toda a humanidade. Passava horas me olhando no espelho e imaginando que desta forma estava falando com Deus. Era no chuveiro. Na escada da escola. Na solidão do quarto escuro. Em meio a um monte de gente. Eu vivia falando com Deus.

Com o tempo, e sem que eu percebesse, fui perdendo esse hábito. Não sei ao certo o que me fez parar de falar com Deus o tempo todo. Mas não o deixei completamente, não fiquei de mal de Deus, agora tenho horários para falar com Ele. Nossa relação ficou mais formal, é porque não era, de fato, um diálogo. Era um monólogo todo meu. Deus era uma invenção minha, porque, às vezes, eu sentia dor na boca de tanto mantê-la fechada. Com o passar do tempo, percebi que, infelizmente, o diálogo com pessoas reais é obrigatório e comecei a falar mais e minha boca parou de doer. Eu me afastei do Deus amigo imaginário que não respondia e que eu havia inventado. Parei de procurar respostas em frases que ouvia aqui e ali. Parei de procurar ler um sinal de Deus num para choque de caminhão. Num pedaço de um capítulo da Bíblia.

Comecei a imaginar que Deus estava fugindo de mim, depois eu percebi que isso seria improvável, pois Ele não poderia fugir se já estava distante. Lembro que uma vez briguei com Deus, mas nem assim Ele se sentiu ofendido, não me castigou nem nada, continuava lá na parede a sua foto sorrindo para mim. Depois eu joguei aquela foto linda de Deus no lixo, eu percebi que era apenas uma ilustração de um livro que eu havia rasgado a página. Não era Deus de verdade e aquilo me frustrou muito quando eu descobri. Sinto falta da foto.

Toda vez que eu chorava, esperava que Deus passasse a mão na minha cabeça e me desse colo, mas Ele nunca apareceu. Joguei tantas palavras ao vento, mas ainda acredito que não estava falando com um Deus de mentira. Estava falando com um Deus inventado que eu fui desinventando e, agora, nossas conversas, ou melhor, meus monólogos, têm hora marcada. Ficou mais fácil assim, porque eu já nem choro mais, assim não fico o tempo todo esperando que Ele passe a mão na minha cabeça ou me carregue no colo...


Imagem: Google


4

A banalidade da vida

Posted by Blogueira on 12:22 in ,


A cada dia que passa, vejo o quanto as pessoas têm banalizado a vida. Já me dói observar o quanto têm se banalizado as situações. Será que somos (enquanto pessoas) todos iguais? Nego-me a crer nessa dolorosa realidade.
Dia desses, em um desses abrigos de ônibus, havia um homem em situação de rua deitado num papelão. Era um dia de chuva e, sem dúvida, o mendigo estava tentando se proteger da chuva enquanto as outras pessoas apenas esperavam seus respectivos ônibus. Enquanto isso, as pessoas fingiam ou pareciam fingir que não viam aquele mendigo deitado, pisavam no papelão do pobre homem molhando-o e enchendo-o de barro. Parecia mesmo não existir ninguém deitado ali.
Cansa os olhos e a alma ver situações como essa, pois as pessoas acreditam que, pelo fato de o abrigo de ônibus ser um local para esperar ônibus, não deve ter ninguém deitado ali. Esquecem-se, no entanto, de assimilar que o homem não tem lugar para dormir e que a noite fria e a chuva não perdoam e não entendem. Mas o que muito incomoda é o fato de não haver humanidade nas pessoas, sendo, ainda assim, humanos.

Imagem: Google

3

As tatuagens da vida

Posted by Blogueira on 11:15 in , ,

Começa a surgir uma ‘nova onda’ de tatuados. Pessoas, que leram livros e gostaram de algumas passagens, tatuam essas mensagens no corpo, ou até mesmo desenham quadrinhos, tirinhas e caricatura de autores diversos.

Poucos anos atrás, li, obrigatoriamente, “Grande Sertão Veredas” (Guimarães Rosa) na faculdade. Fiquei extasiada com os inúmeros excertos do livro. É uma forte literatura e um grande sertão interior (em nós) a se desvendar. Comentei com algumas pessoas que queria tatuar um pequeno trecho do texto que diz assim: “Carece de ter coragem...” Muitos me incentivaram, mas o que poucos sabem é que eu jamais teria coragem de fazer uma tatuagem. No entanto, uma pessoa muitíssimo íntima minha, sabendo que eu jamais teria coragem para fazê-lo, me sugeriu: ‘Por que você não tatua “Nonada” nas costas?’ Para quem não sabe, “Nonada” é a primeira palavra escrita no livro e quer dizer “Não é nada”. Ou seja, o que este íntimo amigo me sugeriu foi que eu tatuasse que não era nada, exatamente por não ter coragem de fazer nada.

Assim que vi a galera tatuada, lembrei-me da minha vontade que nunca será concretizada. Decidi colocar o link para que os leitores deste humilde blog possam ver algumas dessas tatoos http://flavorwire.com/161484/10-awesome-indie-comics-tattoos Mas, apenas para ilustrar e deixar bem claro, eu sempre prefiro as tatuagens da vida. Que são marcas, não feitas de tinta, mas que ficam para sempre na pele e também dentro da gente.


Copyright © 2009 Sempre Escrevendo All rights reserved. Theme by Laptop Geek. | Bloggerized by FalconHive. Distribuído por Templates