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A banalidade da vida

Posted by Blogueira on 12:22 in ,


A cada dia que passa, vejo o quanto as pessoas têm banalizado a vida. Já me dói observar o quanto têm se banalizado as situações. Será que somos (enquanto pessoas) todos iguais? Nego-me a crer nessa dolorosa realidade.
Dia desses, em um desses abrigos de ônibus, havia um homem em situação de rua deitado num papelão. Era um dia de chuva e, sem dúvida, o mendigo estava tentando se proteger da chuva enquanto as outras pessoas apenas esperavam seus respectivos ônibus. Enquanto isso, as pessoas fingiam ou pareciam fingir que não viam aquele mendigo deitado, pisavam no papelão do pobre homem molhando-o e enchendo-o de barro. Parecia mesmo não existir ninguém deitado ali.
Cansa os olhos e a alma ver situações como essa, pois as pessoas acreditam que, pelo fato de o abrigo de ônibus ser um local para esperar ônibus, não deve ter ninguém deitado ali. Esquecem-se, no entanto, de assimilar que o homem não tem lugar para dormir e que a noite fria e a chuva não perdoam e não entendem. Mas o que muito incomoda é o fato de não haver humanidade nas pessoas, sendo, ainda assim, humanos.

Imagem: Google

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As tatuagens da vida

Posted by Blogueira on 11:15 in , ,

Começa a surgir uma ‘nova onda’ de tatuados. Pessoas, que leram livros e gostaram de algumas passagens, tatuam essas mensagens no corpo, ou até mesmo desenham quadrinhos, tirinhas e caricatura de autores diversos.

Poucos anos atrás, li, obrigatoriamente, “Grande Sertão Veredas” (Guimarães Rosa) na faculdade. Fiquei extasiada com os inúmeros excertos do livro. É uma forte literatura e um grande sertão interior (em nós) a se desvendar. Comentei com algumas pessoas que queria tatuar um pequeno trecho do texto que diz assim: “Carece de ter coragem...” Muitos me incentivaram, mas o que poucos sabem é que eu jamais teria coragem de fazer uma tatuagem. No entanto, uma pessoa muitíssimo íntima minha, sabendo que eu jamais teria coragem para fazê-lo, me sugeriu: ‘Por que você não tatua “Nonada” nas costas?’ Para quem não sabe, “Nonada” é a primeira palavra escrita no livro e quer dizer “Não é nada”. Ou seja, o que este íntimo amigo me sugeriu foi que eu tatuasse que não era nada, exatamente por não ter coragem de fazer nada.

Assim que vi a galera tatuada, lembrei-me da minha vontade que nunca será concretizada. Decidi colocar o link para que os leitores deste humilde blog possam ver algumas dessas tatoos http://flavorwire.com/161484/10-awesome-indie-comics-tattoos Mas, apenas para ilustrar e deixar bem claro, eu sempre prefiro as tatuagens da vida. Que são marcas, não feitas de tinta, mas que ficam para sempre na pele e também dentro da gente.


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Está faltando gentileza...

Posted by Blogueira on 21:31 in ,

Vivo observando a vida e, observar a vida, inclui observar pessoas. Às vezes, sinto que outras pessoas também observam a vida, sendo assim, sinto-me observada. Entretanto, observação é um assunto para outro texto, pois agora desejo falar sobre falta de gentileza, já que, ao observar pessoas, constatei o quanto está faltando gentileza dentro de algumas. Ao pegar um ônibus, às 7:30 da manhã, deparei-me com um senhor que deve ter por volta dos seus 65 anos (no máximo), estava bem arrumado e tinha até mesmo o cabelo tingido de um louro meio escuro. O senhor passou pela roleta e parece ter ficado indignado por não haver lugar para ele, transformou-se em um verdadeiro “caçador” de lugar. Concordo, plenamente, com o direito adquirido pelos idosos de terem lugares reservados nos ônibus, mas este fato não dá a esse senhor o direito de se comportar da maneira como se comportou. O senhor estava em pé quase caindo em cima (de propósito) de uma mulher que estava sentada em um lugar que não era reservado a idosos, parecia mesmo que era para incomodar. Quando a mulher se levantou para descer no ponto em que pretendia, demorou um pouco para se afastar do banco, pois o ônibus estava lotado. O senhor, impaciente, deu uma cotovelada na mulher para que ela saísse de seu caminho. Agindo dessa maneira, aquele senhor cometeu agressão física contra uma mulher, sendo que ela não estava sentada em lugar destinado a idosos. Penso que ter direito a ter direito é algo sério e que deve ser respeitado, mas respeitar o próximo é um dever e, além disso, um direito adquirido de todas as pessoas: o direito a ser respeitado. Respeito é sério! E deve ser levado muito a sério, é uma pena que muitos senhores com uma jornada longa de vida ainda não tenham aprendido a respeitar o próximo e apenas exigem serem respeitados, como se as outras pessoas também não possuíssem o direito a serem respeitadas.

Imagem: Google

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Resignada

Posted by Blogueira on 10:01 in , ,

Texto produzido em 2009

Se este blog ainda não é um diário, hoje ele será.
Sinto-me tão cansada, não sou tão jovem, não sou tão velha, enfim, nada erótica. (Isso eu sei)
Eu disse a alguém que havia estipulado um prazo para sair da crise, que eu nem sei se é uma crise, ou um estado de espírito, mas, certamente, é algo que cansa demais. Esse alguém me disse: “que bobagem...”. Insatisfeita com a frase, perguntei: “o quê? A crise?” Ele disse: “Não! Você tem todo direito de estar em crise, e sem prazo!” Eu disse a ele que adorei a frase, era a mais terna que eu tinha ouvido até o momento, e também até agora.
É difícil ser honesta, é difícil demais ser tão crítica, não com as pessoas, pois acho até que sou muito pouco, em comparação com aquilo que costumo observar, mas comigo mesma. O mais incômodo é quando você começa criticar a si mesmo, porque criticar aos outros é fácil, muito fácil, faça o teste. De repente, você começa a enxergar o que antes não via em si mesmo, e isso começa a pesar, porque quando alguém enxerga você até tenta discordar, mas quando você enxerga é diferente, mas acima de diferente, é dolorido. Mas isso não quer dizer que eu pretenda mudar.
O fato é que às vezes eu queria me exilar, para onde? Eu não sei, não sou muito ligada à política, se fosse, eu poderia cometer um crime político e algum país poderia me receber (ando lendo sobre ditadura). Falei para minha mãe que se eu conhecesse pessoas fortes eu ia montar uma equipe, assaltaria um banco, por exemplo, ela fechou a cara e discordou veementemente (claro, ela não poderia concordar com uma insânia dessas, além de não ser um crime político...). Então, eu disse a ela que poderia ficar tranquila, pois eu só conhecia pessoas fracas, nenhuma mente brilhante para ser o chefe da equipe, já que eu não levo muito jeito para ser líder, nem se for líder de torcida (cargo que acho ridículo, por sinal). Desculpem, é que eu não resisti a comparar algumas pessoas às líderes de torcida, desculpem mesmo! Ai Deus! Como sou irônica... É que no Brasil, um biquíni cavado, uma minissaia e um salto alto fazem toda a diferença. Inclusive, alguns alemães que vieram ao Brasil a passeio, trocaram de roupas dentro de um aeroporto, foram presos e se justificaram dizendo que achavam que não estavam infringindo a lei, levando em consideração a maneira como as pessoas se vestem aqui (huahuaha, sim, isso é uma gargalhada). Eu sei que é antipatriótico, mas eu concordo com o gringo. Enfim, sem mentes brilhantes me circundando e minha própria mente vazia ao extremo. Contento-me, então, com a insignificância dos seres e aceito mais uma vez a minha condição. Mais uma vez resignada.


Imagem: Google


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A magia da leitura

Posted by Blogueira on 11:38 in ,

A leitura é um processo interativo, em que o sentido de um determinado texto é construído pelo leitor a partir de seus conhecimentos prévios. Pode-se dizer que esses conhecimentos englobam conhecimentos linguísticos, textuais e de mundo. Este último abarca a vivência do leitor. Portanto, o leitor faz um esforço inconsciente para compreender um texto. Com isso, quero afirmar que a relação autor/leitor é provocada pelo objetivo ou interesse do leitor pelo texto que pretende ler. Sendo assim, o autor é aquele que detém a palavra e o leitor precisa “se deixar levar” pelo texto para que possa, assim, fazer um reconhecimento global do texto que possui em mãos. Será que alguém ainda duvida que leitura é algo mágico?



Imagem: (Google)


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Reflexões...

Posted by Blogueira on 20:33 in , ,

Quanto mais eu (sobre)vivo, mais tenho vontade de me afastar da raça humana. Sei que não é possível. Quisera eu que fosse. Mas, às vezes, as pessoas machucam umas as outras, não percebem, e, o pior, ainda pensam que estão certas e que carregam consigo verdades absolutas. Pergunto-me diversas vezes o porquê, mas não encontro respostas. Talvez até porque não existam respostas. A raça humana é assim. Ponto final.

Não quero com isso afirmar que sou perfeita, pois, exatamente por ser humana, sou um tanto quanto errante. Não me candidato a nenhuma vaga de canonização do vaticano. Não almejo cargos santos e inatingíveis. Certos humanos da raça envergonham, é necessário escrever isso. São pessoas comuns, nada possuem de atroz, entretanto, por dentro, cheiram fetidamente. Não dá para descrever. São podres. A mágoa que fazem ecoar de dentro de outros da própria raça é enorme, machuca etc e tal. Não posso, de toda a forma, condená-los. Afinal, sou da mesma raça. Não há vergonha ou orgulho. Sou.


(Imagem: Google)



"Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe?" (Caio Fernando Abreu)


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